A banda que arruinou o show do Creedence em Woodstock, de acordo com John Fogerty
Por Bruce William
Postado em 12 de novembro de 2025
Woodstock costuma ser lembrado como a celebração definitiva da contracultura: três dias de música para cerca de meio milhão de pessoas, com chuva, lama e discursos pacifistas. Mas, nos bastidores, o festival também foi um exemplo de logística complicada, equipamento no limite e uma sequência de decisões que desagradaram vários artistas. Entre eles, John Fogerty, que por muito tempo viu a participação do Creedence Clearwater Revival ali como uma grande oportunidade jogada fora.
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Em 1969, o Creedence vivia uma fase em que praticamente tudo o que lançava entrava nas paradas. Segundo Fogerty, a banda recebeu a promessa de um espaço privilegiado na programação: "Nos prometeram um horário nobre no sábado à noite, tipo nove horas." O problema é que ninguém explicou exatamente em que contexto esse "horário nobre" viria, nem qual seria a banda escalada imediatamente antes deles.
A resposta não agradou em nada, relembra a Far Out: "O que eles não me disseram foi: 'Vocês vão tocar depois do Grateful Dead.'" Colocar o Creedence na sequência de um grupo conhecido por shows longos, viajados e imprevisíveis já seria arriscado em um festival organizado. Em Woodstock, com atrasos acumulados, chuva constante e estrutura no limite, essa escolha ajudou a empurrar toda a programação para um cenário que Fogerty mais tarde definiria como totalmente fora de controle.
Fogerty recorda que "as coisas deram muito errado depois que eles subiram ao palco". Além dos atrasos, ele conta que só ficou sabendo anos depois de outro detalhe relevante: "Mas o que só nos contaram nos anos 1990 é que eles tinham tomado LSD bem na hora em que subiram ao palco." O resultado, segundo ele, foi um show arrastado, problemas técnicos, pausas e um clima quebrado, que derrubou a energia do público antes do Creedence ter sua vez.
Quando o Creedence finalmente entrou em cena, já era de madrugada e a maior parte da plateia estava exausta, deitada na lama ou meio adormecida. Fogerty já relatou que olhou para a escuridão e viu quase ninguém reagindo, até notar um sujeito muito distante levantando um isqueiro aceso. A partir dali, decidiu seguir o set "para aquele cara", imagem que resume bem a frustração de tocar em um dos festivais mais celebrados da história em condições que, para ele, não faziam jus ao tamanho da banda naquele momento.
Na leitura de John Fogerty, o que "arruinou" o show do Creedence em Woodstock não foi o mito do festival em si, mas a combinação de desorganização, atrasos e a apresentação problemática do Grateful Dead, que deixou o público esgotado e desmobilizado. O episódio ajudou a explicar por que, durante muito tempo, ele resistiu a associar o nome do Creedence à narrativa oficial do evento, mesmo tendo sido parte direta de um dos capítulos mais lembrados do final dos anos 1960.
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