Resenha - GBH (Estação Plaza Show, Curitiba, 25/05/2000)
Por Antônio Pedro
Postado em 25 de maio de 2000
Quinta- feira, 25 de maio de 2000. Apesar de muito frio, um bom público compareceu ao Centro de Eventos do Estação Plaza Show. A primeira banda da noite foi a curitibana Resist Control, que apresentou seu mais recente álbum num show burocrático e tão frio quanto a noite curitibana. Teve quem comemorou quando acabaram a performance. Destaque para os hits Brasil 500 anos e Resist Control.
Em seguida o hardcore competente do Garage Fuzz, que apresentou músicas boas e pesadas. O público aprovou. Prova disso foi a agitação na frente do palco. Ou isso ou foi uma maneira animada que a galera achou para espantar o frio. Surgem então os psichobilly do Catalépticos, lançando finalmente no Brasil seu 1º álbum, Little Bits of Insanity, que já foi lançado na Inglaterra em 98. A performance de Vlad, Gus e Coxinha é realmente poderosa. Destaque para Gus e seu contrabaixo-caixão acústico. O som do grupo é contagiante e não deixa ninguém quieto um só segundo. Porradaria pura!!!!
Intervalo curtíssimo e o GBH toma o palco e platéia de assalto. O punk crossover praticado pelo quarteto inglês é realmente vigoroso e enfurecido. Eles entram arrebentando Diplomatic Imunity e a galera reage à altura da performance de Colin e sua gangue. Em seguida vieram Junkies, Freak, Timebomb e Gunned Down. A presença de palco de Jocks, guitarrista e Colin, vocalista é algo que merece destaque. Jocks toca sua guitarra como que possuído, fato realçado pelo seu visual colorido e irado. Colin é puro show. Canta, dança, brinca com o microfone, desce junto à galera, deixa eles cantarem no microfone, pula, grita. Um frontman de primeira, ensandecido, como o GBH. E a loucura toma conta. Então vem Give me Fire, Prayer, Maniac, Drugs Party on 526 e outras mais, incluindo uma cover matadora para I'm feel Alright, dos Stooges. Os seguranças sofreram um bocado para conter os ânimos da rapaziada.
Todos pulavam e agitavam, deixando o show melhor ainda. Até mesmo alguns seguranças, viraram-se de frente para o palco e cantaram junto com Colin. Um concerto extremamente honesto, esbanjando personalidade e fúria punk. Rolou ainda um bis animal, finalizado por White Riot, do The Clash. Era o fim de um concerto memorável, vibrante e furioso como há tempo não se via. Sorte que, segundo a própria banda comentou, com exclusividade para a Whiplash!, eles voltam ao país daqui há oito meses, já com álbum novo lançado. Tomara que passem por aqui!!!
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



O baterista que é um "músico bom em banda ruim", segundo Regis Tadeu
"Esse disco acabou com minha paixão pelo heavy metal": Sergio Martins revisita clássico
A maior banda de rock de todos os tempos, segundo Mick Fleetwood
Vocalista do Amaranthe e ex-cantoras do Arch Enemy e Delain sobem ao palco com o Epica
O guitarrista brasileiro que ouviu a real de produtor: "Seu timbre e sua mão não são bons"
Mille Petrozza (Kreator) admite que ficaria entediado se fizesse um álbum 100% thrash metal
"Não tivemos escolha", diz guitarrista sobre suspensão de planos do Twisted Sister
Como Ringo Starr, Isaac Azimov e Lúcifer inspiraram um dos maiores solos de bateria do rock
Os cinco discos favoritos de Tom Morello, do Rage Against The Machine
A música que deixou Ritchie Blackmore sem reação em 1970; "um som grande, pesado"
Bono elege o que o heavy metal produz de pior, mas admite; "pode haver exceções"
Clássico do My Chemical Romance supera 1 bilhão de plays no Spotify
Como Angela Gossow se juntou ao Arch Enemy, de acordo com Michael Amott
O álbum "esquecido" do Black Sabbath que merecia mais crédito, segundo Tony Iommi
Eluveitie e Twisted Sister pediram para se apresentar no Bangers Open Air 2027
Como é o típico fã do Metallica, segundo James Hetfield
Ratos de Porão: O elogio de João Gordo aos garotos do Restart
Os 10 melhores discos do rock dos anos 70, segundo o RYM


III Festival Metal Beer, no Chile, contou com Destruction e Death To All
Dark Tranquillity - show extremamente técnico e homenagem a Tomas Lindberg marcam retorno
Cynic e Imperial Triumphant - a obra de arte musical do Cynic encanta São Paulo
Loseville Gringo Papi Tour fechou 2025 com euforia e nostalgia
O último grito na Fundição Progresso: Planet Hemp e o barulho que vira eternidade
Deicide e Kataklysm: invocando o próprio Satã no meio da pista



