Musical Box: "Uma viagem ao passado" é a melhor descrição
Resenha - Musical Box (Curitiba, Embratel Convention Center, 29/09/2005)
Por Diego Pasqualin
Postado em 04 de outubro de 2005
"Uma viagem ao passado". Foi a descrição dos ali presentes em relação ao show do "The Musical Box", que mostrou o porquê de uma banda pura e simplesmente "cover" do Gênesis conseguir fazer tanto sucesso pelo mundo. Definitivamente esse título (o de cover) vai sendo esquecido conforme o espetáculo segue (claro, guardando-se o mérito de Peter Gabriel e companhia). O show de efeitos e técnica impressionou até os mais otimistas.
Já de início o que chamou a atenção (fora a estrutura soberba do Embratel Convention Center) foi o fato de não haver revista para entrada! Talvez para lembrar a idéia de paz e amor da época em que o show original aconteceu.
Às 9h20 o vocalista se apresenta e cumprimenta os pagantes com um breve comentário em português e dá início ao show. Voz excepcional que em alguns momentos até lembrava Peter Gabriel. Além dos vocais o "guitar" apresentou o famoso instrumento de dois braços, identidade do Genesis, usado (entre outros) no show "The Lamb Lies Down on Broadway" (última participação de Peter Gabriel, nunca filmada em vídeo), o qual "The Musical Box" reconstrói com maestria.
Entre uma música e outra os integrantes extraiam efeitos de seus instrumentos enquanto o projetor de slides mostrava imagens nos três telões. Aproximadamente mil slides foram mostrados, desde fotos de guerras até figuras abstratas, representando a música sendo executada no momento. Outro tema importante a se destacar é a postura teatral do vocalista, com trocas de roupa e representações que colocavam a platéia no clima da música (uma completa "viagem" como dizem). O ponto forte foi uma fantasia no estilo "homem-bolha", que saiu de um aparente órgão-sexual feminino como se nascesse, e então encheu com auxílio de um compressor os diversos balões presos na roupa, o que, junto com as luzes e o som, criou um efeito muito interessante.
Diversos lances de luz criavam uma ilusão de ótica quanto à posição do vocalista, até que ele aparecia onde menos se esperava. Enfim, um espetáculo de rock progressivo não tão comum no país que encheu os olhos dos que compareceram.
Pra não dar apenas pontos positivos vale citar o palco não muito bem montado. O espaço era muito extenso, e parece que faltou material, como lona preta, para forrar toda a parte de traz, que ficou um pouco clara, e algum cidadão insistia em acender uma luz branca. Ah! E vale o comentário sobre uma figura da platéia que insistia em repetir aos berros "My name is Sandra, I live in Brazil, Thank you!" enquanto todos estavam em silêncio, uma pena, porém mero detalhe se comparado ao todo restante.
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