A jornada da música em dois séculos
Por Michel Sales
Postado em 05 de outubro de 2025
No século XIX, Friedrich Nietzsche afirmou: "Sem a música, a vida seria um erro". Mas afinal, que sons ecoavam nos tímpanos da população de sua época?
Uma rápida pesquisa na internet revela que naquele período compositores como Beethoven, Chopin e Tchaikovsky estavam entre os grandes nomes da Europa. Suas obras exploravam o amor, a tragédia e os sentimentos mais intensos da condição humana, utilizando orquestras grandiosas e instrumentos como o piano para transmitir emoções profundas.

Era o auge do Romantismo - um movimento que celebrava a expressão individual, a liberdade criativa e a intensidade das emoções, rompendo com amarras estéticas rígidas.
Já nos séculos XX e XXI, a música se fragmentou em uma infinidade de estilos, misturando elementos suaves e estridentes, tradicionais e eletrônicos, locais e globais, com cada continente imprimindo suas marcas culturais, com a música também ultrapassando fronteiras, adaptando-se ao gosto de cada público.
Entretanto, o cenário atual dá espaço ainda a ideias banais que, surpreendentemente, alcançam sucesso. O funk carioca, por exemplo, muitas vezes recorre à apologia às drogas e à prostituição. Já no consagrado rock N roll, vez ou outra surgem aberrações que destoam da essência positiva do gênero.
Um exemplo célebre e visível no YouTube é a apresentação de John Lennon e Chuck Berry interrompida por uma performance de Yoko Ono, cuja intervenção vocálica beira o insuportável. No Brasil, algo semelhante ocorreu também quando o cantor gay Pabllo Vittar levou ao palco do Multishow o seu "Rajadão Rock", um espetáculo que, no mínimo, flerta com o grotesco.
Diante desse panorama, resta a pergunta: se estivesse vivo hoje, Nietzsche repetiria sua célebre frase? Talvez tenha sido um alívio para ele não ter presenciado os rumos que a música tomou.
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