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Glenn Hughes: show incrível e empolgante em São Paulo

Resenha - Glenn Hughes (Carioca Club, São Paulo, 16/12/2009)

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Por Mauricio Zotarelli
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Numa quarta-feira chuvosa em São Paulo centenas de fãs se mostraram presentes para curtir uma noite cheia de emoção com nada menos que 'The Voice Of Rock', o incansável e carísmático GLENN HUGHES. Quem estava na fila antes da abertura da casa para os espectadores, provalvelmente pensou que o público seria muito pequeno, visto que a mesma não se mostrava tão extensa. Engano. A casa abriu as portas aproximadamente às 20h, e a partir daí a maioria das pessoas foi chegando, sendo que ás 21h, poucos minutos antes da banda de abertura, já era grande a dificuldade de transitar pela pista.

Fotos: Nara Yoko

Eis que sobem ao palco Andria Busic (baixo, voz), Sandro Haick (guitarra), Marinho e Netinho (bateria) e Mario Testoni Jr. (teclado). Dinossauros do rock progressivo nacional, o CASA DAS MÁQUINAS abre a noite com muita competência e energia. Nessa hora era possível perceber muita gente alheia ao som da banda, mas também havia aqueles que cantavam todas as músicas junto. O interessante foi poder mostrar ao pessoal da casa o som bacana e pouco conhecido que o grupo tocava, cheio de técnica, viagem e emoção.

Aproximadamente uma hora foi o tempo em que o 'Casa' permaneceu no palco. Tocaram "Essa é a Vida", "Londres", "Dr. Medo", "Astralização", "Stress", "Casa de Rock", "Lar das Maravilhas" e "Vou Morar no Ar".

Após a abertura, a equipe da casa desmontou rapidamente o equipamento. A demora se deu na regulagem do som para a banda principal, o que acarretou numa certa impaciência por parte dos fãs que esperavam ansiosos pela atração principal. Com uma entrada mais pomposa, com direito a abertura de cortinas, finalmente Matt Goom (bateria), Anders Olinder (teclado), Søren Andersen (guitarra) e GLENN HUGHES (voz, baixo) dão as caras no palco e já chegam arrebentando da melhor maneira com "Stormbringer", deixando o público com água na boca quanto ao resto do setlist, o qual se seguiu com "Might Just Take Your Life" e a inesperada "Sail Away", ambas do clássico "Burn" de 1974. Após um breve solo do guitarrista dinamarquês, ouve-se as primeiras notas da fantástica "Mistreated", fazendo com que todos cantassem mais alto.

Com um hiato na levada 'Purple', GH manda a primeira do seu repertório solo, a energética e divertida "Crave", do seu último trabalho de estúdio.

Era possível perceber o entusiasmo de sua banda de apoio, tanto Matt Groom quanto Søren Andersen eram só sorrisos, visivelmente impressionados com a quantidade e a qualidade do público do Carioca Club e mostravam-se incrivelmente carismáticos e à vontade no palco. Já não se pode dizer isso do tecladista Anders Olinder que, concentrado até demais, parecia estar num concerto de orquestra, não num show de rock, tamanha era a discrição e falta de entusiasmo com que apresentava, embora tenha feito sua parte tecnicamente falando. A lenda GLENN HUGHES, sempre carismático, esteve por todo o espetáculo mostrando enorme vitalidade e animação segurando seu contrabaixo e fazendo uma apresentação memorável, para ninguém botar defeito. Hora ou outra exagerando na exibição de sua voz fantástica, tão potente quanto outrora, mas nada que comprometesse o todo.

Em seguida foi a vez de "Gettin' Tigher" to debut com Tommy Bolin nas guitarras, "Come Taste The Band", "Don't Let Me Bleed", "Holy Man" (a surpresa da noite, que deixou o público em êxtase), "Steppin' On" e "You Keep On Movin'", que fechou a primeira parte. O bis veio com Soul Mover e, para fechar a noite com chave de ouro e sorriso nos lábios, o petardo "Burn", consumindo aquela energia que restava às vozes que acompanhavam The Voice.

Incrível e empolgante são os adjetivos mais adequados para descrever a noite de 16 de dezembro de 2009. Azar de quem não esteve lá, e sorte de quem pôde presenciar um artista consagrado e com tamanha bagagem como o senhor GLENN HUGHES, desfilando energia e técnica vocal como poucos.

Mais fotos no link abaixo:
http://picasaweb.google.com/narayoko/GlennHughes


Outras resenhas de Glenn Hughes (Carioca Club, São Paulo, 16/12/2009)

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