Creedence Clearwater Revisited: desfile de clássicos em SP
Resenha - Creedence Clearwater Revisited (Via Funchal, São Paulo, 20/11/2010)
Por Jorge A. Silva Junior
Postado em 26 de novembro de 2010
Poucas bandas tiveram um sucesso tão meteórico (durou apenas quatro anos, de 1968 a 1972) quanto o CREEDENCE CLEARWATER REVIVAL. Mesmo neste curto período, com sete álbuns lançados, o grupo conseguiu deixar seu legado com inúmeras canções que se tornaram verdadeiros clássicos do Rock. E para reviver essa época de ouro, dois integrantes da formação original - o baixista Stu Cook e o baterista Doug "Cosmo" Clifford - resolveram criar o CREEDENCE CLEARWATER REVISITED, que se apresentou no último sábado (20) em São Paulo e fez a alegria do grande público que compareceu à Via Funchal.
Creedence C. Revival - + Novidades
Fotos: Filipe Rocha
Para muitos fãs, críticos e até este redator que vos escreve é difícil imaginar o CREEDENCE sem o genial John Fogerty - vocalista, compositor e fundador da banda. Por esse motivo, confesso ter ficado indiferente quando foi confirmada a turnê do REVISITED pelo Brasil. Se alguém além de mim foi à Via Funchal com a "pulga atrás da orelha", com certeza teve de rever seu conceito, uma vez que saltou aos olhos a qualidade dos músicos durante o digno tributo à banda original.
Começando pontualmente às 22h, subiram ao palco John Tristao (vocal/guitarra/violão), Elliot Easton (guitarra), Stu Cook (baixo), Doug Clifford (bateria) e Steve Gunner (teclado, guitarra e gaita), com o propósito de fazer uma viagem no tempo através dos maiores sucessos do CREEDENCE. E o objetivo fora alcançado logo na primeira música, "Born On The Bayou", que deixou a todos de queixo caído. Com talento, carisma e competência, Tristao mostrou que pode cantar de forma muito semelhante a John Fogerty - fato digno de aplausos, uma vez que se trata de uma das vozes mais originais e inconfundíveis do Rock. Elliot Easton também provou ser um ótimo músico, fato comprovado nas execuções de "Green River" e "Suzie Q" - a última com uma versão magnífica de dez minutos, na qual o guitarrista esbanjou técnica e feeling.
Já o versátil Steve Gunner, com sua gaita ao melhor estilo "blues rural", arrancou aplausos durante "Commotion" e roubou a cena quando assumiu o violão em "Lookin' Out My Back Door", música com uma forte dose de country.
Contudo, não poderia deixar de destacar os idealizadores deste audacioso projeto. Companheiros musicais a mais de quarenta anos, Stu Cook (65) e Doug Clifford (65), ambos com uma vitalidade notável, fizeram questão de interagir com o público o tempo inteiro, além de demonstrarem grande entrosamento com seus companheiros de banda. A prova disso foi o desfile de clássicos apresentados com uma harmonia impressionante, entre eles "Hey Tonight", "Bad Moon Rising", "Proud Mary" e "Fortunate Son", que fechou em grande estilo o primeiro set do show.
Depois de uma breve pausa, John Tristão voltou ao palco segurando uma garrafa de cerveja para apresentar (e brindar) o mega sucesso "Have You Ever Seen The Rain", que teve seu refrão cantado no último volume por toda a casa.
Com o fim da apresentação anunciado ao término da explosiva "Travelin’ Band", o público incansavelmente pedia por mais, o que foi prontamente atendido com "Good Golly Miss Molly", gravada originalmente por Little Richard no longínquo ano de 1958.
Para encerrar a impecável noite Classic Rock, "Up Around The Bend" deixou a maioria dos presentes extasiados, inclusive alguns que sequer tinham nascido quando a banda original encerrou suas atividades, como foi o caso de Tattu, 27, leitor do Whiplash!: "Foi o melhor show da minha vida".
CREEDENCE CLEARWATER REVISITED
São Paulo, 20 de novembro de 2010
Local: Via Funchal
Duração: 1h30
Stu Cook - baixo
Doug "Cosmo" Clifford - bateria
John Tristao - vocal/guitarra
Elliot Easton - guitarra
Steve Gunner - teclado/gaita/violão
- Born On The Bayou
- Green River
- Cotton Fields
- Commotion
- Who'll Stop The Rain
- Suzie Q
- Hey Tonight
- Long As I Can See The Light
- Down On The Corner
- Lookin' Out My Back Door
- I Heard It Through The Grapevine
- Midnight Special
- Bad Moon Rising
- Proud Mary
- Fortunate Son
Bis
- Have You Ever Seen The Rain
- Travelin' Band
- God Golly Miss Molly (LITTLE RICHARD cover)
- Up Around The Bend








Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O maior disco do metal para James Hetfield; "Nada se comparava a ele"
Quais são as 4 maiores bandas do heavy metal, segundo a Ultimate Classic Rock
Jay Weinberg fala pela primeira vez à imprensa sobre demissão do Slipknot
A melhor banda que Dave Grohl já viu: "Vontade de beber cem cervejas e quebrar janelas"
O músico que Roger Waters não queria que subisse ao palco por não ser famoso
A história da versão de "Pavarotti" para "Roots Bloody Roots", segundo Andreas Kisser
A profunda letra do Metallica que Bruce Dickinson pediu para James Hetfield explicar
A banda de thrash com cantor negro que é o "mini-sepulturinha", segundo Andreas Kisser
A melhor banda ao vivo que Dave Grohl viu na vida; "nunca vi alguém fazer algo sequer próximo"
A camiseta que Richard Fortus criou pra zoar meme famoso do Guns N' Roses
A melhor faixa de "The Number of the Beast", do Iron Maiden, segundo o Loudwire
Kid Abelha anuncia turnê de reunião "Eu Tive Um Sonho"
O maior álbum grunge para muitos, e que é o preferido de Eddie Vedder
Para Dave Mustaine, Megadeth começou a desandar após "Countdown to Extinction"
Paul Stanley confirma que Kiss fará show em novembro de 2026
Os hits que Cazuza compôs com esperança: "É minha trilogia de Sarney ao PT no poder"
O hit progressivo dos Mutantes que mistura Yes com samba e encantou Flávio Venturini
Exemplos: 10 músicos com deficiências ou problemas de saúde

Como a mais autêntica banda de rock da América gravou o pior álbum feito por uma grande banda
Far Out escolhe 10 músicas de rock tão ruins que acabaram ficando boas
A lendária guitarra inspirada em Jimmy Page, Jeff Beck e Eric Clapton que sumiu por 44 anos
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!



