Grave Digger: review de show em POA no All That Metal
Resenha - Grave Digger (Beco, Porto Alegre, 30/05/2013)
Por Tiago Alano
Fonte: All That Metal
Postado em 07 de junho de 2013
Depois de 10 anos longe dos palcos gaúchos, a banda alemã Grave Digger retornou ao pampa em uma grande apresentação na última quinta-feira (30 de maio) no Beco. Dignos de serem considerados uma das bandas mais tradicionais e representativas do Heavy Metal, mantiveram o set list já conhecido da turnê, que inclui desde os clássicos às faixas do mais recente trabalho, "Clash Of The Gods" (2012). Com os primeiros lotes esgotados, o show promovido pela Abstratti Produtora só confirmou o que já era esperado: casa cheia e muito headbanger para bater cabeça.
Texto por Ana Rauber
Foto por Tiago Alano
Sem o tradicional show de abertura (por questões de indisponibilidade de datas a banda gaúcha Scelerata, que se apresentaria antes do Grave Digger, acabou não realizando o show), o cronograma preestabelecido foi cumprido.
Pontualmente às 20 horas, as luzes do palco acenderam-se e o tecladista Hans Peter Katzenburg surgiu com a tradicional vestimenta de Reaper, presente nas capas dos álbuns da banda desde 1994. Ao som da intro de "Charon", faixa de abertura do último álbum "Clash of the Gods", aplausos e um coral de "Digger Digger", aos poucos a banda foi ocupando seus lugares. A banda logo deu início a "Clash of the Gods" e "Death Angel & the Grave Digger", também do último trabalho da banda.
Depois vieram "Hammer of the Scots", do álbum "The Clans Will Rise Again", e "Ballads of a Hangman", do álbum homônimo, o último gravado com os guitarristas Manni Schmidt e Thilo Herman, que deixaram a banda em 2009 para a então entrada do atual guitarrista Axel Ritt. "Ballads of a Hangman", um dos maiores clássicos deste mesmo álbum, começou em coro pelo público, obedecendo aos comandos de Chris Boltendahl que chamou os fãs para cantar junto.
A próxima música foi "The House", daquele que considero um dos mais belos álbuns da banda, o "The Grave Digger", cujas letras foram inspiradas na obra de Edgar Allan Poe. Depois foi a vez de "Killing Time", do álbum "Tunes Of War".
Chris Boltendahl reverenciou o público, que respondeu com entusiasmo e mais uma vez gritou em coro o nome da banda. Para anunciar a próxima música, Boltendahl falou um pouco sobre o novo álbum e uma certa canção sobre cobras e algo mortal. Não foi necessário os primeiros acordes para o publico anunciar "Medusa", levantando o público que demonstrou o tempo todo grande conhecimento e admiração pelo último álbum da banda.
E embora a garganta de muitos já estivesse debilitada nesta altura do show, os gritos que rasgavam os segundos de silêncio que antecederam a próxima música já anunciavam o que viria: "Excalibur", um dos maiores clássicos da banda, foi cantada a plenos pulmões por todos, fazendo o chão e as paredes do Beco literalmente tremerem.
O público pode respirar um pouco durante a execução do Medley, com as músicas "The Reaper", "Baphomet" e "We Wanna Rock You". Foi o momento de Axel Ritt, o membro mais recente da banda, mostrar toda a sua técnica e o porquê de ter sido tão bem aceito pelo público. Aliás, o guitarrista fez uma apresentação impecável, com solos ovacionados pela galera, com direito até mesmo a guitarra atrás das costas.
Depois, foi a vez de um resgate aos clássicos do final da década de 90, "Knights of the Cross" (de 1998), "The Round Table" (de 1999) e "Dark of the Sun" (1996). De volta às músicas mais recentes, a canção "Home at Last", que deu nome ao EP lançado antes do último álbum da banda, arrancou mais uma vez os gritos do público, que não teve tempo de respirar muito. Ao ouvir os primeiros acordes da próxima música, os headbangers mais uma vez foram orquestrados por Chris Boltendahl e entoaram em coro a introdução de "Rebellion".
Às 21 horas e 15 minutos, a banda fez um pequeno intervalo com pouco mais de um minuto. Mesmo com o o frio que fazia lá fora, a banda parecia realmente aquecida pelos fãs e Axel Ritt retornou ao palco sem camisa para a execução de "Highland Farewell", do penúltimo álbum da banda. Em seguida, "The Last Supper" aqueceu o público para um dos maiores clássicos do Grave Digger e do heavy metal: "Heavy Metal Breakdown" fechou a noite, destruindo com a garganta e o pescoço de todos que ali estavam. O público mais uma vez entoou o nome da banda e Chris Boltendahl cruzou os braços atrás da nuca para admirar. Encerrando a noite com brincadeiras e saudações aos fãs que chamou de amigos, a banda se despediu do público porto-alegrense às 21 horas e 38 minutos, com a esperança que não demore mais 10 anos para rever o mais puro heavy metal do Grave Digger.
Set List:
Charon
Clash of the Gods
Death Angel & the Grave Digger
Hammer of the Scots
Ballads of a Hangman
The House
Killing Time
Medusa
Excalibur
(Medley) The Reaper / Baphomet / We Wanna Rock You
Knights of the Cross
The Round Table
Dark of the Sun
Home at Last
Rebellion
Encore:
Highland Farewell
The Last Supper
Heavy Metal Breakdown
Para ver mais fotos do show, acesse:
http://allthatmetal.blogspot.com.br/2013/06/review-de-show-grave-digger-em-porto.html
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