2º Zombie Night Fest: como foi o evento em Macapá, no Amapá

Resenha - 2º Zombie Night Fest (Biroska Concept Bar, Macapá, Amapá, 11/08/2012)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Bruno Blackened
Enviar Correções  

A cena do Heavy Metal em Macapá é crescente e o número de eventos promovidos aumenta cada vez mais, tudo com o intuito de fortalecer a cena. O problema acontece quando há eventos demais em um mesmo dia, principalmente quando um fica prejudicado em relação aos demais. Enquanto ocorria a segunda edição do Zombie Night Fest (promovido pela Zombie Produções) no Biroska, outros eventos de Rock/Heavy Metal aconteciam ao mesmo tempo em diferentes lugares.

Guitar Hero: veja como o jogo desgraçou uma geração inteira

Wonder Years: O soundtrack do grande sucesso de público e crítica

publicidade

Em resumo, o 2º Zombie Night Fest não foi um evento completamente feliz: apesar das bandas terem animado o lugar e o público e mostrado garra e competência, o número de metalheads foi aquém do esperado (cerca de 50 ou 60 pessoas), começou depois do horário previsto (duas horas de atraso) e dois incidentes quase tiraram o brilho da festa: o primeiro foi uma adolescente que passou mal (provavelmente por consumo excessivo de bebida alcoólica) e teve que ser levada às pressas a um pronto-socorro (até o término do evento, foi informado que a jovem recuperou-se e passava bem). O segundo foi uma agressão entre dois rapazes, que, do nada, começaram a brigar usando cadeiras e um capacete de moto. A briga foi apartada por um segurança da casa. Ninguém se feriu.

publicidade

Antes das bandas começarem a tocar, houve a rodada de entrevistas com os integrantes da atração principal da noite: GESTOS GROSSEIROS. A banda está na ativa desde 1996 e já gravou duas demos e dois full-lengths. Andy Souza (bateria e vocal), Kleber Hora (guitarra) e Danilo Dill (baixo) são legais e receptivos, abertos a uma boa conversa sobre a banda, o Metal, os discos lançados, o ex-frontman Índio e a expectativa de tocarem em Macapá. O show no Biroska faz parte da turnê de promoção do álbum Satanchandising (2011). Segundo a banda, o disco está sendo bem aceito por crítica e fãs e atendeu as expectativas dos músicos, que trabalharam durante um ano na composição do full-length.

publicidade

Tirando os aspectos negativos do Zombie Night Fest, as bandas locais conseguiram mostrar seu som com competência e agitaram os poucos headbanguers presentes. Enquanto os grupos SUICÍDIO, CARNIVALE e CARNAL REMAINS se apresentavam e atraiam os Metalheads para dentro da casa, um pequeno stand vendia o merchandising de Satã: camisas, adesivos e cópias de Satanchandising e Countdown to Kill, além de discos de outros grupos locais, nacionais e internacionais.

publicidade

Os músicos da ANONYMOUS HATE subiram ao palco e mostraram suas pancadas Death/Grindcore: abriram com Brazil Massacreland, música com uma intro marcante. Depois vieram Sea of Blood, as clássicas Profanation (do EP Worldead), Anonymous Hate (um dos destaques da noite, bangueada freneticamente) e Worldead (cantada em uníssono pelo público). No meio do show, um pouco de humor: um DVD de zoofilia (que estava em cima do bumbo de Alberto Martinez) foi dado ao cara que desenha as capas dos discos da Anonymous Hate pelo vocalista Victor Figueiredo. "Vocês são um bando de filhos da puta que não valem bosta nenhuma!", disse o presenteado, brincando.

publicidade

Prosseguindo com o show, o grupo mandou Dead Shall Rise (TERRORIZER cover), Red Khmer, Blood and Pain (inédita) e finalizaram com mais um clássico: Created to Kill, composição com uma inteligente quebra de ritmo graças ao baixo de Romeu Monteiro. Diferente da apresentação na primeira edição do Zombie, a ANONYMOUS HATE tocou sem atrasos de integrantes e interrupções desnecessárias.

publicidade

Depois de uma pausa para troca de equipamentos, o headliner GESTOS GROSSEIROS subiu ao palco sob um trecho acústico da faixa-título do novo álbum, mas não foi ela que abriu o show: Humanity Victory (Kill by Power) foi só o início de uma verdadeira aula de Death Metal (destaque para o solo de Kleber). Mirror of Death (também de Satanchandising) foi a próxima, seguida de Lord of Lie (de Countdown to Kill), Slaves of Imagination, Predator of Soul e a dobradinha Human Destruction/Help! (ambas do debut).

Os músicos trabalharam como nunca em todas as faixas e, apesar de não terem muita performance, compensaram com peso, energia e agressividade em cada nota tocada. Apesar de estar atrás de várias peças de bateria, não restam dúvidas de que é Andy, com seu vocal grave e gutural, quem comanda a apresentação, ao mesmo tempo que espanca, com precisão, cada componente de seu kit, sempre agradecendo aos poucos, porém eufóricos metalheads ao final de cada música. Seu vocal, aliás, casa muito bem com os urros rasgados de Danilo, responsável por fazer a galera gritar "Hey! Hey! Hey!".

A apresentação prosseguiu com a bem recebida Extreme Aggression (KREATOR cover). Satanchandising foi a próxima. Essa música tem uma intro marcante, cadenciada e "do mal", uma das melhores da carreira do GESTOS GROSSEIROS. Têm todos os elementos para virar obrigatória nos shows da banda, junto com Humanity Victory. Depois desse clássico, mais um: Countdown to Kill, com destaque para os riffs palhetados, que são simplesmente matadores. Ficou a cargo de Brutality Century encerrar a apresentação.

O GESTOS GROSSEIROS fez um excelente show. Uma pena que foram poucos os que testemunharam isso. Quem perdeu, perdeu. Quem estava lá, só ganhou, pois assistiu um dos ícones do underground nacional presentear Macapá com uma verdadeira aula de peso, agressividade, energia e rapidez: Death Metal puro, como os fãs esperam. Parabéns a todas as bandas que participaram do 2º Zombie Night Fest, em especial ao GESTOS GROSSEIROS!




Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Guitar Hero: veja como o jogo desgraçou uma geração inteiraGuitar Hero
Veja como o jogo desgraçou uma geração inteira

Wonder Years: O soundtrack do grande sucesso de público e críticaWonder Years
O soundtrack do grande sucesso de público e crítica


Sobre Bruno Blackened

Metalhead desde os 16, jornalista desde os 23. Grande incentivador da cena Metal amapaense através de resenhas, reportagens, fotos, artigos, entrevistas e assiduidade nos shows. Minhas vertentes favoritas são o Thrash, Death e Power Metal. \m/

Mais matérias de Bruno Blackened no Whiplash.Net.

WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin WhiFin