Matérias Mais Lidas

A sincera opinião de Regis Tadeu sobre Lemmy Kilmister (Motörhead)A sincera opinião de Regis Tadeu sobre Lemmy Kilmister (Motörhead)

Marcelo Barbosa diz que seu curso online de guitarra dá mais dinheiro que o AngraMarcelo Barbosa diz que seu curso online de guitarra dá mais dinheiro que o Angra

Eric Clapton: o que ele acha de ter tirado esposa de George Harrison?Eric Clapton: o que ele acha de ter tirado esposa de George Harrison?

O dia que Jimi Hendrix abriu show com música dos Beatles e Paul McCartney assistiuO dia que Jimi Hendrix abriu show com música dos Beatles e Paul McCartney assistiu

Metallica: Cliff Burton observou Robert Trujillo durante sua audição para a bandaMetallica: Cliff Burton "observou" Robert Trujillo durante sua audição para a banda

Kiko Loureiro: o que o guitarrista do Megadeth pensa de quem o chama de arroganteKiko Loureiro: o que o guitarrista do Megadeth pensa de quem o chama de arrogante

Anthrax: Scott Ian toca Sepultura com filho virtuoso de 10 anos de idadeAnthrax: Scott Ian toca Sepultura com filho virtuoso de 10 anos de idade

Amazon: seleção de CDs, LPs e livros de rock e metal com até 75% de desconto hojeAmazon: seleção de CDs, LPs e livros de rock e metal com até 75% de desconto hoje

A opinião de Diva Satanica, da Nervosa, sobre Tatiana Shmailyuk do JinjerA opinião de Diva Satanica, da Nervosa, sobre Tatiana Shmailyuk do Jinjer

Quando Keith Moon apareceu na casa de Alice Cooper vestido de enfermeira e limpou tudoQuando Keith Moon apareceu na casa de Alice Cooper vestido de enfermeira e limpou tudo

A música do Judas Priest que reúne todos os elementos do metal, na opinião de KK DowningA música do Judas Priest que reúne todos os elementos do metal, na opinião de KK Downing

A sincera opinião de Lemmy Kilmister sobre Christina AguileraA sincera opinião de Lemmy Kilmister sobre Christina Aguilera

Marcelo D2 voltou a ouvir thrash metal por conta de Fernanda Lira, da banda CryptaMarcelo D2 voltou a ouvir thrash metal por conta de Fernanda Lira, da banda Crypta

Nirvana: o dia que Cobain se enrolou todo para explicar significado do nome da bandaNirvana: o dia que Cobain se enrolou todo para explicar significado do nome da banda

Roberto Barros decepou dedo da mão da palhetada em acidente no começo da carreiraRoberto Barros decepou dedo da mão da palhetada em acidente no começo da carreira


Stamp

Evergrey: O público fanático e fiel merecia mais consideração

Resenha - Evergrey (Armazzém 841, Belo Horizonte, 02/10/2005)

Por Maurício Gomes Angelo
Em 13/10/05

A marcação de um show do Evergrey em Belo Horizonte certamente havia me surpreendido, e o nível de apreensão a partir dali foi palpável. Novos queridinhos do prog metal (?) mundial, reverenciados exaustivamente e ídolos na Suécia, a popularidade da banda na capital mineira é mínima e os riscos de tal produção, muitos. Um público pequeno já era esperado. Mas, se considerarmos que duas novas bandas – Silent Cry e Khallice, grandes nomes do metal nacional – foram adicionados posteriormente ao cast, e a promoção foi boa, divulgando o espetáculo em rádios locais, flyers e cartazes, os 300 presentes constituem uma recepção decepcionante.

Anunciar bandas e shows de Rock e Heavy Metal

Mesmo com um Armazzém vazio, o Silent Cry sobe ao palco apresentando a solidez de seu gothic metal e promovendo o novo álbum, "Darklife". E a ênfase foi toda para o trabalho citado, indo desde pedradas como "Sufocated In Darkness" e "Sweet Serenades", passando pela intrincada "My Tears Are Still Falling" até a classuda "Wine’s Dance". Sandra Felix, a vocalista, é uma surpresa positiva ao vivo, pois consegue levar com a mesma competência que em estúdio suas linhas vocais balanceadas. A eficaz "frontwoman" representa uma banda coesa e que está, passo a passo, conseguindo se diferenciar dentro do poluído cenário do gothic metal, se afastando, dentro dos limites, de suas influências.

Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

O título de "Dream Theater brasileiro" conferido ao Khallice pela imprensa nacional gerava suspeitas e uma alta expectativa. O desconhecimento do público era outro problema. Contudo, não foi preciso ter consciência da capacidade destes brasilienses para que o Armazzém ficasse estupefato diante da performance. Impondo um respeito magistral à assombrada platéia, que, sem dúvida, se converteu a fã instantaneamente, o Khallice provou ser digno de todos os elogios possíveis. Instrumentalmente impecáveis, sincronizadamente inumanos, eles conseguem ser perfeitos na execução sem esquecer da interação e do divertimento, elementos indispensáveis de um show ao vivo. Alírio Neto, de timbre bem particular, lembra um mix entre James LaBrie, Geddy Lee, Geoff Tate e John Arch, e creio que esta dica já dê uma bela noção do tamanho de sua qualidade. Marcelo Barbosa (guitarra), Michel Marciano (baixo), Maurício Barbosa (bateria) e Renato Gomes(teclado) formam um dos times mais técnicos, azeitados, inteligentes e impressionantes (ufa!) do prog metal mundial. O set list, claro, foi todo calcado no debute – ainda que o tempo de estrada já beire os 10 anos – "The Journey", uma das maiores unanimidades dos últimos tempos, com destaque para "Loneliness", "Wrong Words" e o cover de "Balada Do Louco" dos Mutantes, totalmente metalizada e rebatizada como "Madman Lullaby". O Khallice, acreditem, terminou sua apresentação deixando a sensação de que o Evergrey não poderia superá-los.

Como consegui viver de Rock e Heavy Metal

Como última banda de abertura, o Ata D’Arc. Sem dúvida a pior da noite e um tremendo anti-clímax. Deveriam ter sido mais cuidadosos consigo mesmos e escolhido ficar como primeira banda do opening-act, não última. Postura fake, execução apenas razoável de Avantasia e Gamma Ray, músicas próprias ruins e tristemente clichês (pense que há clichês trabalhados magistralmente, e este não é o caso) e um feito que eu julgava impossível: estragar "Princess Of The Dawn". Este CLÁSSICO (assim mesmo, grafado em maiúsculo) do Accept foi inacreditavelmente mal tratado. Levado com um desprezível ar "melódico" e "sofisticado", eles destruíram com a essência da música. Salvaram-se com "Painkiller" – excetuando a engasgada no solo - quando Sandra Félix e Alírio Neto dividiram os vocais com o duvidoso Túlio Torres. Em suma, se continuarem assim, chance de reconhecimento e futuro promissor zero, porque, além de incorrer em erros típicos de principiantes (achar que a velocidade é tudo, por exemplo), até as bandinhas mais medíocres do heavy melódico estão muito acima deles.

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Enfim, os headliners. Tom S. Englund, Henrik Danhage, Michael Hakansson, Rikard Zander e Jonas Ekdahl sobem ao palco, todo modificado para comportar sua apresentação, e mostram o porquê de tanta reverência com o tradicional número de abertura "Blinded". O prog / thrash / gothic / hard (!?!?!?!) destes suecos, ou simplesmente "dark metal", como o próprio Englund definiu, é muito eficaz e empático. E, aproveitando a presença do Khallice, podemos conferir as várias facetas do prog metal numa mesma noite. De um lado, a extrema complexidade e técnica dos brasileiros, do outro, a junção de vários estilos, melodias trabalhadas, refrãos grudentos e toda a aprazibilidade do Evergrey. Na seqüência, "End Of Your Days" traz uma característica presente em muitas músicas da banda: o refrão decrescente. Em vez de, como é normal, os refrãos representarem a explosão da música, no Evergrey os estribilhos são um declínio estrutural em comparação com o peso da composição até ali. É criada toda uma atmosfera melódica e sentimental nestas digressões, o que, ao invés de enfraquecê-los, tornam os refrãos muito mais marcantes e expressivos. Recurso usado com abundância e inteligência, como nas pegajosas "More Than Ever" e "As I Lie Here Bleeding".

Divulgue sua banda de Rock ou Heavy Metal

Englund, além de cantor único e brilhante, é um frontman energético e simpático, interagindo, provocando e conquistando seu público. Michael Hakansson, baixista, é o madman do grupo, performance totalmente louca e visceral. Henrik Danhage é apenas mediano na guitarra, enquanto Zander e Ekdahl, se não espetaculares, oferecem totais condições para um concerto marcante. E o público, embora pequeno, era constituído por verdadeiros fãs do Evergrey, já que todos os refrãos foram acompanhados sem dificuldade e a satisfação era visível no rosto de todos.

"She Speaks To The Dead" fez a festa dos headbangers – mostrando ser uma música "intirável" do set list – assim como a convidativa "Rulers Of The Mind", numa interpretação convincente de Englund, dono de um feeling monstruoso. "I’m Sorry", cover da cantora pop Dilbahar Demirbag, acalmou as coisas, novamente turbinadas pelo clássico "Solitude Within", exemplar mor do "dark metal" referido, e com um solo maravilhoso. "Recreation Day" – no hall das minhas três preferidas do grupo – teve participação massiva da platéia, e por ter todas as características que fazem da banda uma entidade ímpar no metal mundial, capaz de mostrar a completude da peculiar classe do conjunto, é um ponto altíssimo e muito esperado do show. A seqüência da angustiante instrumental "When The Walls Go Down" e a progressividade da intocável "Mark Of The Triangle" acabam de exemplificar a louvável diversidade do Evergrey. O bis ficou com o ótimo single "A Touch Of Blessing" e o clássico maior, "The Masterplan", tendo Englund fazendo a tradicional brincadeira de dividir a platéia em lado direito e esquerdo, entoando o refrão o mais alto possível. Pronto. Finda sua 1h10 de show. Espera aí. Uma hora e dez minutos? Sim. A economia da banda é algo IMPERDOÁVEL. Tão pouco tempo fez com o que o concerto fosse apenas excelente, não histórico. E se lembrarmos que o Evergrey estava tendo a chance de atuar como headliners nesta turnê, o que não pôde fazer no Rio de Janeiro e em São Paulo, quando dividiu as atenções com o Pain Of Salvation, seria natural esperar um set list muito mais longo que os anteriores, o que não aconteceu. Frustração total e que empalidece todos os elogios que mereceram até aqui.

Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva

Fora que assistir a um show deles sem "Nosferatu" e "For Every Tear That Falls" é, no mínimo, revoltante. O público, sim, era reduzido, mas fanático e fiel, e por isso mesmo merecia mais consideração. Por estas razões, um bom show, mas não perfeito. Por pouco conseguiram superar o Khallice. Mas fica a esperança de que, na próxima turnê, o descaso do tempo seja eliminado.

Compartilhar no FacebookCompartilhar no TwitterCompartilhar no WhatsAppSeguir Whiplash.Net

publicidade
Ademir Barbosa Silva | Alexandre Faria Abelleira | Andre Sugaroni | André Silva Eleutério | Antonio Fernando Klinke Filho | Bruno Franca Passamani | Caetano Nunes Almeida | Caio Livio de Lacerda Augusto | Carlos Eduardo Ramos | Carlos Gomes Cabral | Cesar Tadeu Lopes | Cristofer Weber | César Augusto Camazzola | Dalmar Costa V. Soares | Daniel Rodrigo Landmann | Décio Demonti Rosa | Efrem Maranhao Filho | Eric Fernando Rodrigues | Eudes Limeira | Fabiano Forte Martins Cordeiro | Filipe Matzembacher | Gabriel Fenili | Helênio Prado | Henrique Haag Ribacki | Jesse Silva | José Patrick de Souza | Leonardo Felipe Amorim | Marcello da Silva Azevedo | Marcelo Franklin da Silva | Marcelo H G Batista | Marcio Augusto Von Kriiger Santos | Pedro Fortunato | Rafael Wambier Dos Santos | Regina Laura Pinheiro | Reginaldo Tozatti | Ricardo Cunha | Ricardo Dornas Marins | Sergio Luis Anaga | Sergio Ricardo Correa dos Santos | Tales Dors Ciprandi | Thiago Cardim | Tiago Andrade | Tom Paes | Vinicius Valter de Lemos | Wendel F. da Silva
Siga Whiplash.Net pelo WhatsApp

Evergrey prestes a lançar CD e Blu-ray ao vivo na Suécia; veja clipe de King of ErrorsEvergrey prestes a lançar CD e Blu-ray ao vivo na Suécia; veja clipe de "King of Errors"


Metal sueco: site elege as dez melhores bandas da SuéciaMetal sueco: site elege as dez melhores bandas da Suécia

Calendário do rock: de janeiro até dezembro, uma música para cada mês do anoCalendário do rock: de janeiro até dezembro, uma música para cada mês do ano

Tom Englund: os álbuns que marcaram o vocalista do EvergreyTom Englund: os álbuns que marcaram o vocalista do Evergrey


Black Sabbath: um Tony Iommi que você não conheciaBlack Sabbath
Um Tony Iommi que você não conhecia

The Voice Kids: garotinha canta Led Zeppelin e conquista todosThe Voice Kids
Garotinha canta Led Zeppelin e conquista todos


Sobre Maurício Gomes Angelo

Jornalista. Escreve sobre cultura pop (e não pop), política, economia, literatura e artigos em várias áreas desde 2003. Fundador da Revista Movin' Up (www.revistamovinup.com) e da revrbr (www.revrbr.com), agência de comunicação digital. Começou a escrever para o Whiplash! em 2004 e passou também pela revista Roadie Crew.

Mais matérias de Maurício Gomes Angelo.