Linkin Park: Show bom é aquele que o público vai feliz para casa
Resenha - Linkin Park (Morumbi, São Paulo, 11/09/2004)
Por Adriano Coelho
Postado em 11 de setembro de 2004
Quando se fala em show no Morumbi já pensamos em estádio lotado, muitas vezes até mais do que os clássicos que envolvem times como Corinthians, Palmeiras e São Paulo. O Morumbi já foi palco de grandes espetáculos como Queen , U2, Bon Jovi, Madona, Rush, Supertramp, Michael Jackson, Nirvana, Kiss e Aerosmith, mas se eu disser que o Linkin Park lotou mais que todos esses que eu citei vocês acreditam? Tá certo que não fui ao Queen em 1981 e muito menos ao Michael Jackson (que não tem muito a ver com meu gosto musical), mas fui em vários desses que comentei e já assisti a final da Libertadores e jogos da seleção e nunca vi o estádio desse jeito. Os meninos do Linkin Park, com apenas dois CDs, já marcaram o seu nome na história do rock.
Dia nublado, trânsito horrível, flanelinha torrando a paciência e estacionamento ao preço de R$ 50,00 (que absurdo!). A faixa etária majoritária entre 13 e 22 anos e a presença de alguns pais e mães fizeram com que o show perdesse um pouco a característica de rock. A prova disso é que entre o público haviam muitas patricinhas e poucos garotos vestindo camisas de rock, que aliás eram só de bandas novas como Evanescense, Korn e System of a Down. Quando o som mecânico tocou Nirvana o estádio caiu; em seguida rolou Deep Purple e ninguém se manifestou. É, eles tem muito o que aprender!
O Charlie Brow Jr. entrou pontualmente às 20hs. A banda de pop/rock
também já marcou seu nome na história e possui um público fanático e muito empolgado. A garotada sabia todas as músicas de cor, o que não é muito difícil já que elas tocam massivamente em todas as FMs do Brasil. Chorão fala a língua do seu público, que respondeu à altura enquanto ele e mais alguns garotos andavam de skate no palco. Você pode até não gostar do Charlie Brow Jr., mas que eles foram tão aplaudidos quanto o Linkin Park, isso eles foram. Méritos ao baixista Champignon, sem dúvida, o melhor músico da banda.
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Os relógios marcavam 22hs, o público na maior expectativa, quando de repente eles surgem no palco mandando logo de cara Don"t Stay, Lyng From You, Papercut e Points. O Morumbi caiu! Apesar de as músicas do primeiro cd, Hybrid Theory, terem uma pegada bem mais rock do que o Meteora, que além de mais comercial é mais levado para o RAP, percebe-se que a garotada gosta mais do Meteora, e foram as músicas desse segundo albúm, como Breaking the Habit, que proporcionaram os melhores momentos do show.
Fizeram até um cover do Nine Inch Nail e fecharam o show com a pesada One Step Closer. Valeu Linkin Park! Show bom é aquele que o público vai feliz para casa, e ninguém saiu de lá reclamando.
E coitados dos pais que foram buscar os filhos depois do show, naquele trânsito que parecia a Imigrantes em dia de feriado.
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