Crashdiet: Sunset Strip no Inferno Club por algumas horas
Resenha - Crashdiet (Inferno Club, São Paulo, 02/10/2010)
Por Jorge A. Silva Junior
Postado em 10 de outubro de 2010
Imagine-se voltando no tempo, mais precisamente em 1985 na famosa Sunset Strip, em Los Angeles, época em que nos pequenos bares da região predominavam shows de bandas da onda Hard/Glam Rock, que, mesmo com um pequeno público, demonstravam uma energia contagiante. Sentiram-se assim os que compareceram no último sábado, dia 2, no Inferno Club, para presenciar o retorno do CRASHDÏET à capital paulista.
Antes mesmo das 18hs, horário marcado para a abertura da casa, uma fila considerável se formava em frente ao Inferno. O público, em sua maioria, estava caracterizado fielmente aos chamados "poseres" dos anos 80, que usavam desde o exagerado laquê em seus longos cabelos, até calças de couro apertadas e botas ao melhor estilo "cowboy" - isso sem contar o excesso de maquiagem, brincos e pulseiras.
Em sua segunda apresentação no Brasil (a 1ª foi em 2008), o CRASHDÏET trouxe na bagagem o álbum "Generation Wild", lançado no início do ano, e o novo vocalista, Simon Cruz. Com uma proposta clara de divulgar este recente trabalho, o setlist do show foi praticamente composto pelas novas canções. Músicas como "Down With The Dust", "So Alive" e "Native Nature" foram tocadas pela primeira vez em território brasileiro. Claro que os suecos não poderiam deixar de lado faixas clássicas dos dois primeiros discos, como "Breaking The Chainz", "In The Raw" e "Riot In Everyone", considerada por muitos como o hino da banda.
O que se viu no palco foi uma banda consistente e bem adaptada ao estilo de Simon, que em diversos momentos, principalmente nos agudos, lembrou o saudoso Dave Lepard, que morreu em 2006 após uma overdose. A qualidade acústica da casa também facilitou o trabalho dos músicos, que tocaram 16 músicas com muita competência e souberam interagir na dose certa com o público.
Após pouco mais de 1 hora de show, o CRASHDÏET saiu do palco por alguns minutos e logo retornou para o bis, que contou com "Tikket" e "Queen Obscene (69 shots)", ambas do disco de estréia, "Rest In Sleaze", e "Generation Wild para fechar a noite em alto nível, rendendo, ao final desta, um "mosh" do vocalista Simon Cruz em cima da galera, que por pouco não o deixou sem camiseta.
Terminada a apresentação mais glamurosa do ano, quem saiu do Inferno Club pode ter sentido certa nostalgia ao saber que, na verdade, estava no ano de 2010.
CRASHDÏET EM SÃO PAULO
Generation Wild Tour
Inferno Club - 2 de oututro de 2010
1. Down With The Dust
2. So Alive
3. In The Raw
4. Native Nature
5. Falling Rain
6. Riot In Everyone
7. Rebel
8. Armageddon
9. Bound To Fall
10. Chemical
11. Straight Outta Hell
12. Breakin' The Chainz
13. It's a Miracle
14. Tikket
15. Queen Obscene (69 Shots)
16. Generation Wild
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