Marduk: grande espetáculo de Metal Extremo em BH
Resenha - Marduk e Ad Hominem (Lapa Multshow, Belo Horizonte, 17/04/2010)
Por Luiz Figueiredo
Postado em 23 de abril de 2010
A noite do último sábado em Belo Horizonte foi repleta de eventos que mexeram com a cidade. Rita Lee no Chevrolet Hall, Conexão Vivo no Parque Municipal... Mas o epicentro de um terremoto que atingiu 9 graus na escala Richter foi exatamente no Lapa Multishow, para onde seguiu a Marcha da Morte com CALVARY DEATH, AD HOMINEM e, à frente do movimento, o MARDUK que, pela quarta vem à capital mineira despejar muita qualidade e peso em nossos ouvidos.
As novidades seriam mesmo as apresentações de CALVARY DEATH e AD HOMINEM. A primeira, banda mineira com mais de 16 anos de estrada, é considerada novidade por ter ficado longos anos parada e estar de volta à cena com a divulgação do novo disco "Serpent", lançado em 2009, pela Cogumelo Records. Natural de Itaúna, o CALVARY DEATH fez uma apresentação de cerca de 50 minutos onde mesclou músicas que os headbangers mais antigos já conhecem há tempos com as ótimas do novo disco. Sem perder nada em velocidade e peso em suas execuções, o grupo mineiro apresentou um Death Metal técnico, cheio de solos de guitarra. Sem dúvidas, uma banda que tem tudo para reafirmar seu nome no estilo. Ruddy Souza, dono de uma poderosa voz, agradeceu ao público o apoio e lembrou que há muito tempo não se reuniam em Belo Horizonte. Uma apresentação também marcante para a banda.
O público que era pequeno no início do primeiro show foi crescendo e, ao fim da apresentação do CALVARY DEATH, o número de pessoas já tinha crescido muito dentro do Lapa. A partir daí, era hora de arrumar o palco para a segunda novidade, os franceses do AD HOMINEM. Rapidamente eles passaram o som e, por volta de 22h50min, Kaiser e Cia. subiram ao palco para fazer o público bater cabeça com toda a brutalidade que saia daqueles instrumentos.
Mesmo a noite tendo como principal nome o MARDUK, o show do AD HOMINEM era tão aguardado quanto, pelo fato da banda nunca ter passado por nosso país. Desde 2000 gravando discos, o AD HOMINEM veio em turnê de seu quarto álbum full length nomeado "Dictator", licenciado no Brasil pela Höllehammer Propaganda.
No palco, o AD HOMINEM mostrou ser uma banda extremamente segura e que possui o controle do público. Sons clássicos e novos principalmente do disco "Planet Zog: The End" fizeram da apresentação do quarteto vindo da França um grande sucesso entre os mineiros.
Vale destacar que os integrantes do AD HOMINEM, logo após o show, foram para junto do público curtir o Marduk.
A introdução do show dos suecos começou antes mesmo de todos os integrantes do AD HOMINEM saírem do palco. Um som lento e horripilante saia dos PAs para dar idéia aos presentes do tipo de horror a que eles teriam de se submeter em alguns minutos. Após cerca de meia hora de introdução, o MARDUK inicia seu show.
Como era de se esperar, os suecos não deixaram a agitação do público baixar nem só um instante. Mortuus mostrou mais uma vez a Belo Horizonte do que suas cordas vocais são capazes. Não só na voz está seu trunfo, mas sua presença de palco contagia até os fãs mais frios – coisa que já era difícil ver no Lapa naquele momento. A última vez que tocou em BH, o MARDUK veio em turnê juntamente com o VADER. E a apresentação não foi muito diferente do que foi visto naquela ocasião – a quebradeira foi geral, novamente. Podemos perceber a maior adaptação de toda a banda com Mortuus. O ótimo encaixe do vocalista na música do MARDUK que já pôde ser conferida por nós em 2008 é melhor ainda hoje.
Clássicos como "With Satan And Victorious Weapons", "Panzer Division Marduk", "Azrael", "Still Fucking Dead" e "Levelling Lust" somados às músicas do último disco "Wormwood" se tornaram uma mistura combustiva. A explosão veio, como não poderia ser diferente, com o soar das sirenes de ataque aéreo: "Baptism By Fire" fez o Lapa ir abaixo.
Uma noite de muito peso e violência, mas apenas musical. Promessas de conflitos que poderiam estragar tudo ficaram apenas nas conversas mesmo. O bom público que não lotou, mas compareceu em número bastante significativo assistiu a um grande espetáculo de metal extremo.







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