Metal Battle: comentários sobre a final de Porto Alegre

Resenha - WOA Metal Battle - Etapa Poa (Manara, Porto Alegre, 11/04/2008)

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Por Lucas Steinmetz Moita
Enviar correções  |  Comentários  | 

O texto representa opinião do autor, não do Whiplash.Net ou dos editores.

O Wacken Open Air é o maior festival voltado para a cena do Rock/Metal que existe, e com certeza o objetivo de muitas bandas, sendo conhecidas ou não. Aumentando as esperanças de realizar o sonho de tantas bandas, foi criado o “WOA: Metal Battle” em diversos países. Uma competição que leva uma banda vencedora de cada país participante para uma grande final no próprio W.O.A., na Alemanha.

5000 acessosIron Maiden: Bruce Dickinson revela sua "canção de merda"5000 acessosDossiê Guns N' Roses: A versão de Slash para os fatos

Em 2007, a banda Torture Squad venceu a final na Alemanha. Provavelmente a vitória brasileira foi motivo de incentivo para um maior numero número de seletivas no Brasil em 2008. Na etapa de Porto Alegre, a disputa foi entre as bandas TierraMystica, Apocalypse, Magician, Hibria e Unmaker. Contando com uma apresentação especial da vencedora de Porto Alegre em 2007, a Distraught.

A palavra definitiva para o evento, realizado no Manara Bar em Porto Alegre, foi “atraso”. Atraso desde a abertura dos portões, seguindo para a apresentação das bandas e o encerramento da noite.

A primeira banda a subir ao palco era o TierraMystica, de Porto Alegre. Já com atraso de aproximadamente uma hora, subiram ao palco André Nascimento (vocal), Fabiano Müller e Alexandre Tellini (guitarras e violões), Rafael Martinelli (baixo), Luciano Thumé (teclado), Duca Gomes (bateria) e a participação de Ricardo Duran, do Toccata Magna (Charango). A banda traz ao publico uma mistura melódica e folk de composições próprias até bem agradáveis, mas pecaram em sincronia, perdendo o andamento da musica em vários momentos. Desde o término do primeiro show, a platéia já revelava sua preferência em um coro: “Hibria! Hibria! Hibria!”.

A segunda apresentação foram dos veteranos do Apocalypse, de Caxias do Sul, mostrando um rock progressivo de ótima qualidade que vem mantendo a banda ativa desde 1983. Eloy Fritsch (teclado), Gustavo Demarchi (vocal), Ruy Fritsch (guitarra), Magoo Wise (baixo) e Chico Fasoli (bateria) começam com a já conhecida “Cut”. Com uma apresentação um pouco mais destacável que a primeira, Apocalypse consegue fazer com que a platéia crie um coro no encerramento com “Crying For Help”.

Em seguida foi a vez do Magician, que iniciou o show com exibição de um vídeo produzido pela banda como Intro. O grupo formado por Dan Rubin (vocal), Renato Osório e Cristiano Schmidtt (guitarras), Elizandro Max (baixo) e Zé Bocchi (bateria) foi o primeiro a fazer uma apresentação realmente empolgante. Alto nível técnico de todos os membros (não que os anteriores não tivessem, mas estes souberam expor melhor), ótima presença de palco e muito carisma. Com todo o respeito às apresentações anteriores, foi à primeira banda em que os fãs realmente não queriam que o show terminasse.

Enquanto o palco era preparado para a próxima banda, o tumulto entre os fãs já começava na disputa pela grade que separa o palco do publico. Enfim, Iuri Samson (vocal), Diego Kasper e Abel Camargo (guitarras), Marco Panichi (baixo) e Eduardo Baldo (bateria) começaram o show da favorita da noite, o Hibria. O show começa numa explosão com “Steel Lord On Wheels” causando alvoroço em todos presentes, levando em conta que o Manara não estava lotado. Execução perfeita se não fossem alguns problemas técnicos na guitarra de Abel em vários momentos que atrapalharam bastante o show. Nenhuma musica do esperado novo álbum da banda foi tocada e os fãs tiveram de se contentar com musicas do CD Defying The Rules, incluindo “A Kingdom To Share”, “Livin Under Ice”, “Millenium Quest”, e a própria “Defying The Rules”.

Com a pista um pouco mais vazia, foi a vez dos únicos representantes do metal extremo em competição. A banda Unmaker, formada por Rafael Lubini e Ariel (guitarra), Clark (vocal), Marcelo (baixo) e Diego (bateria), sobem ao palco com camisetas sujas, representando sangue, e mostrando que não estão acoados por serem a única banda representando um som mais pesado que os já apresentados na noite. Impecáveis, foram responsáveis pelas únicas rodas (e infelizmente algumas brigas) na noite, e possibilitaram até alguns “moshes” mesmo com pouca gente na pista. Formada em 2005, a banda provou que inexperiência não é sinônimo de falta de qualidade.

Após o show da Unmaker, os jurados do evento se reuniram para escolher o vencedor, e foi anunciado que todos os pagantes poderiam também votar deixando seu ingresso na urna de sua banda favorita.

Enquanto o suspense para o resultado dominava, a banda convidada Distraught iniciou sua apresentação com um ótimo thrash metal e um pequeno problema não muito incentivador: o atraso fez com que a banda começasse sua apresentação por volta das 4 horas da manhã, o que tornou o show chato e cansativo, podendo prejudicá-los caso estivessem competindo. Quase metade das pessoas tinham ido embora desde o inicio da noite e a pista estava quase vazia. Ainda assim o Distraught não deu importância e concluiu o show com muita energia.

Ao fim de tudo, tentando criar um suspense quase inexistente, foi anunciada a vitória do Hibria, que deve representar o Rio Grande do Sul na final em São Paulo dia 11 de Maio no Manifesto Bar.

Fotos: Lucas Steinmetz (Moita)
Texto: Lucas Steinmetz (Moita)
http://www.pegazusmetal.com

GosteiNão gostei

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no G+

Os comentários são postados usando scripts e logins do FACEBOOK, não estão hospedados no Whiplash.Net, não refletem a opinião dos editores do site, não são previamente moderados, e são de autoria e responsabilidade dos usuários que os assinam. Caso considere justo que qualquer comentário seja apagado, entre em contato.

Respeite usuários e colaboradores, não seja chato, não seja agressivo, não provoque e não responda provocações; Prefira enviar correções pelo link de envio de correções. Trolls e chatos que quebram estas regras podem ser banidos. Denuncie e ajude a manter este espaço limpo.

0 acessosTodas as matérias da seção Resenhas de Shows

Iron MaidenIron Maiden
Bruce Dickinson revela sua "canção de merda"

Dossiê GNRDossiê GN'R
A versão do guitarrista Slash para os fatos

Bon ScottBon Scott
Em 1980, um dos dias mais tristes do rock n' roll

5000 acessosDinheiro não é tudo mas ajuda: 5 Rock Stars que nasceram ricos5000 acessosFotos de Infância: Steven Tyler, do Aerosmith5000 acessosSlayer: Tom Araya revela seus ídolos do baixo5000 acessosGuitar World: os 100 melhores guitarristas de hard rock5000 acessosBlack Sabbath: Ozzy relembra quando sucesso virou pó5000 acessosIron Maiden: "A banda está mais forte do que nunca"

Sobre Lucas Steinmetz Moita

Formado em Jornalismo pela Unisinos, atua em duas áreas bastante bipolares: música pesada e teologia. Proprietário do site CristianismoHardcore.com.br, atuou durante 5 anos com o Programa MoitaRock, entrevistando diversos artistas nacionais e internacionais (como Andre Matos, Angra, Sebastian Bach e Blind Guardian). O Programa MoitaRock foi extinto, mas o trabalho com vídeo e entrevistas continua em HeavyTalk.com.br, ao qual também administra.

Mais informações sobre Lucas Steinmetz Moita

Mais matérias de Lucas Steinmetz Moita no Whiplash.Net.

Whiplash.Net é um site colaborativo. Todo o conteúdo é de responsabilidade de colaboradores voluntários citados em cada matéria, e não representam a opinião dos editores ou responsáveis pela manutenção do site, mas apenas dos autores e colaboradores citados. Em caso de quebra de copyright ou por qualquer motivo que julgue conveniente denuncie material impróprio e este será removido. Conheça a nossa Política de Privacidade.

Em fevereiro: 1.218.643 visitantes, 2.740.135 visitas, 6.216.850 pageviews.

Usuários online