Glenn Hughes: show incrível e empolgante em São Paulo
Resenha - Glenn Hughes (Carioca Club, São Paulo, 16/12/2009)
Por Mauricio Zotarelli
Postado em 22 de dezembro de 2009
Numa quarta-feira chuvosa em São Paulo centenas de fãs se mostraram presentes para curtir uma noite cheia de emoção com nada menos que 'The Voice Of Rock', o incansável e carísmático GLENN HUGHES. Quem estava na fila antes da abertura da casa para os espectadores, provalvelmente pensou que o público seria muito pequeno, visto que a mesma não se mostrava tão extensa. Engano. A casa abriu as portas aproximadamente às 20h, e a partir daí a maioria das pessoas foi chegando, sendo que ás 21h, poucos minutos antes da banda de abertura, já era grande a dificuldade de transitar pela pista.
Fotos: Nara Yoko
Eis que sobem ao palco Andria Busic (baixo, voz), Sandro Haick (guitarra), Marinho e Netinho (bateria) e Mario Testoni Jr. (teclado). Dinossauros do rock progressivo nacional, o CASA DAS MÁQUINAS abre a noite com muita competência e energia. Nessa hora era possível perceber muita gente alheia ao som da banda, mas também havia aqueles que cantavam todas as músicas junto. O interessante foi poder mostrar ao pessoal da casa o som bacana e pouco conhecido que o grupo tocava, cheio de técnica, viagem e emoção.
Aproximadamente uma hora foi o tempo em que o 'Casa' permaneceu no palco. Tocaram "Essa é a Vida", "Londres", "Dr. Medo", "Astralização", "Stress", "Casa de Rock", "Lar das Maravilhas" e "Vou Morar no Ar".
Após a abertura, a equipe da casa desmontou rapidamente o equipamento. A demora se deu na regulagem do som para a banda principal, o que acarretou numa certa impaciência por parte dos fãs que esperavam ansiosos pela atração principal. Com uma entrada mais pomposa, com direito a abertura de cortinas, finalmente Matt Goom (bateria), Anders Olinder (teclado), Søren Andersen (guitarra) e GLENN HUGHES (voz, baixo) dão as caras no palco e já chegam arrebentando da melhor maneira com "Stormbringer", deixando o público com água na boca quanto ao resto do setlist, o qual se seguiu com "Might Just Take Your Life" e a inesperada "Sail Away", ambas do clássico "Burn" de 1974. Após um breve solo do guitarrista dinamarquês, ouve-se as primeiras notas da fantástica "Mistreated", fazendo com que todos cantassem mais alto.
Com um hiato na levada 'Purple', GH manda a primeira do seu repertório solo, a energética e divertida "Crave", do seu último trabalho de estúdio.
Era possível perceber o entusiasmo de sua banda de apoio, tanto Matt Groom quanto Søren Andersen eram só sorrisos, visivelmente impressionados com a quantidade e a qualidade do público do Carioca Club e mostravam-se incrivelmente carismáticos e à vontade no palco. Já não se pode dizer isso do tecladista Anders Olinder que, concentrado até demais, parecia estar num concerto de orquestra, não num show de rock, tamanha era a discrição e falta de entusiasmo com que apresentava, embora tenha feito sua parte tecnicamente falando. A lenda GLENN HUGHES, sempre carismático, esteve por todo o espetáculo mostrando enorme vitalidade e animação segurando seu contrabaixo e fazendo uma apresentação memorável, para ninguém botar defeito. Hora ou outra exagerando na exibição de sua voz fantástica, tão potente quanto outrora, mas nada que comprometesse o todo.
Em seguida foi a vez de "Gettin' Tigher" to debut com Tommy Bolin nas guitarras, "Come Taste The Band", "Don't Let Me Bleed", "Holy Man" (a surpresa da noite, que deixou o público em êxtase), "Steppin' On" e "You Keep On Movin'", que fechou a primeira parte. O bis veio com Soul Mover e, para fechar a noite com chave de ouro e sorriso nos lábios, o petardo "Burn", consumindo aquela energia que restava às vozes que acompanhavam The Voice.
Incrível e empolgante são os adjetivos mais adequados para descrever a noite de 16 de dezembro de 2009. Azar de quem não esteve lá, e sorte de quem pôde presenciar um artista consagrado e com tamanha bagagem como o senhor GLENN HUGHES, desfilando energia e técnica vocal como poucos.
Mais fotos no link abaixo:
http://picasaweb.google.com/narayoko/GlennHughes
Outras resenhas de Glenn Hughes (Carioca Club, São Paulo, 16/12/2009)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A música do Metallica que deixava o público entediado, segundo Kirk Hammett
Aos 58 anos, baterista do Cannibal Corpse admite dificuldades de sair em turnê
Regis Tadeu derruba consenso de décadas sobre "Roots" do Sepultura
Malcolm Young era um guitarrista "melhor que Eddie Van Halen", segundo Angus Young
Matt Sorum aceitaria reunião do Velvet Revolver com Lzzy Hale nos vocais
Em outubro, Iron Maiden inaugura em São Paulo a "Eddie's Emporium Experience Store"
As 7 maravilhas do mundo do heavy metal e como conhecê-las
O corpo esquartejado encontrado no estúdio que acabou em música do Guns N' Roses
A banda clássica que Dave Grohl achou muito melhor que o Van Halen ao vivo
Chad Gilbert, guitarrista do New Found Glory, morre aos 45 anos
Descubra a incrível história do cantor Seal sobre o Alice in Chains
Para conceituado escritor, Metallica está sofrendo de "síndrome de Iron Maiden"
A primeira banda a destronar os Beatles e ameaçar a Beatlemania ainda nos anos 60
As 79 músicas que o AC/DC gravou mas nunca tocou ao vivo
10 rockstars que já estão na casa dos 80 anos de idade e seguem na estrada
A banda de rock que era tão boa que deveria ter tentado carreira no exterior segundo Dinho
Censura: 53 nomes que você não pode dizer em uma rádio
RATM: O motivo da separação de Zack de la Rocha e a banda no ano 2000

Por que Glenn Hughes foi demitido do Black Sabbath, segundo Tony Iommi
O rockstar cujo consumo de cocaína nos anos 70 assustava Glenn Hughes: "Nunca dormia!"
Glenn Hughes anuncia afastamento da carreira como artista de palco
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



