Glenn Hughes: A primeira vez da lendária Voz do Rock no Rio de Janeiro
Resenha - Glenn Hughes (Circo Voador, Rio de Janeiro, 28/10/2007)
Por Rodrigo Simas
Postado em 14 de novembro de 2007
Era a terceira vez do lendário ex-baixista/vocalista do Deep Purple (com passagens ainda por outras bandas clássicas como o Trapeze e o Black Sabbath) no Brasil, mas a primeira no Rio de Janeiro. O local escolhido não poderia ser melhor: o Circo Voador, reduto carioca do rock ‘n’roll desde sua fundação. A divulgação não deixava dúvidas, a "Voz do Rock" iria saciar os fãs com os maiores clássicos da sua ex-banda.
Fotos: Antônio César
Um público razoável para uma noite de domingo compareceu e conseguiu encher a pista da parte interna da lona do circo. O cenário estava armado e Glenn Hughes sabia o que todos queriam: "Stormbringer", clássico do álbum homônimo lançado em 1974, abriu o espetáculo levantando todos os presentes. "Might Just Take Your Life" veio na sequência e manteve o clima de empolgação da platéia.
Se músicas da sua carreira solo como "Land Of The Livin’ (Wonderland)" – do disco "Soulmover" (2005) não eram tão conhecidas do público, o que se via no palco era uma banda inspirada (J.J. Marsh na guitarra, Ed Roth no teclado e Stephen Stevens na bateria) com Glenn Hughes em ótima forma, parecendo estar cantando tão bem – ou melhor – que 30 anos atrás e mostrando estar muito feliz por tocar no Brasil (e mais ainda no Rio de Janeiro). Não foram poucas as vezes que ele foi ao microfone dizer o quanto gostava da cidade e como a noite estava sendo especial.
Dos último disco de estúdio - "Music For The Divine" (2006) - "Steppin’On", "You Got Soul" foram bem aceitas pela platéia, que mesmo assim queria mais clássicos do Deep Purple... "Gettin’Tighter" e "You Keep On Moving" do disco "Come Taste The Band" (da Mark IV, com Tommy Bolin nas guitarras) foram uma grata surpresa, dedicadas especialmente ao guitarrista que morreu aos 25 anos. Além do repertório variado, não foram esquecidas as jams, que alongaram várias músicas, com solos e grooves para ninguém ficar parado.
O bis veio com "Soulmover" e a sempre esperada "Burn". Se alguém ainda tinha conseguido se conter, nessa hora o Circo Voador foi abaixo, para delírio dos que esperavam ansiosos por essa música. Uma noite de gala para os fãs de um dos vocalistas mais versáteis do rock, que mostrou não só apenas que ainda tem gogó, mas que ainda ama o que faz e que não pretende parar tão cedo. O que é o mais importante.
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