Resenha - Patrulha do Espaço (Led Slay, São Paulo, 29/03/2003)

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Por Luiz Carlos Barata Cichetto
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Diário de Bordo, Data Estelar: 29/03/2003

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Zona Leste de São Paulo, seguramente a mais antiga e maior casa de Rock do Brasil, Led Slay. Trinta e um anos sem parar! Chegamos por volta das 3 da tarde e começamos a descarregar o Azulão. Desta vez temos o retorno de Daniel que agora ostenta um "Black Power" enorme. Brinco com ele chamando-o de "Tim Maia Cover". Ele, Raul e Samuca começam a montar a parafernália enquanto Evaldo, operador de som, também trabalha. A Led Slay é uma casa muito grande, já teve 4.000 pessoas, mas aquela hora está deserta.

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Por volta das 5 da tarde a banda chega. Sentamos no bar externo, Eu, Junior, Rodrigo, Luiz Domingues e Marcello e tomamos uma ligeira breja. A expectativa para o show é grande e procuramos relaxar. Por volta das 6, a banda vai pro palco e começa a passagem de som. As 8 parece tudo Ok e retorno a minha casa, que é ali próxima.

Nicolau, velho amigo e Silvia, estão lá e vieram de Jacareí especialmente pra ver o show e dar uma força. Um banho rápido e rumamos de volta pra Led. 9 horas, a casa abre e a galera começa a chegar.

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Por volta das 11, chega o pessoal da banda acompanhados de Alexandra Silveira, nossa tão amada "Janis", que veio fazer uma participação especial. Pouco depois é a vez de uma grande surpresa: Dudu Chermont, músico fundador da banda e que depois de alguns problemas de saúde está exultante por tocar.

Chegam também o pessoal da Rock Brigade, a lindíssima jornalista Patricia acompanhada de seu fotógrafo e turma da Cosmosom que vai filmar o show. Também temos a presença marcante e maravilhosa de Reviane, da Kozmic Blues.

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Também é necessário registrar a presença de Domingos, que pouco mais de uma semana antes, quando a Patrulha participou de um programa da Rádio Jovem Pan, ligou para lá e disse que estava num show da banda em 79 na Tarkus. Velhos amigos, velhas recordações e um novo tempo, diferente mas não pior, apenas novo!

Meia noite e meia, a banda sobe ao palco. A vontade de tocar é tão grande que resolveram tocar antes das bandas de abertura. "Não Tenha Medo", seguida de "Festa do Rock" e a partir dai, a noite rola, com um dos mais inesquecíveis shows que a Patrulha proporcionou até hoje.

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Num determinado momento, Alexandra sobe ao palco e manda duas músicas que gravou com a banda em "Chronophagia": Sunshine e Terra de Mutantes, depois duas da Janis. Mais algumas músicas e Dudu sobe ao palco, empunha sua guitarra e solta Arrepiado e Depois das 11. Como é bom ver Dudu Chermont de volta ao palco! "Como é bom tocar", ele diz quando eu o abraço numa reverência.

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É difícil comentar sobre o que se sente durante um show destes! Uma emoção impar que talvez apenas a poesia possa traduzir. Estar ali, participar disto... parece um sonho... "um sonho eterno de Rock'n'Roll."

Duas horas do mais puro Rock and Roll, duas horas de sonho e de som! Duas horas.... 25 anos em duas horas. Ricardo, que é irmão do Marcello e baixista do Baranga, faz 26 anos naquele dia e mais um motivo de festa. Claro que empunharam "Meus 26 Anos" com ele. Walter Baillot, autor da música e ex guitarrista da Patrulha e do Joelho, já falecido, é homenageado também.

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Neste momento estou ali, atrás da batera, e vejo a galera presente na Led Slay urrar! Parece que os deuses do Rock And Roll desceram a Terra para presenciar aquele show. Com certeza, no meio daquela galera, agitando como loucos, estão Serginho Santana, Waltão e outros tantos cujas almas vendidas ao Rock And Roll se fazem presentes.

Por volta de quase três da manhã, o tão esperado "Grand Finale": Columbia, numa Jam com a presença da Alexandra e do Dudu e a Led Slay vem abaixo....

Seis e pouco da manhã. Mais um dia amanhece, mas não é um dia comum... é um dia que sorri em forma de sol... os deuses do Rock estão felizes...

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Sobre Luiz Carlos Barata Cichetto

Sou Barata, nascido Luiz Carlos, no dia do Anti-Natal, do ano da Graça do nascimento de Madonna, Michael Jackson, Bruce Dickinson, Cazuza e Tim Burton. Sou poeta, escritor, produtor e apresentador de Webradio, produtor de eventos e procuro pagar as contas trabalhando com criação de sites. Crescí escutando Beatles, Black Sabbath, Pink Floyd e Led Zeppelin. Participei da geração mimeógrafo nos anos 1970, mas quando chegaram os filhos, deixei de ser poeta e fui tentar ser homem, o que no entender de Bukowiski é bem mais difícil. Escrevo poemas desde que comecei a criar pêlos.... nas mãos. Trabalhei como office-boy, bancário, projetista de brinquedos e analista de qualidade. No final do século XX, acordei certo dia de sonhos intranquilos e, transformado em um ser kafkiano, criei um projeto cultural na Internet nos moldes dos antigos panfletos mimeográficos. Mesmo antes de meu processo de metamorfose, nunca deixei de cometer poemas, contos e crônicas. E embora tenha passado dos três dígitos o numero de textos escritos, nunca ganhei um prêmio literário. Fui apaixonado por Varda de Perdidos no Espaço, Janis Joplin, Grace Slick e Sonja Kristina; casei quatro vezes e tenho dois filhos, Raul e Ian. Atualmente sou também editor, costureiro e colador de livros, num projeto de editora artesanal.

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