Kansas: Fechamento da noite do Jaguariúna Rodeo Festival
Resenha - Kansas (Jaguariúna Rodeo Festival, Jaguariúna, 08/05/2002)
Por Rodolfo Laterza
Postado em 08 de maio de 2002
Nota: 10 ![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
![]()
Um dos maiores expoentes da história do rock progressivo foi apresentado ao público brasileiro no fechamento da noite do Jaguariúna Rodeo Festival, mostrando desde o início a incompatibilidade de gêneros e estilos entre a conotação do evento e a essencialidade artística da banda.
Vale ressaltar, antes de qualquer análise ou crítica, que por desconhecimento ou falta de divulgação, pífias 200 pessoas compareceram (ou melhor) permaneceram para vivenciar a musicalidade de uma banda gloriosa e histórica, mas reverenciada atualmente por uns poucos sobreviventes ufanistas do rock clássico frente a um mundo de completa desintegração cultural e artística
Ao contrário do que se poderia imaginar dentro de um contexto tão adverso, a banda presenteou os fãs que numericamente podiam ser minúsculos, mas idealisticamente revelaram-se tenazes, eloquentes, únicos no ideal de apreciar a música a despeito de modismos ou panoramas prevalentes.
Artisticamente falando, apesar das ausências do lendário líder e ex-guitarrista Kerry Livgren e do virtuoso ex-baixista Dave "Smoking" Hope, a banda evidenciou um profissionalismo exemplar, um virtuosismo comprobatório de sua importância a nível de influência junto às cultuadas bandas prog-metal atuais.
Capitaneada pela precisão técnica de seus membros, hinos clássicos setentistas como "Point To Know Return", "Hold On" (numa execução magistral e belíssima), "Carry On Wayfard Son" apenas enumeraram parte de toda uma riqueza musical salutar, compreendida por poucos, mas universalmente relevada. Muito do repertório focalizou-se nas músicas mais elaboradas, de harmonia complexa e frequentes quebradas rítmicas, que tanto caracterizam a influência do Yes e King Crimson na essência do Kansas, ainda que tenha sempre sido veiculada pela originalidade que apresenta. Outros pontos de destaque, foram o desempenho sempre dinâmico e criativo de Richard Williams na guitarra, a precisão e a multiplicidade técnica de Phil Ehart na bateria, bem como o feeling de Steve Walsh nos vocais.
Entretanto, o grande momento da apresentação foi, além do esperado hit "Dust In The Wind", a maravilhosa performance de Robby Steinheardt com seu violino e sua tonalidade vocal em "Portrait (He Knew)", uma música que muitos deveriam escutar apenas como lição de alma cultural-musical.
Pena que este é um anseio de cunho nostálgico, completamente desfocado da realidade, que expressa, isso sim, mesmo com tanto pesar, o ostracismo de nomes que historicamente sempre serão eternos.
Mais fotos
Fotos Oficiais do Evento por: Marcos Issa
Agência Argosfoto - http://www.argosfoto.com.br
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



A canção do Metallica que ainda emociona James Hetfield toda vez que ele a escuta
A música do Yes que serviu de inspiração para Dream Theater e Sepultura
Regis Tadeu explica por que show final do Sepultura foi para um lugar menor
Ouça música que Keith Richards gravou para trilha de "Grand Theft Auto VI"
Angus Young (AC/DC) autografa bebê no Canadá
Metallica anuncia mais 12 datas da tour M72 para 2027
"Nunca compusemos juntos" - Roger Waters explica sua parceria com David Gilmour no Pink Floyd
O grande problema do show de Roger Waters, segundo Ed Motta
Disco novo do Anthrax tem música que mistura Slayer e Metallica da era "Load"
A mensagem escondida na intro de "Hell Awaits", clássico do Slayer
Regis Tadeu finalmente explica detalhe do Iron Maiden que fãs discutem há 20 anos
Como a opinião de James Hetfield sobre Lars Ulrich mudou ao longo dos anos
O cantor forte e bonitão de power metal que foi bombeiro por 20 anos
Falling in Reverse lança "Joseph", com Corey Taylor (Slipknot) e Serj Tankian (SOAD)
As 10 músicas de Elton John que são as preferidas de Zakk Wylde

5 músicas de rock que todo mundo conhece, mas pouca gente sabe de quem são
O melhor álbum de rock progressivo de cada ano dos anos 1970, segundo a Loudwire
As 11 melhores bandas de rock progressivo dos EUA, segundo a Loudwire
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista


