Pearl Jam: resenha do show em São Paulo pelo Minuto HM
Resenha - Pearl Jam (Jockey, São Paulo, 31/03/2013)
Por Eduardo dutecnic
Postado em 07 de abril de 2013
Com menos de 5 minutos de atraso, o Pearl Jam subiu ao palco com Eddie Vedder saudando o ansioso público como não apenas a grande atração da noite, mas do festival que se encerraria após 3 dias de shows de diversas bandas em variados estilos.
A banda tem como marcante característica o fato de variar, e muito, os seus sets – assim, nunca se sabe como vai ser – é um verdadeiro exemplo da categoria "Cada show é um show…" do blog. Pode ser algo mais calmo, como com Release no primeiro show paulista de 2011, ou agitado como Go, do segundo na mesma cidade. Para este show, eles optaram por um início menos agitado, Elderly Woman Behind The Counter In A Small Town, mas logo após já vieram Why Go e Corduroy, onde o público de cerca de 60.000 pessoas foi mais participativo, inclusive tocando um ainda-mais-inesperado cover de Pink Floyd no meio delas.
A voz de um entusiasmado (e "calibrado") Eddie, logo de início, já mostrava aos presentes que continua em dia e assim se manteve durante a 27 músicas executadas em torno de 120 minutos.
Em seguida, Comatose e nova saudação do líder do grupo desejando "Boa Páscoa", dizendo que o "ovo de chocolate" se chamaria Olé. Viria então o primeiro hit absoluto da banda, Do The Evolution.
Aqui cabe ressaltar que finalmente o público se manifestava mais intensamente na relação com a banda, comportamento só observado, pelo menos da galera que estava do meio para trás, nos sucessos absolutos. De resto e em comparação com os shows anteriores, e talvez por ser parte de um festival de diferentes estilos, o público teve tal comportamento que pode ser classificado no máximo como "morno" – sendo que muitos mal prestavam atenção no show, com gente saindo da pista a todo instante, outros até mesmo sentados de costas para o palco, entre outras coisas. Infelizmente, o fenômeno de se "fazer um social" com os amigos indo a um show está cada vez mais evidente e isso inclusive atrapalha quem realmente é fã.
Vedder e cia intercalariam os sucessos ao longo do show, deixando mais para o final algumas ótimas sequências. Após Wishlist e Got Some, vem Even Flow, em um dos momentos mais marcantes. A música é executada com a qualidade que se observa sempre nos shows da banda e, claro, com o público cantando principalmente o refrão em uníssono.
A fórmula acima se repetiu, com Nothingman e Insignificance antes de Daughter, outro sucesso absoluto. Esse formato mostrou o cuidado que a banda teve em escolher um set que alternava seqüências mais agitadas com outras mais calmas. Tendo em vista que se tratava de um festival e o público sendo mais diversificado, e até mesmo como uma maneira de dar um descanso para o vocalista, a coisa pareceu ter funcionado bem. Daughter ainda contou com W.M.A. e com o característico "it’s ok".
World Wide Suicide "abriria" Jeremy e, finalmente, o Pearl Jam começaria a "despejar", no melhor dos sentidos, sucessos em uma especial sequência: Jeremy e a dupla State Of Love And Trust com Rearviewmirror, intercaladas por Unthought Known, fariam o show chegar ao seu ápice para os fãs mais "fãs" e fechariam a primeira parte do set.
Os músicos se retiram rapidamente do palco e, já com parte do público, com receio de um difícil retorno para casa já intensificando a movimentação para sair do Jockey, voltam para um BIS avassalador: Given To Fly reiniciaria o show já em grande estilo, seguida por Not For You (com Modern Girl).
Eddie arriscou falar menos Português desta vez e, quando o fez, estava sempre com uma folha em mãos – alegou que ele tinha "perdido um pouco a ‘fluência’". Mesmo assim, carismático, arriscou em diversas oportunidades alguns discursos, entre eles, sobre um assunto sério: a liberação do casamento por pessoas do mesmo sexo na cidade de São Paulo, parabenizando a cidade por ter sabido esperar este momento. Vedder também perguntou se a galera tinha curtido os outros shows, citando o nome das bandas que também tocaram no festival como The Killers, Franz Ferdinand, Perfect Circle e Puscifer (esta última que ele mesmo curtiu no cantinho do palco, mais cedo, durante a tarde).
Era hora de, finalmente, a banda terminar de descarregar seu grande caminhão de hits: Better Man, sempre tão linda e emocionante e Black foram as primeiras a saírem do último conteiner.
Mesmo já tendo tocado um cover no início, o Pearl Jam anuncia que faria uma homenagem a um grande grupo e mandam I Believe In Miracles, música esta dos Ramones que eles costumeiramente tocam e que Eddie fez questão de reforçar que, sempre quando a banda vem para o Brasil, ele se recorda de seu amigo Johnny Ramone.
Com o show chegando ao fim, Alive, "o" hit, é executado de maneira sublime, ainda que em uma versão sem muito solos virtuosos que normalmente são feitos ao-vivo – provavelmente, pelo tempo de show. Alive é uma das identidades do Pearl Jam e é sempre especial poder ter o privilégio de tê-la em um set.
Mike, Jeff, Matt, Eddie e Stone encerrariam o Lollapalooza Brasil 2013 e a participação deles pelo nosso país com mais um cover, desta vez do The Who (também muito "coverizada" pela atual encarnação do Guns N’ Roses, com Baba O’Riley) e com Yellow Ledbetter, que normalmente é executada mesmo aos finais dos grandes shows.
A bonita noite, com a lua estrategicamente posicionada atrás do palco, marcou um excelente início de tour para o Pearl Jam. A organização geral do festival este ano deve ser também elogiada, haja visto que tudo correu de maneira organizada, pontual e até mesmo a temida saída do Jockey para o retorno para casa também foi bem mais fluída que em 2012.
As ausências de alguns hits em shows do Pearl Jam já são esperadas. Nesta oportunidade, I Am Mine, Animal e outro cover, Last Kiss, são exemplos que ficaram de fora. E por falar em ausência, infelizmente grande parte do público também esteve fisicamente presente, mas ausente na relação público-show… infelizmente.
Acesse o Minuto HM para ver a matéria original, contando ainda com a famosa cobertura pré-show, fotos, setlist completo e twittadas do festival e da banda.
http://minutohm.com/2013/03/31/cobertura-minuto-hm-pearl-jam-em-sp-lollapalooza-2013-dia-3/
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Os acertos e os erros que o Iron Maiden levou a Curitiba na turnê de 50 anos
Scorpions confirma primeiras datas na América Latina em 2027
A Riqueza da maturidade - Yes entrega elegância e musicalidade em "Aurora"
Os 50 melhores álbuns de thrash metal da história segundo os leitores da Metal Hammer
Por que o Iron Maiden deixou as feras mitológicas de lado, segundo Janick Gers
O álbum dos anos sessenta que uniu David Gilmour, do Pink Floyd, e Alex Lifeson, do Rush
A melhor música do Iron Maiden de todos os tempos, segundo Nicko McBrain
Judas Priest e Pantera farão turnê juntos na América Latina, segundo Summa Inferno
O momento em que Tony Iommi percebeu que Ozzy Osbourne tinha que sair do Black Sabbath
As músicas que Steve Harris, do Iron Maiden, se recusava a ouvir no carro
Quando Tony Iommi mentiu sobre o som do Black Sabbath e isso trouxe reclamações
Nicko McBrain expõe o clima do Iron Maiden no show de adeus de Bruce Dickinson
O disco do Black Sabbath que todas as faixas são "mágicas", segundo Rob Halford
A banda que Keith Richards achava vazia e Paul Stanley põe no topo do rock
Deep Purple suspende restante da tour europeia após Ian Gillan ser hospitalizado
O ator vencedor de um Oscar que é fã do trabalho de Max Cavalera
O maior guitarrista de todos os tempos, segundo o lendário Bruce Springsteen
A banda que fazia Jimmy Page ficar irritado quando comparavam com o Led Zeppelin

O que Johnny Ramone nunca conseguiu entender sobre o grunge
A curiosa história de duas músicas do grunge que nasceram do mesmo riff de guitarra
Os momentos em que Eddie Vedder sempre acaba se lembrando de Kurt Cobain
Os 100 melhores discos de rock dos anos 90, segundo o Classic Rock History
A banda idolatrada por Eddie Vedder que nunca tocou no Brasil: "Ele era fanático"
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente



