Grave Digger: Metal germânico empolgando a noite de POA
Resenha - Grave Digger (Beco, Porto Alegre, 30/05/2013)
Por Zé Henrique
Postado em 04 de junho de 2013
Após 10 anos, desde a última visita do GRAVE DIGGER na capital gaúcha, a noite fria de 30/05/13 recebe novamente o "coveiro" alemão, mas com o privilégio de ser plugado, e não acústico como na capital paulista. Por problemas de logística a SCELERATA, não abriria mais o show, uma lástima, pois tem um excelente desempenho e muitos fãs que gostariam de ter presenciado sua apresentação.
Fotos por Liny Oliveira®
Pontualmente às 20h, as luzes do palco do Beco se apagaram, e o quinteto sobe ao palco, o tradicional mascote com seu traje clássico, capa e capuz negros, com uma máscara de caveira, lembrando a figura sombria da morte, muito bem representado por Hans Peter "H.P." Katzenburg (teclado), Alex Ritt (guitarra), Stefan Arnold (bateria), Jens Becker (baixo) e por último o carismático líder, Chris Boltendahl (vocal). Dando início ao espetáculo marcado por vocal grave, rasgado e riffs pesados, a faixa título do último álbum "Clash of the Gods" (2012), seguindo com "Death Angel & The Grave Digger" e "Hammer of the Scots".


No primeiro contato com o público, Chris Boltendahl (vocal) saudou os presentes e relembrou que faziam exatos 10 anos que o DIGGER não tocava em Porto Alegre, e que era muito tempo, assim, com seu carisma e simpatia, ganhou o publico de vez. Destaque para o semblante de alegria e satisfação estampado em cada um dos alemães que tocaram com ainda mais paixão, a cada música a ser executada para os poucos mais de 300 presentes, sendo assim completamente gratificante para ambos, a apresentação para quem realmente compareceu por curtir de verdade a banda.
A atmosfera oitentista, característica do metal do GRAVE DIGGER seguiu durante todo o set, e a cada canção os fãs cantavam junto e vibravam em sintonia com os cinco no palco. A noite segue com músicas como "Medusa" e "Excalibur", muito bem representadas e potencializadas por Alex Ritt (guitarra), que está na banda há apenas 4 anos, mostrando que veio para ficar definitivamente.


Partindo para o fim da apresentação, mandam "The dark of the Sun", "Home at last", finalizaram com a clássica "Rebellion", deixando o palco com os fiéis gritando: "Olê olê olê olê Digger! Digger! Para o retorno ao palco, "Highland Farewell" e por fim a hora da canção marcante dos anos 80, capaz de fazer todos "banguearem" com seus riffs empolgantes e simples, encerraram com a eterna do primeiro disco "Heavy Metal Breakdown", uma verdadeira celebração ao metal, música certa para terminar o show, injetando em cada headbanger presente uma felicidade indescritível.


O GRAVE DIGGER mais uma vez deixa sua marca nos gaúchos, com seu heavy metal germânico tradicional da melhor qualidade. Resta-nos apenas esperar que eles não levem mais dez anos para retornarem a Porto Alegre.
SET LIST:
• Charon (Fährmann des Todes)
• Clash of the Gods
• Death Angel & the Grave Digger
• Hammer of the Scots
• Ballads of a Hangman
• The House
• Killing Time
• Medusa
• Excalibur
• The Reaper / Baphomet / We Wanna Rock You
• Knights of the Cross
• The Round Table (Forever)
• The Dark of the Sun
• Home at Last
• Rebellion (The Clans Are Marching)
• Highland Farewell
• Heavy Metal Breakdown










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