Aliança Negra: saiba como foi o festival que rolou no Rio

Resenha - Aliança Negra (Bangu Atlético Clube, Rio de Janeiro, 13/04/2012)

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Por Marcos Garcia
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A noite estava quente em Bangu, na zona norte da cidade do Rio de Janeiro após uma semana de temperaturas bem amenas, e na sede do tradicional Bangu Atlético Club, tivemos a versão 2012 do já tradicional festival Aliança Negra, com oito bandas em dois palcos alternados, pois quando uma banda encerrava o show em um, a outra começava no outro. Ponto para as produtoras do evento, Rato no Rio, Fashion Produções e Mysterian Art, pois isso ajuda a agilizar os shows.

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Antes dos shows começarem, os membros do HATE se disponibilizaram a atenderem os fãs para autógrafos e fotos, mostrando muita simpatia e respeito pelo público presente, atendendo a todos com paciência e respeito.

Abrindo a noite, tivemos o Death/Black Metal do quinteto de São Gonçalo EXHUMED CHRIST, que apesar do som que vinha das caixas não estar tão bom assim, a banda fez um show muito bom, mostrando uma sonoridade Death/Black um pouco mais conservadora e com elementos da Velha Escola. Seu set baseado em composições próprias como ‘The Lies Ov Christianity’, ‘Doutrine Ov Satan’ e ‘Azazel’, que sairão em um trabalho próprio em breve, e mais a ótima versão para ‘The Laws of the Scourge’, do SARCÓFAGO, que teve a participação de Leon Manssur, do APOKALYPTIC RAIDS. A banda tem boa postura de palco, mas o baixista Wagner Hammer se destaca, pois não cessa de agitar um segundo sequer.

O seguinte foi o carioca DARKTOWER, que voltou a ser um quarteto. A banda continua mostrando ser de extrema maturidade em palco, apoiados por uma musicalidade forte, em um tipo de Metal Extremo forte e impactante cheio de nuances de estilos mais melodiosos, com performance de palco segura e contagiante, especialmente graças ao vocalista Galf, extremamente performático, sendo que Niccolo (guitarras), Hanged (baixo) e Argos (bateria) mostram serem não só instrumentistas, mas que sentem a música que tocam. Apesar de alguns problemas no som (a caixa da bateria estava pouco audível na frente), foi um ótimo show, se destacando as faixas ‘Lord ov the Vastlands’, ‘Retaliation’, ‘Rise of the DarkTower’ e ‘Human Like Fire’.

Depois, foi a vez do Grindcore da banda D.A.D, também do RJ de Janeiro. O som que vinha para o público não era das melhores, e acabou prejudicando um pouco a banda, que apesar de tudo, fez um bom set, especialmente pel desempenho de palco despojado e divertido do quarteto, em especial do vocalista Stressor, um vocalista que se encontra em uma escola totalmente ‘alliniana’, mas sem excessos. Destaques para ‘Gago’, ‘Couch’ e ‘Shmoopie’.

Em seguida, o quinteto Black Metal IMPACTO PROFANO sobe ao palco, fazendo um bom show, graças à sua postura de palco e solidez musical cada vez maiores, mostrando que a estabilidade de uma formação rende muitos frutos positivos. Destaque para Marduk, que tem crescido cada vez mais como frontman e vocalista, tendo o público em suas mãos todo o tempo, que conhece as músicas da banda, inclusive a ótima ‘Baphomet’, que o público cantou, e estará presente no primeiro CD da banda, que deve sair ainda este ano.

Logo depois, foi a vez do quinteto Blackened Death Metal VOCIFERATUS subir ao palco, e que fez um dos melhores shows da noite. É impressionante ver como eles evoluem rapidamente, pois seu show foi intenso, brutal e prendeu a atenção dos presentes, causando muita agitação. Sólidos musicalmente, e com postura bem solta e à vontade, desfilaram músicas de seu EP mais recente, como ‘Blessed by the Hands of Flames’, ‘To Seal with Blood’ e ‘Warpath’ (que levou os presentes ao delírio), mais uma nova e que estará em seu novo CD que deve sair ainda em 2012, ‘Mortenkult’. O vocalista Pedrito Hildebrando estava bem solto e comandava o público, fora as performances de palco dos guitarristas Luiz Mallet e Filipe Lima, e do baixista Lucas Zandomingo, e a segurança de Augusto Taboransky nas baquetas deram uma energia muito intensa à banda.

Em seguida, veio o UNEARTHLY, um dos nomes fortes da noite. Não é preciso falar mais no profissionalismo da banda, em suas ótimas performances ao vivo e cheias de energia, ou em sua música diferenciada e forte, já que isso é ponto comum e quem já viu um show da banda, sabe bem o que quero dizer. Apesar do set mais curto que o de costume, a banda desfilou alguns de seus momentos mais clássicos como ‘Murder the Messiah’ e ‘Age of Chaos’, ao lado de músicas mais recentes como ‘7.62’, ‘Baptized in Blood’, ‘My Fault’ e ‘Osmotic Haeresis’, que levaram o público ao delírio, comandado por Eregion, que se destaca pela excelente comunicação com o público, bem como pela técnica de Vinnie Tyr e carisma de Mictian, e assim mostraram mais uma vez o porquê de serem um dos nomes mais respeitados da cena brasileira atualmente, e que mostram apetite para invadir em breve o Velho Continente.
Sem tempo para uma respirada, veio a vez do PERISTALTIC MOVEMENTS subir ao palco.

Usando de uma sonoridade Death Metal mais tradicional e intenso, que remete às bandas mais brutas dos EUA dos anos 90, o quarteto levou o público ao delírio e ao slam dancing com extrema facilidade, embora o som não estivesse tão bom e a banda careça ainda de um pouquinho mais mobilidade no palco, à exceção do vocalista. O set da banda foi marcado por composições próprias e por mais uma performance ótima do vocalista Victor “Infectus” Cândido (esse não cessa um momento de agitar), que mostra pulmões privilegiados, principalmente nas músicas ‘Lunatic Children’, a curta ‘Epileptic Grinder’, ‘A Worm Grow’s in the Womb of a Dead Woman’ e ‘Bizzarre’. Mais uma banda que precisa urgentemente pôr seu trabalho em CD.

Fechando a noite, veio o quarteto polonês HATE, que se apresentou pela primeira vez em terras cariocas.

A banda esbanjou energia e carisma ímpares em um set recheado de grandes clássicos de seus três últimos discos (‘Anaclasis’, ‘Morphosis’, e ‘Erebos’, cujos shows do Brasil fazem parte da tour de divulgação deste), com ATF Sinner mostrando segurança nas seis cordas e nos vocais brutais, bem como simpatia ao se comunicar com o público. O guitarrista Destroyer não cessa de agitar um segundo que seja, sem falar em sua técnica, Mortifer não só mostra saber tocar bem as quatro cordas, como tem uma postura de palco excelente e é outro que não para quieto um segundo, e Hexen é um baterista seguro e técnico, bem como rápido. Seu set deixou os fãs loucos e agitando bastante, com músicas como ‘Erebos’, ‘Hex’, ‘Threnody’, ‘Wrists’, ‘Trinity Moons’, e pela versão personalizada para ‘Arise’, do SEPULTURA (mostrando o quanto a banda é valorizada no exterior).

Um ótimo evento, e que venham outras versões no futuro!

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Sobre Marcos Garcia

Marcos Garcia é Mestrando em Geofísica na área de Clima Espacial, Bacharel e Licenciado em Física, professor, escritor e apreciador de todas as subdivisões de Metal, tendo sempre carinho pelas bandas mais jovens e desconhecidas do público, e acredita no Underground como forma de cultura e educação alternativas. Ainda possui seu próprio blog, o Metal Samsara, e encara a vida pela máxima de Buda "esqueça o passado, não pense no futuro, concentre-se apenas no presente".

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