Shaman: Em Maceió, uma ótima recepção às novas faixas

Resenha - Shaman (Aeroporco, Maceió, 10/10/2002)

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Por Paulo Peterson
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Saí de Recife em plena quinta-feira durante um Blackout que quase me fez perder o ônibus que me levaria a Maceió. A cidade ficou durante quase uma hora sem energia, crise geral no trânsito, mas por sorte cheguei na rodoviária a tempo de embarcar. Nunca tinha ido a Maceió e se não fosse o amigo Thiago Ávila (Skyhell), teria sido outra barreira achar tudo sozinho na capital alagoana.

O local do show foi uma boate chamada AEROPORCO, localizada numa área antiga de Maceió. Já era enorme a fila de bangers, todos de preto usando a estampa de sua banda preferida. A produção foi muito boa, o local colaborou muito com uma estrutura pronta para eventos desse porte. O palco ficou um pouco apertado devido aos dois teclados usados por André e Fábio. O som foi um dos melhores usados em shows de metal em Maceió; a iluminação poderia ser melhor, mas não comprometeu.

A abertura ficou por conta dos pernambucanos do The Ax, que fazia a sua terceira apresentação em terras alagoanas. Fizeram um set de 30 minutos de autêntico Thrash Metal a lá Metallica e Pantera, o que serviu para aquecer as turbinas dos já presentes no local. Estima-se que havia quase 500 pessoas no local, o que para uma quinta-feira e para uma cidade que está aos poucos entrando no roteiro de shows desse porte, foi um resultado muito bom.

Depois de muita espera ouve-se nos auto-falantes a introdução "Ancient Winds", seguida de "here I Am", que causa grande euforia, como era de se esperar. Emendam com "Distant Thunder" e "Time Will Come". Muitos foram ao show sem ouvir o CD, pois muitos lojistas o receberam apenas no dia do show, e se não fosse a internet muitos presentes iriam ficar a ver navios. Mas a recepção foi a melhor possível.

André dá as boas vinda a todos e anuncia a próxima música; acompanhado pelo violão de Hugo, fez uma bela introdução, até ser anunciada "For Tomorrow". Considero essas uma das melhores músicas do Ritual, que ao vivo ficou ainda mais bela.

Chega então o momento de sermos agraciados com músicas da antiga banda, o Angra, tocam "Wings Of Reality" e "Lisbon". Ponto engraçado: durante Lisbon jogaram uma calcinha rosa ao André, que prontamente a jogou para Ricardo, que... bem, não vou falar o que ele fez com a calcinha...

Chega o momento dos solos individuais. Primeiro Hugo, depois Fábio e finalmente Ricardo. Sobre o último, não há muito o que se falar, seria chover no molhado. Sobre Hugo e Fábio, o que temos a dizer é que ambos têm um entrosamento muito bom, e são as peças certas que faltavam para se unir ao talento de André, Luís e Ricardo. O solo de bateria foi emendado com "Nothing To Say", que ficou sem a introdução "Crossing". Essa música não vinha sendo executada no restante do país, e sim "Blind Spell".

Dando prosseguimento tocam "Over Your Head". Quando escutei essa faixa pela primeira vez, lembro que não era uma das minhas favoritas. Hoje, depois de escutá-la várias vezes, notei que essa música, ao vivo, veio para ficar. Possui uma sonoridade diferente do estilo da banda, mas com os backings de Hugo e Luís e a melodia do vocal de André, se torna uma verdadeira porrada. O efeito causado deixou muitos perplexos, inclusive eu.

Depois chega o esperado momento da já famosa música da novela, "Fairy Tale", antecedida por uma longa introdução feita por André. A música mostra umas de suas maiores interpretações. Chega então umas das mais porradas faixas do "Ritual", "Pride". Equivalente ao "Aces of Spade" do Shaman, a faixa ao vivo é empolgante, destacando-se o trabalho de teclado de Fábio Ribeiro. Encerrava-se a primeira parte do show. Pausa para descanso.

O primeiro bis vem com a faixa título "Ritual", que se mostrou perfeita para ser tocada ao vivo. Emendam com "Burn" do Deep Purple, com um novo show à parte de Fábio Ribeiro, sua experiência e talento nos teclados. Mataram a pau! Pura nostalgia!

O segundo bis vem com uma outra surpresa para todos os presentes, uma música da antiga banda de André: "Living For The Night", do Viper. Muitos não haviam tido a oportunidade de ver um show ao vivo do Viper ou mesmo ouvir a faixa. O público presente não correspondeu. Fica aqui a pergunta: será que porque muitos não a conheciam ou devido ao cansaço que já se assolava pelo horário (passava das 3h da manhã). André aproveita o cansaço de todos, apresenta a banda e se despede pela segunda vez do palco.

O terceiro e último bis começa com todos os presentes pedindo "Carry On". Escuta-se a introdução "Unfinnished Allegro" seguida, lógico, de "Carry On". Quem estava cansado esqueceu na mesma hora. É impossível ficar imóvel ao escutá-la. Quando tudo parecia que acabava por ali, começa "Painkiller". Vale salientar aqui o vocal de André, que depois de duas horas cantando, conseguiu ainda notas altíssimas. Pode-se dizer que temos no Brasil um grandioso vocalista e uma banda que já nasceu grande e que vai fazer ainda muito sucesso por onde passar. Cumprimentam a todos ao som de "II Renaissance" (in: "Lasting Child").




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