Planet Hard Party: Hard Rock, da velha e da nova geração

Resenha - Vains Of Jenna e Pretty Boy Floyd (Manifesto Bar, São Paulo, 31/10/2010)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

Por Otávio Augusto Juliano
Enviar Correções  











Domingo 31 de outubro. Conhecido como dia das bruxas. Também dia do 2º turno das eleições no Brasil e parte do feriado prolongado de finados. Mas para quem esteve no Manifesto Bar, esse domingo tinha outro significado: era dia de celebrar o Hard Rock, da velha e da nova geração.

A festa foi anunciada como "Planet Hard Party" e o representante da velha guarda do Hard Rock escolhido foi a banda americana PRETTY BOY FLOYD. Da nova geração, a escolha ficou por conta dos suecos do VAINS OF JENNA, uma das gratas surpresas da cena de Sleaze Rock que tomou conta da Suécia nos últimos anos.

Mesmo com a abertura da casa prometida para 18hs, o público só teve acesso ao Manifesto Bar pouco antes das 20hs e às 20:45hs o VAINS OF JENNA apareceu para dar início à festa.

Apresentando seu novo vocalista, Jesse Forte, o VAINS OF JENNA subiu ao palco para um Manifesto Bar com pouco público, o que permitiu que todos os presentes acompanhassem a apresentação bem de perto, com direito a pegar palhetas, cumprimentar os músicos e ainda ganhar CDs.

Logo nas primeiras canções, "Everybody Loves You When You´re Dead" e "Get It On", Jesse mostrou que a sua escolha para substituir Lizzy DeVine foi certeira. O vocalista mostrou carisma e comandou muito bem o microfone, interpretando as músicas gravadas originalmente por seu antecessor. Também mostrou simpatia com o publico, pouco se importando se havia poucas pessoas presentes – aliás, todos os membros da banda estamparam sorrisos no rosto e deixaram transparecer satisfação por tocar pela primeira vez no Brasil.

O grupo, além de executar as principais canções de seus dois álbuns, "Lift Up/Let Down" e "The Art Of Telling Lies", aproveitou para divulgar sua mais nova música "We Can Never Die" (do EP lançado neste ano, com o mesmo nome) e ainda tocar alguns covers: "Red House" e "Fire", do JIMI HENDRIX e "Get Back", dos BEATLES. Os músicos mostraram muita competência ao vivo, em especial o guitarrista Nicki Kin – excelente na sua performance e nos riffs com pegada blues e Rock dos anos 60/70.

Às 21:45h, o VAINS OF JENNA encerrou seu show de 1 hora de duração e mostrou que tem um futuro enorme pela frente, merecendo alcançar destaque ainda maior mundialmente, afinal o Hard Rock precisa de novas bandas assim: competentes e simpáticas com seu público, seja ele do tamanho que for.

Passado o show do VAINS OF JENNA, os fãs presentes tiveram que esperar até 23hs, para que então a atração principal da noite aparecesse. O PRETTY BOY FLOYD subiu ao palco ao som de "Leather Boyz With Electric Toyz" e disparou um sucesso atrás de outro. É verdade de o grupo americano não possui muitos álbuns lançados, então a tarefa de definir o set list não deve ter sido difícil.

As músicas escolhidas foram certeiras e essa primeira vinda da banda ao Brasil certamente ficou marcada – o vocalista Steve "Sex" Summers já havia visitado o país em 2006, mas não com a banda completa.

Se o show do VAINS OF JENNA já havia valido a pena, o PRETTY BOY FLOYD fez valer ainda mais o mais o dinheiro gasto: praticamente todas as canções do mais aclamado álbum da banda – "Leather Boyz with Electric Toyz" – foram executadas (com exceção de "The Last Kiss") e ficou impossível não agitar na pista ao som de "Rock and Roll (Is Gonna Set The Night On Fire)", "48 Hours" e "Your Momma Won't Know". As baladas também tiveram espaço, como "Wild Angels" e "I Wanna Be With You", que serviu para embalar os casais presentes.

Steve "Sex" Summers comandou o show com muita habilidade e teve o público "na mão" durante toda a apresentação, distribuindo goles de vodca e de uísque, além de CDs da banda e um pôster.

Apenas a duração do show que acabou sendo bastante curta, cerca de 55 minutos, sem retorno para o tradicional bis. Também era esperado ao menos algum cover da banda KISS, já que o PRETTY BOY FLOYD acaba de lançar um álbum só de interpretações de canções compostas por Paul Stanley, Gene Simmons e cia., mas isso não aconteceu – o set list foi todo focado nos sucessos próprios, com apenas uma versão para "Toast Of The Town", do MÖTLEY CRÜE e outra para "Fight For Your Right (To Party)", do BEASTIE BOYS.

Se elogiei acima os músicos do VAINS OF JENNA, não posso deixar de fazer o mesmo para o PRETTY BOY FLOYD. Além de Steve Summers, que mantém sua voz característica inteira, Kristy Majors, Criss 6 e Vik Foxx (ex- ENUFF Z'NUFF, VINCE NEIL) foram excelentes, tocando em alto nível todo o tempo.

Ao final, ficou a clara sensação de que a parceria entre a nova e velha geração do Glam Rock deu certo, pois o público que foi ao Manifesto Bar certamente saiu satisfeito com o que viu. É torcer para que cada vez mais bandas dos anos 80 se unam a bandas da recente cena do Sleaze Metal sueco e passem pelo Brasil.

VAINS OF JENNA

Jesse Forte - Vocal
Nicki Kin - Guitarra
Jacki Stone - Bateria
JP White - Baixo
Anton Sevholt -Guitarra

Set List:
1. Everybody Loves You When You’re dead
2. Get It On
3. Mind Pollution
4. Hard To Be Vain
5. Get Back (BEATLES)
6. Red House (JIMI HENDRIX – Nicki Kin – vocal)
7. We Can Never Die
8. Enemy In Me
9. No One’s Gonna Do It For You
10. The Art Of Telling Lies
---------------------------------
11. Fire (JIMI HENDRIX)

PRETTY BOY FLOYD

Steve Summers - Vocal
Kristy Majors - Guitarra
Criss 6 - Baixo
Vik Foxx - Bateria

Set List:
1. Leather Boyz with Electric Toyz
2. Toast Of The Town (MÖTLEY CRÜE)
3. Rock N’ Roll Outlaws
4. Saturday Night
5. I Wanna Be With You
6. 48 Hours
7. Your Momma Won’t Know
8. Only The Young
9. Junkie Girl
10. Wild Angels
11. Rock and Roll (Is Gonna Set The Night On Fire)
12. Fight For Your Right (To Party) (BEASTIE BOYS)



Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net


Danilo Gentili: O sertanejo tem mais atitude roqueira que o próprio roqueiroDanilo Gentili
O sertanejo tem mais atitude roqueira que o próprio roqueiro

Jared Leto: a reação ao se ver no papel do CoringaJared Leto
A reação ao se ver no papel do Coringa


Sobre Otávio Augusto Juliano

Otávio é paulistano, tem 29 anos e faz algo nada a ver com o Rock: é advogado. Por gostar muito de música e não possuir talento algum para tocar instrumentos musicais, tornou-se um comprador compulsivo de cds. Sempre interessado em leitura ligada ao Rock e Metal, começou a enviar algumas pequenas colaborações para a Whiplash e hoje contribui principalmente com textos relacionados ao Hard Rock, estilo musical de sua preferência. De qualquer forma, é eclético e não dispensa álbuns de todas as demais vertentes do Metal, sendo fã incondicional de W.A.S.P., Mötley Crüe e dos trabalhos do guitarrista Steve Stevens.

Mais matérias de Otávio Augusto Juliano no Whiplash.Net.