Rush: mostrando que o rock n' roll pode brincar com o tempo
Resenha - Rush (Morumbi, São Paulo, 08/10/2010)
Por Pedro Zambarda de Araújo
Postado em 28 de outubro de 2010
Presente em São Paulo no dia 8 de outubro, e no Rio de Janeiro no dia 10, a banda consagrada de rock progressivo Rush fez um festival de músicas de períodos diferentes em um show com três horas. E eles provaram que o tempo não mudou o talento deles.
O que se viu em São Paulo, no estádio do Morumbi, foi uma catarse para fãs de música progressiva, instrumentalmente elaborada, no rock´n´roll. O trio canadense Rush se apresentou abrindo com a canção The Spirit of the Radio e um vídeo que brincava com os próprios integrantes em uma realidade alternativa, chamado "Rash". Essa abertura, com um telão digno de tecnologia Blu-Ray, emocionou os fãs que não viam a banda desde 2002, no show histórico que virou DVD ao vivo.
Quem assistia o espetáculo à distância, era presenteado por filmagens em locais inusitados dos integrantes, como a câmera que registrava o baixista e vocalista Geddy Lee de cima ou outra que captava, com precisão, a movimentação do baterista virtuoso Neil Peart. Os espectadores mais próximos do palco eram brindados com a vibração e a integração do trio diretamente com eles, provocando-os. Para quem está se apresentando desde 1968, os senhores do Rush mostraram uma empolgação invejável para os jovens de hoje.
A primeira parte do show foi dominada por mais músicas recentes do grupo, como os CDs Snake and Arrows, Counterparts e Presto. "Subdivisions", do clássico Signals de 1982, mostrou a capacidade do baixista Lee com os teclados, encerrando esse bloco de canções. A execução na segunda parte do CD Moving Pictures, que completou 30 anos em 2010, mostrou o fôlego dos músicos em fornecer um material na íntegra e ainda mais material durante a noite.
A música "2112", executada apenas na parte "Overture / Temples of Syrinx", mostrou aos presentes a virtuose da década de 70 do trio, abusando na voz aguda de Geddy Lee e um instrumental inconstante e pesado. Alex Lifeson tocava guitarra com um sorriso estampado no rosto, enquanto Neil Peart roubou as atenções fazendo um solo de bateria que durou cerca de 8 minutos depois de Caravan, uma música lançada neste ano pelo Rush. Peart, mostrando precisão e tocando em velocidade alta, consegue transformar ritmo em melodia, deixando os fãs de bateria e os espectadores que gostam de música elaborada impactados.
Lifeson caprichou na improvisação acústica antes de "Closer to the Heart". Rush encantou por trazer clássicos que não tocavam há tempos. Time Machine Tour é um nome perfeito para essa turnê, e os músicos provam que é possível manipular o tempo tocando com perfeição e contagiando tanto os nostálgicos quanto os novos fãs.
Outras resenhas de Rush (Morumbi, São Paulo, 08/10/2010)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Hellfest vem aí e confirma 182 bandas em 4 dias de shows
A música do Deep Purple que cutucava os "guardiões da moral" dos anos 70
"Eu não erro nunca", disse Mikkey Dee ao entrar no Scorpions
A primeira música que o Queen tocou quatro anos antes de transformá-la em clássico
A música do Metallica de 1984 que James Hetfield não quer ver nem pintada de dourado
CDM Metal Fest - Metal como resistência cultural no Sul de Minas Gerais
Tarja Turunen precisou deixar a Finlândia após demissão do Nightwish
7 clássicos do rock nacional lançados em 1994 que são lembrados até hoje
O clássico do Slayer que é faixa de um álbum "terrível", segundo a Metal Hammer
Angra anuncia bandas convidadas para shows em São Paulo
As cinco melhores músicas do Iron Maiden, em lista da Revolver Magazine
A melhor banda de todos os tempos, segundo os leitores da Classic Rock
O trabalho desajeitado de Jimmy Page na guitarra que conquistou Robert Plant
O melhor riff de guitarra de todos os tempos, segundo Keith Richards: "Ele disse tudo ali"
Festival Best of Blues and Rock tem edição 2026 confirmada
Opinião: Não gosto de "Sgt Pepper's" dos Beatles
Regis Tadeu e as razões para o desinteresse pelo rock no Brasil e no mundo
O hit do Queen que fala sobre vida "agitada" de Freddie Mercury e bateu 2 bilhões no Spotify

Rush: apresentação ainda melhor que a de 2002 em SP
O gênero que Neil Peart não compreendia e não queria ver associado ao Rush
Geddy Lee presta atenção nos "álbuns esquisitos" de suas bandas preferidas
A banda que Lemmy sabia que o Motörhead jamais deveria tentar ser
O álbum que quase quebrou o Rush, e fez a banda mudar tudo a partir dali
A música do Rush que é a mais difícil de tocar entre todas, segundo Geddy Lee
Geddy Lee ficou enojado com bateristas se oferecendo ao Rush após morte de Neil Peart
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Maximus Festival: Marilyn Manson, a idade é implacável!



