Iced Earth: um show para 4.000 fãs fieis em São Paulo
Resenha - Iced Earth (Via Funchal, São Paulo, 06/02/2010)
Por Erick Tedesco
Postado em 22 de fevereiro de 2010
A notícia foi divulgada em dezembro do ano passado. Eram três meses até o dia 6 de fevereiro, quando finalmente o Iced Earth realizaria o primeiro show da história na capital paulista. O segundo de uma série de três apresentações na inédita turnê brasileira. A lotação da casa de show Via Funchal por si só indica o quanto John Schaffer – guitarrista e fundador – e companhia eram aguardados. Shows na Argentina, Chile e Colômbia estavam agendados e foram desmarcados de última hora devido ao não comprometimento de produtores locais. Felizmente as datas por aqui foram mantidas e cumpridas com excelência.
"Já adquiri o meu ingresso na semana seguinte que anunciaram a turnê", disse o estudante Clayton, ainda no metrô a caminho do evento, que na entrada do Via Funchal se misturou aos outros fãs. A casa suporta, no máximo, seis mil pessoas. Naquela noite, a Iced Earth reuniu cerca de quatro mil. Diferente do show que aconteceu uma semana antes no Morumbi, do Metallica, estava lá quem realmente gosta da banda. Quem conhece todos os álbuns e reconhece uma música pelo nome e melodia.
Oficialmente marcado para as 22 horas, foram apenas 15 minutos de atraso para as luzes se apagarem e os músicos entrarem no palco enquanto se ouvia a introdução "In sacred flames". Schaffer, Brent Smedley (bateria), Troy Seele (guitarra) e Freddie Vidales (baixo) já estavam a postos e então o show começou em definitivo com "Behold the wicked child", a única música do álbum "The crucible of man", quando enfim o vocalista Matthew Barlow aparece em cena.
Mas foi na seguinte, "Burning times", que a plateia se exaltou em definitivo e cantou de ponta a ponta com Barlow. Esta música é faixa de abertura do álbum "Something wicked this way comes", que ao lado do "The dark saga", são os registros mais bem repercutidos tanto pelos ouvintes como mídia. A terceira executada na noite foi "Declaration day", da fase em que o vocalista era Tim Owens (ex-Judas Priest). Com a atual formação, ainda apresenta a mesma potência ao vivo.
"Violate" foi a próxima. Assim como em estúdio, é pesada e rápida. Foi a deixa para o vocalista se comunicar pela primeira vez com o público e emendar outro petardo "Pure evil", da fase mais antiga, acompanhada de uma recente, "Dracula". "Melancholy (the holy martyr)" é uma semi-balada e apareceu no set list no momento exato. Via-se os fãs cantando alto e emocionados.
A segunda da fase Owens, "Ten thousand strong", que parece ter sido composta para Barlow de tão funcional é o casamento de sua voz e o instrumental. "Stormrider" foi cantada por Schaffer, que a deixa agressiva. Em seguida, a requisitada "The Hunter" e enfim a trilogia do "Something wicked this way comes", que para fãs diehards, foi épico. Tudo sempre idêntico ao trabalho feito nos CDs. Para o bis, mais quatro músicas: "Dark saga", "A question of heaven", "My own savior" e "Iced Earth".
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