Stratovarius: Encerramento da tour se deu em terras brasileiras

Resenha - Stratovarius (ATL Hall, Rio de Janeiro, 24/08/2003)

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Por Rafael Carnovale
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Fotos: Anderson Guimarães

"Elements Pt.1" é um cd que, por mais que se fale, apenas dá continuidade ao padrão já seguido pelo Stratovarius em seus últimos lançamentos. Não que seja ruim, mas a banda vêm mantendo um ritmo estabelecido desde o bem-sucedido "Visions" (1997) que , se não inova muito, não prejudica a reputação dos finlandeses. A turnê de "Elements" passou por vários países e seu encerramento se deu em terras brasileiras, cabendo à cidade maravilhosa a honra de sediar o último show do Stratovarius em 2003 e quiçá por um bom tempo, visto que a segunda parte de "Elements" não terá divulgação através de turnê, podendo ocorrer alguns shows esporádicos, segundo nos garantiu a própria banda.

Mas vamos ao show: um público considerável (cerca de 2500 pessoas) compareceu ao ATL no domingo para conferir a performance de Timo Tolkki e cia. E eles não deixaram por menos. O show, que estava marcado para 20:30, teve seu início as 20:20, com uma introdução que invadiu o ATL e deixou o público presente em polvorosa. A cortina se abre, a banda entra em cena e despeja de cara três pancadas: "Eagleheart", "Kiss of Judas" e "Speed of Light", todas cantadas em uníssono pela platéia. Logo após este fulminante início a banda manda "Soul of a Vagabond" (que não foi tão bem recebida como as demais) e "Forever Free", outra que a platéia curtiu muito. Timo Kotipelto aproveitou o momento para atiçar a galera, provocando os cariocas. ("Vocês gritam mais alto do que São Paulo?"), no que a platéia respondeu. Por sinal mais uma vez o público carioca deu show, cantando com a banda e agitando muito, coisa que deixou muito satisfeitos todos os integrantes, principalmente Timo Tolkki.

De cara podemos apontar alguns detalhes interessantes no show: a banda usou apenas um pano de fundo com o desenho de capa de "Elements Pt.1" e um eficiente jogo de luzes. O som da guitarra de Tolkki está muito alto, chegando a incomodar (o som viria a melhorar depois), ao contrário do teclado de Jens, que falhou várias vezes. Jari Kainulainen e Timo Tolkki praticamente não se movimentam, ficando quase sempre na mesma linha no palco e Jens Johansson toca com seu teclado muito inclinado, agitando todo o tempo. Resta a Timo Kotipelto a tarefa de atiçar a galera, com um equipamento exemplar, deixando seu potente vocal limpo e audível sem falhas, executando bem sua tarefa como vocalista e "front-man", mas a falta de agitação e em alguns casos até de empolgação (principalmente em Tolkki) é sentida. Mas a potência sonora da banda vai bem obrigado. A presença de palco da banda, a exceção do vocal, é nula.

Em seqüência, Kotipelto avisa que irão tocar um "medley" de músicas mais antigas, iniciando com "Fright Night", "Hands of Time", "We are the Future", "Tears of Ice", "Eyes of the World" , "We Hold the Key" e fechando com "Against the Wind" inteira. Foi um grande momento do show, pois a seqüência, além de interessante, foi bem executada e no tempo certo, sem exageros e músicas longas. Ponto positivíssimo para a banda, que emenda "Forever" com "A Drop in the Ocean", para continuar com um outro medley entre "Destiny" e "Fantasia". Neste momento o ritmo deu uma caída, que continou com "Twilight Symphony" (mesmo sendo a música muito bem executada) e "Visions". A galera continou agitando, mas mais contida.

Para re-acender o ATL a banda manda numa paulada só "Hunting High and Low" (o maior sucesso do cd "Infinite"), "Coming Home" e "Paradise" (uma das melhores do clássico "Visions"). Nesta hora a platéia já pedia o sucesso "Black Diamond", mas este só seria tocado depois da banda executar "uma música antiga, rápida e bem conhecida do público", segundo Kotipelto: "Father Time" (aonde o vocalista mostrou seu potente gogó em tons altos, coisa comum para ele...). "Black Diamond" fecha o show, com um público em polvorosa pulando ensandecidamente, e põe fim a duas horas de muito heavy metal. Como estávamos diante do último show da turnê, Timo Kotipelto fez o público gritar "1, 2, 3, 4" em finlandês (não me pergunte como, pois eu não consegui) e chamou a equipe da banda ao palco para que todos comemorassem o encerramento da turnê, ao som de "What a Wounderful World".

Pudemos logo em sequida conferir a banda no backstage e sanar algumas curiosidades: Timo Kotipelto ainda está bem chateado com o cancelamento de sua turnê solo no Brasil e Jorg Michael não se arrepende da época que tocou no Grave Digger. Pelo contrário.

Não há o que falar mal do show do Stratovarius. Por mais que se diga que eles estão se repetindo, as músicas são legais e a banda tem talento. Kotipelto é um grande vocalista, Tolkki um bom guitarrista, Jens um tecladista excelente e Jorg e Jarí fazem bem o seus papéis. Mas a falta de agitação dos finlandeses soa um tanto quanto fria, destoando do forte calor que acometeu o Rio de Janeiro no domingo. Mas foi um bom show. E que venham mais!!!!

Agradecimentos:
Atl Hall (Bianca Sena – Cie Brasil)
AC e Miriam Hinds (Faz produções)



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Sobre Rafael Carnovale

Nascido em 1974, atualmente funcionário público do estado do Rio de Janeiro, fã de punk rock, heavy metal, hard-core e da boa música. Curte tantas bandas e estilos que ainda não consegue fazer um TOP10 que dure mais de 10 minutos. Na Whiplash desde 2001, segue escrevendo alguns desatinos que alguns lêem, outros não... mas fazer o que?

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