Megadeth: Show curto mas que deixou os fãs satisfeitos
Resenha - Megadeth (Credicard Hall, São Paulo, 06/06/2008)
Por Lucas Dantas
Fonte: iG Musica
Postado em 11 de junho de 2008
Cada vez mais o Megadeth se mostra como o grupo de um homem só. Seria injusto dizer que os músicos não correspondem, mas Dave Mustaine é a alma e a essência da banda que completa 23 anos de carreira em 2008 e registra mais de 25 milhões de discos vendidos ao redor do mundo. E foi a nova e competente tropa de Mustaine que desembarcou em São Paulo na noite de 06 de junho, para mais um show memorável no Credicard Hall. Por várias razões...
Foto da chamada: Alexandre Cardoso
Sem banda de abertura, o Megadeth subiu no palco às 22h20min tocando "Sleepwalker", a música que inicia seu novo CD, "United Abominations", lançado no ano passado. O som estava um pouco embolado e a guitarra de Mustaine não se fazia ouvir bem. Enquanto cantava, ele sinalizava para os roadies e apontava para o instrumento indicando algum problema. O público, por sua vez, só queria saber de pular e cantar junto.
Com músicos bem à vontade, a seqüência inicial sacudiu a casa emendando quase sem nenhuma pausa "Wake Up Dead", "Take no Prisioners" e "Skin O' My Teeth". Esta última cantada em alto e bom som pelo público.
O Credicard Hall não estava lotado, mas a pista não parou um minuto sequer no início e empolgava os músicos, ainda que estivessem cansados após virem de Curitiba para São Paulo de ônibus.
Quando ia começar a sexta música, Mustaine se irritou de vez e ficou tocando a guitarra sozinho para mostrar que o som não estava bom, mostrando que o problema era com seu transmissor sem fio. Assim que os primeiros acordes de "Kick The Chair" foram tocados ele se retirou do palco e deixou a banda terminar a introdução para sair em seguida. Cerca de 10 minutos se passaram até que alguém da produção avisasse ao público que os músicos retornariam em breve. Quase 20 minutos depois Mustaine retoma a música de onde parou e segue o show até o final. O público talvez não saiba, mas esse problema custou o corte de "Gears of War" do set original, além de eliminar os discursos de Mustaine nos intervalos das músicas. A banda acelerou para poder tocar tudo.
Os integrantes novos se mostraram extremamente eficientes, com destaque para o guitarrista Chris Broderick, que fez todos os solos idênticos aos álbuns, respeitando cada nota de seus antecessores. Em "Tornado Of Souls", o grande teste para cada guitarrista que entra no Megadeth, a sensação era de estarmos ouvindo o próprio criador do solo, Marty Friedman. O baixista James Lomenzo era o mais empolgado dos músicos, correndo de um lado para o outro, e o baterista Shawn Drover, o mais "antigo" dos novos, improvisou em algumas partes, mas nunca perdeu o ritmo e ainda fez seu solo em "Ashes In Your Mouth".
O show foi baseado nos discos "United Abominations", "Countdown to Extinction" e no clássico "Rust In Peace". O primeiro CD, "Killing Is My Business", e o grande fracasso comercial da banda, "Risk", não tiveram faixas incluídas no set de 17 músicas.
"Ashes in Your Mouth" foi a grande surpresa da noite, mas foi em "A Tout Le Monde" que o público soltou a voz. No segundo refrão, Mustaine saiu do microfone e deixou o Credicard Hall mostrar que sabe pelo menos umas quatro frases em francês. As novas "Washington is Next" e "Burnt Ice" foram bem recebidas pelo público, embora a primeira ainda sofresse do problema com a guitarra de Mustaine, além de um estranho sobe e desce da voz.
Com clássicos como "In My Darkest Hour", "Hangar 18" e "Sweating Bullets", o Megadeth fez muito bem o seu papel e seguiu o protocolo. O set foi certeiro para agradar os fãs e, tirando o problema técnico, a banda não cometeu erros.
O show se encerrou com o já clássico encore com "Shymphony of Destruction", "Peace Sells" e a arrebatadora "Holy Wars", tocada de forma mais rápida e que abriu várias rodas na pista.
Mustaine agradeceu a presença e a paciência do público e a banda se retirou sem nenhum bis. Um show bem mais curto do que o de 2005, mas que dificilmente deixou algum fã insatisfeito. Parafraseando o refrão de "Peace Sells", todos saíram pensando "if there's a new show, I'll be the first in line".
Set list
Sleepwalker
Wake Up Dead
Take No Prisioners
Skin O' My Teeth
Washington is Next
Kick The Chair
In My Darkest Hour
Hangar 18
She-Wolf
A Tout Le Monde
Tornado Of Souls
Ashes In Your Mouth
Burnt Ice
Sweating Bullets
Shymphony of Destruction
Peace Sells... But Who's Buying?
Holy Wars
Outras resenhas de Megadeth (Credicard Hall, São Paulo, 06/06/2008)
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A melhor música do Rainbow de todos os tempos, segundo Ritchie Blackmore
5 clássicos do rock cujas letras envelheceram mal
A opinião do lendário Ronnie James Dio sobre o AC/DC
O álbum dos anos 70 que Axl Rose colocou entre os maiores da história do rock
A música do Led Zeppelin que Jimmy Page se recusou a tocar ao vivo
A banda que vendeu milhões nos anos 70 e hoje não aparece nas listas de rock clássico
O pior disco do Scorpions, segundo a Classic Rock
A canção de Alice Cooper que ajudou a mudar os rumos do rock nos anos 70
O hit que Gene Simmons considera o auge do hard rock: "Não existe nada melhor"
As 3 bandas dos anos 1980 de que Paulo Ricardo mais é amigo, segundo o próprio
A regra do Iron Maiden que Nicko McBrain quebrou e levou "uma bronca daquelas" de Steve Harris
Os 16 artistas que que todo mundo deveria ouvir, segundo Bob Dylan
O músico veterano que acha que o Angine de Poitrine não faria sucesso sem as máscaras
Como foi gravar músicas do Rainbow com o Dio, segundo James Hetfield do Metallica
Nazareth abre a turnê brasileira em Vitória com clássicos de cinco décadas
Um amigo, cerveja e o exército; a curiosa origem do nome Creedence Clearwater Revival
Legião Urbana: O dia em que Renato calou a plateia do Programa Livre

O disco dos anos 70 que David Ellefson comprou por conta da capa
O que as principais bandas de rock/metal faziam quando o Brasil foi penta?
Show do Megadeth no Hellfest 2026 é disponibilizado no YouTube
Dave Mustaine diz que releitura de "Ride the Lightning" exigiu muito da sua capacidade vocal
5 músicas que fazem o metaleiro olhar para o amigo e dizer: "Agora ficou sério"
5 músicas que quando tocam no show todo fã de metal entra no mosh na hora
Jeff Young aceitaria participar da tour de despedida do Megadeth? O próprio responde
"Megadeth sem mim é a banda solo de Dave Mustaine", diz David Ellefson
Os 20 maiores hinos do heavy metal, em lista do WatchMojo
Ex-baterista do Megadeth acreditava que Jesus Cristo era um alienígena
Metallica: Quem viu pela TV viu um show completamente diferente
Em 16/01/1993: o Nirvana fazia um show catastrófico no Brasil



