Brasil Metal Union: Uma admirável iniciativa de apoio ao Metal Naciona
Resenha - Brasil Metal Union (LedSlay, São Paulo, 09/12/2000)
Por Debora Behar
Postado em 09 de dezembro de 2000
Nota: 9 ![]()
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Encerrando o ano com chave de ouro e com uma admirável iniciativa de apoio ao Metal Nacional, o zine Heavy Melody (http://www.hevymelody.com) promoveu o Brasil Metal Union com as maiores bandas de heavy metal brasileiro da atualidade. O Festival foi dividido em dois dias e a Whiplash! não pôde deixar de conferir este espetáculo.
No dia 9/12 o Brasil Metal Union contou com a participação das bandas Portrait, Imago Mortis, Motorblues, Symbols e DragonHeart. Muita gente reclamou do atraso de quase duas horas para a entrada da primeira banda da noite, o Portrait que mostrou um heavy metal de qualidade com destaque ao vocalista que provou a que veio. A banda se reafirma no cenário nacional.
Logo após, subiu ao palco o Imago Mortis, banda carioca que faz um heavy/doom de alto nível agradando em cheio os fãs do estilo que foram lá pra conferir. O Motorblues, banda que conta com Ricardo Confessori e Luis Mariutti (ex-Angra) tocou logo em seguida. A banda tinha tudo para agradar visto a presença de músicos tão reconhecidos e também à quantidade de fãs do Angra que estava lá para prestigiá-los, porém, o som no LedSlay não estava a contento e para piorar a situação, diversos problemas surgiram com o equipamento da banda que acabou fazendo um set curto e muito atribulado. Mesmo assim, o som é de extrema qualidade e quem tiver oportunidade de ir a um show da banda é bom não perder!
Já era bem tarde da noite quando o Symbols começou a tocar. Muitos fãs estavam lá e cantaram todas as músicas junto com a banda, que, infelizmente não fez um show impecável. Isto devido à falta de presença dos integrantes no palco. Exceção seja feita ao vocalista Eduardo Falaschi que levou o show inteiro quase sozinho no palco!
Mas tarde mesmo era quando a banda que iria fechar a noite subiu ao palco. Nada mais nada menos do que 4:15 da manhã e o DragonHeart estava ligando a aparelhagem. Quem ficou lá não saiu decepcionado. Há muito tempo os paulistanos esperavam para conferir o já tão falado show desta banda curitibana que, definitivamente, foi um presente a todos que estavam no local. Com uma presença de palco impressionante capaz de levantar o público àquela altura do campeonato... o DragonHeart tocou músicas próprias cantadas em coro pelos presentes e também executou com maestria os covers de Blind Guardian, Grave Digger e Accept. O grande comentário após o término do show foi sobre a apresentação simplesmente matadora dessa banda que com certeza foi a grande revelação do show e que também é a grande revelação no cenário metálico nacional!
Na semana seguinte, dia 16/12, deu-se a segunda parte do evento com as bandas Hangar, Tuatha de Danann, Eterna e Dark Avenger. Chovia muito no dia e isso atrapalhou um pouco a chegada das pessoas ao local.
Sem atrasar, para abrir a noite, entra a banda gaúcha Hangar, o público ainda estava chegando enquanto esse quarteto desempenhava seu heavy metal de muita qualidade. Muito bons os covers de Eagle Fly Free e Perfect Strangers. Nada melhor que uma banda como essa pra esquentar a galera.
Depois vem o Tuatha De Danann com um som que tem várias influências celtas e já tem um nome bastante conhecido no cenário brasileiro. A banda se utiliza de violões e flautas nas suas composições e agradou bastante quem estava por lá. Apesar do violão estar falhando em algumas músicas, eles mandaram muito bem com suas guitarras de peso. Os caras ainda fizeram cover de Man On The Silver Mountain do Rainbow e também tocaram Grave Digger onde todos os presentes agitaram muito.
Logo depois vem o Eterna que surpreendeu a muitos pela extrema qualidade. Suas músicas são bem técnicas e agradaram bastante. Destaque para os vocalistas, os dois cantam muito e o baterista que também é muito bom, pois tocar bateria e ainda cantar daquele jeito com aquela voz não é pra qualquer um.
Para encerrar, entrou no palco a banda brasiliense Dark Avenger liderada pelo vocalista Mário Linhares. A banda se apresentou com um nova formação que da antiga só trouxe o vocalista. Demonstrou bastante entrosamento e tocou muitas músicas do novo disco que está sendo aguardado pelos fãs há bastante tempo. O público participou bastante quando foram executadas as músicas do primeiro disco e a banda agradou bastante os presentes.
À Equipe Whiplash! cabe elogiar mais uma vez a iniciativa de montar um Festival como esse e o apoio às bandas nacionais que nesse evento provaram ter grande qualidade e competência. Exemplos como este devem ser seguidos!! Aos leitores, fica aqui o toque : prestem atenção ao que temos aqui dentro! As bandas nacionais merecem o apoio de todos nós!
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