Internet: Novas mídias e o Universo Rock

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Por Ricardo Bellucci, Tradução
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O papel das novas mídias tem ganhado importância significativa nos últimos anos. Além das redes sociais tradicionais, como" Facebook", "Twitter" e "Instagram", os blogs, sites colaborativos, portais de notícias e canais no" Youtube" tem adquirido relevância e significado. A migração dos tradicionais meios de comunicação como jornais, revistas, TV aberta e rádio para essas novas mídias digitas é um fato veio para ficar. Não sou especialista em mídias digitais ou Cibercultura, mas na minha opinião as causas dessa migração são diversas, passando desde a proliferação dos "smartphones", a ampliação das redes de celulares pelo pais (mesmo que com padrão ainda insuficiente em termos de qualidade), o surgimento dessas novas plataformas de acesso à informação, como blogs e sites colaborativos, passando pelo Youtube e outros meios digitais, facilitou o acesso instantâneo a informação. Além disso, democratizou o acesso à informação e a cultura.

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Agora cada um de nós assiste o que quiser, onde quiser, e quando quiser (ou puder). No ônibus, no intervalo da faculdade, enfim, cada pequeno intervalo de tempo pode ser aproveitado por cada um de nós. Isso é importante, muito importante. Representa a verdadeira democratização do acesso à cultura, ao entretenimento e a informação. É a democracia "na ponta do dedo".

Juntamente a isso, temos uma brutal queda na qualidade da programação da TV aberta, e mesmo nos meios tradicionais de mídia, como os jornais. Resultado, a galera mais jovem (e mesmo de meia idade, na qual me incluo) foi "empurrada" para essas novas mídias. O que é bom.

Se você chegou a essa altura do artigo, deve estar se perguntando, tá legal, interessante o assunto, mas qual a relação disso tudo com um site de rock? Na verdade tem tudo a ver. Durante muito tempo fui apenas mais um leitor silencioso do site. Lia as matérias das minhas bandas favoritas, notícias sobre shows, enfim, tudo o que tinha relação com o meu gosto. Após um tempo percebi uma grande diversidade de opiniões e estilos presentes nos artigos e resenhas. Muitos de ótima qualidade, não apenas em termos de profundidade do assunto, assim como na estrutura textual. Passei então a prestar mais atenção ao modelo e concepção de funcionamento do site. A sua estrutura colaborativa e o fato de ser um site aberto à interação com o público leitor, via comentários ou então a colaboração direta, mostra o seu caráter democrático e aberto. Isso é fundamental para o Rock. O acesso a uma informação de forma rápida e precisa, e com qualidade. Essa concepção colaborativa na escrita e compartilhamento de informação se assemelha muito a maneira como "escutávamos" música nos idos dos setenta e início dos oitenta. Com grana curta, compartilhávamos LP'S e fitas cassete entre os amigos, e em consequência, as opiniões sobre as bandas e músicas. Esse é o verdadeiro espírito do rock, compartilhar, quer seja uma música, uma cerveja, opinião ou então informação.

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Não é apenas o Whiplash.net que tem feito um ótimo trabalho na conservação do nosso patrimônio cultural. Outros meios também surgiram. No Youtube, por exemplo, temos o "Kazagastão", do Gastão Moreira. O canal apresenta matérias aprofundando analises sobre o universo musical do rock, com qualidade e comprometimento com o público. O que é fundamental para a divulgação de novas bandas e do trabalho das antigas. Sim, das antigas, pois existe um público jovem ávido por informação e acesso a cultura musical de boa qualidade nos dias de hoje.

Falo por mim, tenho alunos no sexto e sétimos anos que ouvem rock, quer seja o "Heavy Metal", "Progressivo" ou outros estilos. Ao ministrar minhas aulas acabo comentando aqui e ali os sons que mais gosto, sites que leio ou vejo. É incrível como os pequenos são curiosos e ávidos por coisas novas e de boa qualidade. Alguns até falam das suas verdadeiras "expedições" a alguns templos do rock, como a "Galeria do Rock" em Sampa, com tremendo orgulho, exibindo camisetas de suas bandas com orgulho! Um verdadeiro barato!.

O problema é que muitas vezes eles não sabem por onde começar! E aí meu caro colega mais velho que está lendo essas despretensiosas linhas, o negócio passa a ser contigo! Sim! Nossa geração não precisa fazer a cabeça de ninguém, o "lance' não é esse". O nosso papel é na verdade "dar o caminho das pedras" para que a nova geração possa ter acesso ao material de qualidade, tanto sobre as novas como antigas bandas, respeitando os diversos estilos musicais, desde o nosso amado rock, como o velho e bom blues ou então o Jazz. Esse papel, e aqui falo como educador, pertence a todos nós, não é responsabilidade apenas dos sites, das bandas, dos blogs ou rádios, é de todos nós. As novas gerações só precisam de um "empurrãozinho" na direção certa!

Esse casamento entre as novas mídias digitais e a velha cultura rockeira, pode dar bons frutos, ampliar ou manter o público do universo rockeiro e da boa música.

Em um pais carente de cultura, onde o universo de pessoas que lê um livro é escasso, onde a educação é prioridade apenas nos discursos vazios do período eleitoral, o pouco que cada um de nós fizer já é muito.

Não podemos nos esquecer também de valorizar o esforço da galera que mantém o site, os outros meios e mídias digitais. Você pode até não concordar com alguns aspectos do trabalho dos caras, mas é absolutamente inegável o fato de que eles contribuírem, sobremaneira, a divulgação e ampliação da cultura musical, especialmente no nosso amado universo rock.

Saudações!

E Longa Vida ao Rock!




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Sobre Ricardo Bellucci

Math teacher, pesquisador, vocalista frustrado, historiador amador e economista por acaso. Um eterno aprendiz.

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