Crashdïet: levantando a bandeira do Sleaze Metal em São Paulo

Resenha - Crashdïet (Clash Club, São Paulo, 09/03/2013)

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Por Otávio Augusto Juliano
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Falar em Hard Rock e Sleaze atualmente sem ao menos citar a Suécia é quase impossível. Na última década é a Suécia que tem trazido nomes importantes desses gêneros musicais, e o CRASHDÏET é, talvez, o destaque da cena Sleaze sueca.

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Fotos por Leandro Anhelli (www.anhelli.com.br)

Formada desde o início dos anos 2000, o CRASHDÏET já passou por duas mudanças de vocalista, uma delas devido à trágica morte de Dave Lepard, então principal compositor da banda. Tendo enfim se firmado com Simon Cruz no vocal, veio ao Brasil pela terceira vez (a segunda com Simon), promovendo o recém lançado "The Savage Playground".

Às 21:20h o CRASHDÏET apareceu no palco para encarar novamente os fãs brasileiros presentes, fãs esses que tiveram a dura missão de chegar ao Clash Club sob a forte chuva que tomava conta da cidade de São Paulo.

Com "Change The World", "Circus" e "Anarchy", três canções do novo álbum, a banda ganhou rapidamente a simpatia do público, trazendo sua tradicional energia ao vivo. O CRASHDÏET, apesar de seu visual Sleaze, com referência aos anos 80, consegue mesclar seu Glam/Sleaze com toques de Hardcore e Punk, sem deixar de lado suas influências óbvias, como MÖTLEY CRÜE, GUNS N' ROSES e HANOI ROCKS, para citar apenas algumas.

No setlist nove músicas do disco mais recente, intercaladas com canções dos demais álbuns, valendo destacar até mesmo a grata surpresa de "In The Raw", música originalmente gravada por Olliver Twist (ex-vocalista da banda, atualmente no RECKLESS LOVE).

Em "Queen Obscene/69 Shots", a música mais incrível lançada pela banda até então (ao menos para este que vos escreve), o público agitou bastante e essa foi um dos pontos altos da noite, com direito a uma parte mais lenta no meio da execução, com a plateia cantando o refrão junto com Simon.

Mas não foi só nessa canção que o público presente fez bonito. Acompanhou a banda durante todo o show, mostrando que conhecia o material do CRASHDÏET e que o grupo já tem um espaço de destaque no Brasil, especialmente entre os fãs do estilo.

E olha que não foi fácil manter a empolgação o tempo todo. Isso porque o Clash Club se mostrou ao mesmo tempo uma ótima e uma péssima escolha. O show estava marcado inicialmente para o Inferno Club, mas foi alterado para o Clash Club, uma ótima opção em termos de espaço e visual, mas por outro lado muito ruim devido ao calor e à posição do palco, muito baixo em relação ao público, o que dificultou a visibilidade dos que estavam na pista e ainda o trabalho dos fotógrafos.

Dificuldades de lado, todo o carinho do público pela banda foi retribuído pelo baterista Eric que, entre o primeiro e o segundo bis, fez questão de falar que ama o Brasil e oferecer um brinde a todos presentes, mostrando que já fala um pouco de português (além das passagens da banda por aqui, Eric já teve oportunidade de passar férias no país).

O encerramento teve a ótima "Cocaine Cowboys", single do álbum "The Savage Playground" e ainda "Generation Wild", faixa que dá título ao disco anterior, gravado também com Simon Cruz no vocal.

Pouco mais de 1 hora e meia de Sleaze Metal de primeiríssima qualidade, executado por uma banda que levanta a bandeira do estilo e se mantém em alto nível há anos.

Se, em março de 2006, quando escrevi uma das primeiras matérias sobre a banda neste site (resenha do CD "Rest In Sleaze"), era provalmente inimaginável ver o CRASHDÏET por aqui, depois de mais essa passagem pelo país fica a certeza de que eles continuarão a incluir o Brasil em suas futuras turnês mundiais.

Agradecimentos a Heloisa Vidal (Brasil Music Press) e Free Pass pela atenção e credenciamento.

Banda:

Simon Cruz - Vocal
Martin Sweet - Guitarra
Peter London - Baixo
Eric Young - Bateria

Set List

Change The World
Circus
Anarchy
Breakin' the Chainz
In The Raw
Rebel
Lickin’ Dog
Queen Obscene / 69 Shots
Got A Reason
It's a Miracle
Garden of Babylon

Bis 1:

Riot in Everyone
Chemical
Excited
Down With The Dust
Liquid Jesus

Bis 2:

Cocaine Cowboys
Generation Wild

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Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

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