Green Day: um espetáculo memorável para 12 mil gaúchos

Resenha - Green Day (Gigantinho, Porto Alegre, 13/10/2010)

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Por Paulo Finatto Jr.
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Em sua primeira data em território brasileiro, a 21st Century Breakdown South American Tour movimentou bastante a capital gaúcha. Cerca de doze mil pessoas compareceram ao Gigantinho para conferir o show de quase três horas de duração dos americanos do GREEN DAY. Para muitos, uma das melhores apresentações ao vivo – e recheada de surpresas – que passou pela cidade nos últimos anos.

Fotos: Denis Azevedo

Com o público ainda tomando conta do Gigantinho, às 20h26 subiu ao palco a SUPERGUIDIS. Em atividade desde 2002, a banda formada por Andrio Maquenzi (vocal/guitarra), Lucas Pocamacha (guitarra), Diogo Macueidi (baixo) e Marco Pecker (bateria) era esperada por boa parte do público que já se aglomerava timidamente na pista. O show – que contou com trinta minutos de duração – concentrou em seu repertório as músicas do mais recente disco, intitulado “Superguidis” (2010).

Não é à toa que a banda de abertura é considerada uma das maiores revelações do cenário gaúcho na atualidade. A apresentação intensa do quarteto empolgou a plateia desde o início com “Malevolosidade”. Entretanto, “Mais do que isso” e “Quando se é vidraça” tiveram maior impacto junto ao público na comparação com as outras faixas executadas. De qualquer modo, a SUPERGUIDIS deixou o palco ovacionada e com a certeza de ter mostrado o seu melhor.

Na preparação do palco para o GREEN DAY, os presentes entoavam intensamente o nome do trio californiano. Certamente, o primeiro espetáculo de Billie Joe Armstrong (vocal/guitarra) Mike Dirnt (baixo) e Tre Cool (bateria) na capital gaúcha estava rodeado de expectativas por parte dos fãs que preenchiam praticamente todos os espaços vazios do Gigantinho às 21h28 quando a faixa introdutória “Song of the Century” brotou dos PA’s. Em meio a explosões, a banda emendou “21st Century Breakdown”, “Know Your Enemy” e “East Jesus Nowhere” – todas do mais recente disco do grupo.

Em um espetáculo à parte de carisma e simpatia, Billie Joe & Cia. conquistaram o público desde o primeiro minuto de apresentação. A performance enérgica dos três integrantes sobre o palco é uma das características mais chamativas do show do GREEN DAY. Com a plateia sendo requisitada para cantar junto em diversos momentos, a banda trouxe em seguida “Holiday” e “Nice Guys Finish Last” – essa última do disco “Nimrod” (1997).

Entre uma e outra declaração de amor ao nosso país, Billie Joe incentivou as pequenas rodas punks que se formaram em meio plateia. Com o público aparentemente menos agitado, o GREEN DAY emendou na sequência cinco composições do disco “American Idiot” (2004): a balada “Give Me Novacaine”, “Letterbomb”, “Are We the Waiting”, “St. Jimmy” e o sucesso absoluto “Boulevard of Broken Dreams”. Nesse trecho do espetáculo, uma segunda adolescente sobe ao palco do Gigantinho – com o consentimento dos músicos – para cantar com a banda e ganhar um beijo de Billie Joe.

Embora aparentasse ser constituída por apreciadores inexperientes ou simplesmente curiosos, a plateia mostrou o quanto conhecia a carreira do trio americano para além dos recentes sucessos reproduzidos pela MTV em nosso país. Depois de reverenciar os gaúchos e prometer o melhor show de suas vidas, o GREEN DAY relembrou o seu passado com as músicas “Burnout” e “Geek Stink Breath”. Na sequência, “Going To Pasalacqua” – do primeiro álbum intitulado “39/Smooth” (1990) – e “2.000 Light Years Away” comprovaram ainda mais essa possibilidade.

Com a companhia de outros adolescentes no palco e brincadeiras com arminhas de água, a banda contou com o apoio de todo o Gigantinho em dois dos seus maiores hits executados em seguida: “Hitchin' a Ride” e “When I Come Around” – essa retirada do expressivo disco “Dookie” (1994). Em versões curtas e com o aproveitamento de uma série de recursos pirotécnicos, o GREEN DAY montou um interessante medley com “Iron Man” (BLACK SABBATH), “Rock n’ Roll” (LED ZEPPELIN), “Sweet Child O’ Mine” (GUNS N’ ROSES) e “Highway to Hell” (AC/DC) – que precedeu outras duas faixas ‘old school’ – “Brain Stew” e “Jaded”.

De certo modo, os shows memoráveis do GREEN DAY são também de responsabilidade dos músicos contratados Jason White (guitarra), Jason Freese (teclado/saxofone) e Jeff Matika (guitarra/backing vocal) – que não deixam a intensidade musical diminuir mesmo quando Billie, Mark e Tre estão brincando com o público. Entretanto, nada se compara com o que aconteceu em “Longeview”. Com uma adolescente escolhida da plateia para assumir o posto de vocalista, a banda executou a música de “Dookie” (1994) para o delírio dos presentes. Embora não tenha cantado muito bem, a menina herdou com personalidade e com coragem a tarefa – que acabou rendendo a guitarra de Billie Joe como presente – para a surpresa e inveja de todos.

Novamente com o suporte incondicional dos gaúchos, o GREEN DAY emendou outros dois clássicos de “Dookie” (1994): “Basket Case” e “She”. Depois de uma versão caricata para “King for a Day” – em que o Freese veio com a roupa de ELVIS PRESLEY – um outro medley animou os presentes. Entre os diversos trechos executados, “Blitzkrieg Bop” (RAMONES) contou com Billie Joe na bateria e Tre Cool como frontman e apareceu quase que na íntegra. De outro lado, “Hey Jude” mostrou o quanto a plateia aguarda calorosamente a vinda de PAUL MCCARTNEY à cidade no próximo mês de novembro.

Em “21 Guns” – uma interessante balada retirada do recente “21st Century Breakdown” (2009) – isqueiros e celulares iluminaram o Gigantinho antes do encerramento do espetáculo com “Minority”. De volta rapidamente para o primeiro bis, o GREEN DAY emendou duas das suas maiores composições na atualidade: “American Idiot” e “Jesus of Suburbia” – que contaram com o apoio incondicional e as vozes da plateia. No entanto, esse não era ainda o fim do show.

De volta ao palco, Billie Joe executou sozinho a acústica “Whatsername” antes de contar com o suporte do restante da banda em “Wake Me Up When September Ends” – outro sucesso de grande medida do GREEN DAY. O derradeiro final veio à tona com mais uma faixa apresentada somente por Billie ao violão: “Good Riddance (Time of Your Life)” – essa cantada em uníssono por todos os gaúchos que pressentiam o encerramento do espetáculo.

Em precisamente 2h42 de música, o GREEN DAY trouxe para cerca de doze mil gaúchos um espetáculo memorável nunca visto antes por aqui. Certamente, não há ninguém que tenha deixado o Gigantinho sem suas expectativas atendidas. Billie Joe & Cia. encheram os ouvidos do público com o melhor do rock/punk rock e a banda também concorda. De acordo com o Twitter dos caras, o show de Porto Alegre está entre as três melhores apresentações ao vivo em vinte anos de estrada.

Set-list Superguidis:

01. Malevolosidade
02. Fã-clube adolescente
03. Não fosse o bom humor
04. As camisetas
05. O tranquêra
06. Mais do que isso
07. Quando se é vidraça
08. A exclamação
09. Apenas leia

Set-list Green Day:

01. Song of the Century
02. 21st Century Breakdown
03. Know Your Enemy
04. East Jesus Nowhere
05. Holiday
06. Nice Guys Finish Last
07. Give Me Novacaine
08. Letterbomb
09. Are We the Waiting
10. St. Jimmy
11. Boulevard of Broken Dreams
12. Burnout
13. Geek Stink Breath
14. Going To Pasalacqua
15. 2.000 Light Years Away
16. Hitchin' a Ride
17. When I Come Around
18. Iron Man/Rock n' Roll/Sweet Child O’ Mine/Highway to Hell
19. Brain Stew
20. Jaded
21. Longview
22. Basket Case
23. She
24. King for a Day
25. Shout/Blitzkrieg Bop/Break On Through/Hey Jude
26. 21 Guns
27. Minority
28. American Idiot
29. Jesus of Suburbia
30. Whatsername
31. Wake Me Up When September Ends
32. Good Riddance (Time of Your Life)

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Sobre Paulo Finatto Jr.

Reside em Porto Alegre (RS). Nascido em 1985. Depois de três anos cursando Engenharia Química, seguiu a sua verdadeira vocação, e atualmente é aluno do curso de Jornalismo. Colorado de coração, curte heavy metal desde seus onze anos e colabora com o Whiplash! desde 2000, quando tinha apenas quinze anos. Fanático por bandas como Iron Maiden, Helloween e Nightwish, hoje tem uma visão mais eclética do mundo do rock. Foi o responsável pelo extinto site de metal brasileiro, o Brazil Metal Law, e já colaborou algumas vezes com a revista Rock Brigade.

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