G3: A noite das guitarras em São Paulo
Resenha - G3 (Credicard Hall, São Paulo, 12/10/2012)
Por Eduardo dutecnic
Postado em 13 de outubro de 2012
Sexta-feira com chuva indo e vindo em São Paulo, um clima perfeito para caos na cidade. Mas ainda bem que era feriado. :-)
É noite das guitarras na cidade. Não uma, nem duas, mas três. O G3, edição "South American Tour 2012", traz John Petrucci (que acabou de tocar com o Dream Theater por aqui) e Steve Morse (Deep Purple) de volta ao país, além de, claro, Joe Satriani (atual Chickenfoot).
STEVE MORSE
O primeiro show da noite foi do Morse que, pontualmente as 22h00, subiu a um palco com ótima qualidade de som. Morse tocou por 48 minutos e comentou que demorou para vir tocar a música própria dele, cerca de 40 anos, brincando que ele achava estranho por ele ter apenas 39 de idade, hehehe.
O Marcus comentou comigo que tinha até a impressão que Morse estava um pouco "nervoso" por estar tocando ali, sabendo que estava abrindo para músicos com o crachá de Dream Theater e Joe Satriani. Eu, particularmente, não "senti" este nervosismo, talvez um pouco de ansiedade no início, mas nada que fosse algo que abalasse sua performance, ainda que o Marcus tenha comentado também que, tecnicamente, Morse cometeu alguns erros - eu, mais leigo no instrumento, não detectei nada que pudesse comentar com todos aqui.
Morse fez um set bastante divertido, com músicas bastante distintas, mostrando toda sua versatilidade, usando inclusive um violão elétrico. A banda que o acompanhava, com um baixista excepcional, Dave LaRue, fez com o que o som tivesse todo o corpo necessário. Para terminar, um cover da setentista banda Dixie Dregs.
JOHN PETRUCCI
Como é tradicional nas apresentações do G3, veio o primeiro intervalo para que, as 23h03, John Petrucci fosse o guitarrista da vez - e com um "convidado" mais do que especial e bem-vindo - simplesmente Mike Mangini, o novo baterista do Dream Theater.
Falando em Mangini, o cara realmente é um monstro. Ele estava fisicamente um pouco diferente do que vi em agosto, mas sua chegada "mudou" o som da bateria da noite, com seu estilo e pegada excepcionais. Ficou muito claro para mim que ele estava mais comedido, mais "na dele", afinal, trata-se do G3, e não de um "D3" ou algo do tipo :-) ...
Outro ponto que é legal mencionar: Mangini usou uma camiseta do Hangar (assim como o Nicko, do Maiden, já usou também), banda do Aquiles Priester, que tive a honra de conhecer na noite, e um dos bateristas que disputou a concorrida posição quando Portnoy saiu da banda, o que mostra, além da humildade já conhecida e comentada do escolhido ao cargo, como existe uma boa relação entre Aquiles / Hangar com Mangini / Petrucci / Dream Theater. Teria sido a camiseta entregue pelo próprio Aquiles exatamente nesta noite?
A marca principal do show do Petrucci foi sua precisão cirúrgica com seu instrumento - realmente um relógio suíço. Contando com o mesmo baixista, Dave, e com Mangini, o som ganhou um peso espetacular. Petrucci não perdeu a oportunidade de mencionar como acha Mangini "not human" - no bom sentido, claro - e como ele ainda se surpreende com o talento do músico. A relação dos dois parece ser a melhor possível, o que tira as chances, em minha opinião, de um possível e aguardado por muitos retorno de Portnoy à sua banda de origem. Petrucci encerrou sua apresentação em precisos 50 minutos.
JOE SATRIANI
O último da noite era Satriani, que subiu ao palco já aos 12 minutos do sábado. Satriani não perdeu tempo e começou a despejar seus clássicos logo de cara, para alegria do Credicard Hall.
Infelizmente, o som, que estava impecável, teve um rápido problema em Crowd Chant, sendo que o volume da guitarra de Satriani foi para quase zero. O problema foi rapidamente solucionado, sendo que a guitarra voltou um pouco mais baixa que antes, ainda que depois de pouco tempo, voltasse ao ótimo volume antes do acontecimento.
Satriani é um guitarrista com um característica única e, como sabemos, é o "professor" de muitos. Em seu currículo, alunos como Vai e Kirk, do MetallicA. Seu talento e carisma saltam aos olhos e, na noite de ontem, tudo foi mais uma vez confirmado.
Always With Me, Always With You:
O show dele acabou as 00h55, com Satriani elogiando a terra da garoa como "best audience" do Brasil. Ele aproveitou para convidar os outros dois guitarristas para que finalmente o G3 estivesse reunido. Mas ficava a dúvida: cadê Summer Song, Satriani?
G3
Com o G3 alinhado, com Morse ao centro e os outros 2 em suas posições preferenciais de palco, a banda anuncia que tocaria uma música muito importante para eles: You Really Got Me ganhou sua versão com o genial trio que, para responder à pergunta de todos, "delicadamente" foi inserindo Summer Song no meio da versão!
Mantendo a sequência de covers, a próxima escolhida foi White Room, do Cream, sendo que a banda repetiu a dose, desta vez tocando um pequeno trecho do clássico Sunshine of Your Love, da mesma banda. E Eric Clapton vê três brilhantes guitarristas tocando o que ele criou ainda nos anos 60...
Para terminar, o tradicional e esperado cover de Neil Young, para levantar de vez a galera, fechando uma apresentação de 3 horas e trinta minutos!
Ainda vale mencionar como todos os guitarristas elogiaram seus parceiros em seus shows individuais ("melhores guitarristas do mundo") e verdadeiramente se divertiram entre eles e com o público quando estiveram juntos.
Acesse a matéria original no Minuto HM para ver mais fotos, vídeos, setlists e uma foto do Aquiles Priester com o autor do texto.
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