Os Melhores: discos obrigatórios na estante ou HD de todos

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Por Lincoln Melo
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O dia mundial do rock já passou, porém na semana desse dia especial decidi escutar alguns álbuns da minha pequena e humilde coleção que iniciei aos 14 anos, hábito que costumo praticar até hoje. Escolhi 10 discos para ouvir em sequência, não necessariamente no mesmo dia, discos que para mim são os melhores já lançados, antológicos, aqueles que ficarão para a eternidade, verdadeiras obras primas do rock que despertam diferentes e as melhores sensações:

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“Thick As a Brick” – JETHRO TULL

Lembrei logo de MOZART, BACH, BEETHOVEN e suas músicas grandiosas e complexas chegando a uma simples conclusão: IAN ANDERSON também é um gênio, ou seria o GERALD BOSTOCK? O disco contém apenas uma música de pouco mais de 40 minutos, o que muita gente poderia achar chato, não se for o JETHRO TULL, não se for “Thick As a Brick”. Uma ópera rock com muitas mudanças de tempo e velocidade que relata sobre os desafios de envelhecer. É impressionante como os 40 minutos acabam rápido, as variações e suas mudanças de fases são tantas que parece várias músicas diferentes. Nem o céu é o limite para IAN ANDERSON que mostra toda sua criatividade e genialidade com uma construção musical complexa e nada usual, o que torna esse disco uma das maravilhas do rock.

“Appetite for Destruction” – GUNS N’ ROSES


O rock estava sem nenhuma novidade na segunda metade dos anos 80, num ritmo mais suave, indo para um lado mais pop, até que repentinamente dos “becos” da Califórnia surge “Appetite for Destruction”. Um nome nada politicamente correto e uma capa bem menos ainda. Se não bastasse toda essa atenção o álbum é realmente histórico, e mais um detalhe: era o lançamento de estreia dos caras, o disco de estreia mais vendido da história do rock, o que mostrava a necessidade do público por algo novo e explosivo. Quando você espera o início do CD e aparece os primeiros riffs de guitarra do SLASH e o grito rasgado do AXL, já se percebe que seria um álbum explosivo. E o que se vê na sequência é uma “porrada” atrás da outra. Muitas músicas clássicas da banda estão aqui: “Welcome To The Jungle”, “It’S So Easy”, “Paradise City”, “Sweet Child O’Mine”, “Mr. Brownstone”, “Nightrain”, “Out Ta Get Me”, dentre outras. E convenhamos, a história da canção “Rocket Queen” é a cereja do bolo e já valeria o meu top 10. O rock “sujo” e com muita “raiva” estava de volta.

“Pet Sounds” – THE BEACH BOYS

Depois do álbum anterior, nada melhor do que acalmar os ânimos com o aclamado “Pet Sounds”. Lendo todas as críticas positivas do disco, sendo considerado um do mais influentes da história da música (dentre outros influenciou somente o “Sgt. Pepper’s Lonely Hearts Club Band”), veio a pergunta: será que é para isso tudo mesmo? Resposta: apenas escutem. Dá para sentir a linha tênue entre a loucura e a genialidade de BRIAN WILSON. Existe um antes e um depois de “Pet Sounds”. A técnica, a sofisticação e a psicodelia do álbum é arrebatador, é uma experiência sonora com harmonias vocais perfeitas e sons nada convencionais, desde sinos de bicicleta a apito para cães, registradas em grandes canções como “Wouldn’t It Be Nice”, “Sloop John B”, “Caroline No”, “ I Know There’s An Answer” e a fantástica e a emocionante “God Only Knows”, que é a prova da existência da perfeição.

“Cabeça Dinossauro” – TITÃS


O instrumental “indígena” no início já mostra que esse disco é algo diferente de tudo que a música nacional já viu. Sem sombra de dúvidas é a grande obra prima do rock tupiniquim. Só o fato e a coragem de desafiar todas as instituições, os comportamentos e os pilares da sociedade como a família, a igreja, a polícia, a economia, o capitalismo, a imprensa, os Magistrados e os Políticos já fazem o disco ser diferente. A capa com um esboço do pintor italiano LEONARDO DA VINCI é um mero “detalhe”. Só para se ter uma ideia as rádios pagavam multas para tocar a vetada “Bichos Escrotos” de tanto pedido que recebiam para executá-la. 11 das 13 faixas do álbum foram executadas nas rádios. O disco é “porrada” do começo ao fim, todas as músicas são antológicas e muitas estão entre as melhores do rock nacional “Bichos Escrotos”, “Aa Uu”, “Igreja”, “Cabeça Dinossauro” “Polícia” (quem nunca entrou numa roda de bate cabeça nessa música que atire a primeira pedra), “Porrada”, “ Homem Primata” e “Estado Violência”, música que na minha opinião é o ápice do disco. Nunca mais vai existir outro Cabeça nesse país.

“Back In Black” – AC/DC

O álbum mais vendido da história do rock, o segundo mais vendido da história da música. Os badalos dos “sinos do inferno” prenunciam um álbum épico e introduziram o novo vocalista BRIAN JOHNSON que dissipou totalmente a desconfiança ao substituir BON SCOTT, e estrear logo no melhor Cd da banda é um feito considerável. Dá para notar que ANGUS estava “possuído” com seus riffs, “Hells Bells”, “Shoot To Thrill”, “You Shook Me All Night Long”, “Shake A Leg”, “What Do You Do For Money Honey”, “Rock And Roll Ain’t Noise Pollution” e claro a riff máster “Back In Black”. Quando precisarem exorcizar qualquer coisa ruim da sua vida é só começar a escutar este CD, porém só funciona se for no volume mais alto que puder.

“White Album” ou “The Beatles” – THE BEATLES

Ok, eu sei, o “Sgt. Pepper’s” é o disco mais influente da história, é o melhor disco dos BEATLES etc etc etc. Mas para mim o “White Album” é o antológico dos caras. Apesar das gravações tensas, o disco foi inspirado nas meditações transcendentais indianas, já que os integrantes passaram os primeiros meses de 1968 na índia. O início fica a cargo da bombástica “Back In The U.S.S.R.”, passa pela maior música do disco “While My Guitar Gently Weeps” mostrando a grande qualidade de HARRISON como compositor e o solo virtuosíssimo de “ERIC GOD CLAPTON”, continua com a sexy “Happiness Is A Warm Gun”, e o dueto de MCCARTNEY com o seu “ Blackbird”, porém o destaque de PAUL vai para os vocais de “Helter Skelter” música mais pesada do disco. Escutando esse álbum você ouvirá vários estilos diferentes, um rock mais pesado, música indiana, música clássica, baladas, folk, dentre outros. Se você quer algo perto de um lírico tem “Julia”, um blues, “Yer Blues”, um rock mais pesado, além da já citada “Helter Skelter”, “Birthday”, algo mais romântico, “I Will”, primeira música dedicada à LINDA, e ainda tem a canção que LENNON odiava “Ob-La-Di, Ob-La-Da”. É um Cd de grande riqueza e diversidade, por isso é antológico.

“The Dark Side Of The Moon” – PINK FLOYD

Se você quer “viajar”, sair de órbita, sair da realidade sem usar drogas, é só colocar esse disco fechar os olhos e relaxar. A complexidade das músicas é de outro mundo. Inspirado no ex-integrante SYD BARRETT, as letras tratam das mais variadas “doenças humanas”, como dinheiro e o consumo desenfreado, drogas, loucura, e até o desperdiço do tempo, mostrando o lado mais podre do ser-humano, o que é perceptível nas melodias das canções, a melancolia, a loucura, o medo, a felicidade, a raiva, e o desespero (“The Great Gig In The Sky”). “Time” é grandiosa, “Us And Them”, uma das melhores de todos os tempos, “Money”, a clássica. Todas as músicas são espetaculares, dilaceram e mostram como nós somos verdadeiramente e como a humanidade é fraca. Um disco totalmente conceitual. E se você não assistiu o Mágico de Oz ao mesmo tempo escutando o “Dark Side”, não perca tempo, é a maior “coincidência” do universo. O álbum, que ficou por mais tempo na Billboard 200 tendo permanecido 795 semanas consecutivas, é uma criação digna dos grandes gênios.

“Who’s Next” – THE WHO


Esse trabalho é mais um dos que irão ficar para a eternidade do grupo THE WHO, assim como “Tommy” e “Quadrophenia”, isso sem falar os álbuns ao vivo. A perfeição de ENTWISTLE, a inteligência de PETE, a energia de ROGER e a loucura de KEITH, quatro personalidades diferentes que transformaram esse trabalho num disco enérgico com canções atemporais. Estreia dos sintetizadores nas canções da banda muito bem utilizados por PETE, o que o diga a clássica “Baba O’Riley”. “Behind Blue Eyes” é uma balada “pesada”, já que no meio da música acontece a “explosão” típica do WHO o que a faz mudar de ritmo totalmente. “Won’t Get Fooled Again” (quem nunca gritou com o DALTREY na parte final da música?) com seus quase 9 minutos de duração tem um poder impressionante, uma das melhores do WHO, com mais uma vez PETE usando magistralmente os sintetizadores. “Bargain”, “The Song Is Over”, “My Wife”, enfim, o disco tem a fúria característica da banda com uma harmonia brilhante, um disco com lindas melodias e ao mesmo tempo “raivoso”, um disco futurístico para a época. Isso é o THE WHO, simplesmente uma das maiores reuniões de músicos que já existiu, “Who’s Next” não deixa mentir.

“Machine Head” – DEEP PURPLE


Meses depois do “Who’s Next”, saía a obra prima do DEEP PURPLE: “ Machine Head”. Ainda bem que aconteceu um incêndio num certo cassino na suíça em 71 o que levou a uma das maiores músicas de todos os tempos, “Smoke On The Water”. O álbum inicia com outra clássica das clássicas “Highway Star”, que abre o disco com um instrumental do outro mundo. A banda estava afiadíssima neste Cd, foi gravado totalmente sem retoques, do jeito como foi executada em estúdio “ao vivo”. É a prova de que existe álbum com cem por cento de músicas boas. “Space Truckin’” dá vontade de sair quebrando tudo pela frente, a espetacular “Lazy” que mostra a força do conjunto da banda e o quanto JON LORD é insuperável, “Pictures Of Home” é fantástica e por aí vai. BLACKMORE é um gênio e a velocidade e o peso do álbum são impressionantes. Uma mistura de blues, rock e música clássica, a mais alta qualidade na melhor formação do PURPLE: GILLAN-BLACKMORE-LORD-GLOVER-PAICE. Que os Deuses perdoem o pessoal do Hall da fama do Rock and Roll, eles não sabem o que fazem.

“Led Zeppelin IV” – LED ZEPPELIN

Para encerrar com chave de ouro não poderia ser outro. Diante de tantas obras primas do rock não teve jeito, na minha opinião esse é o maior disco de todos os tempos! Quando penso num conceito de perfeição vem à mente o álbum “IV”. Não tem nenhuma música mais ou menos, um deslize, nada. Tem o som da inovadora “Black Dog”, o torpedo e a canção ícone do rock “Rock And Roll”, a linda “The Battle Of Evermore”, a excelente “Misty Mountain Hop”, a espetacular “Four Sticks”, a belíssima “Going To California”, a técnica “When The Levee Breaks”, e a melhor música de todos os tempos “Stairway To Heaven”, onde nela encontramos o verdadeiro paraíso. Ouvir esse disco é uma experiência única na vida. O Disco todo é uma grande obra de arte, assim como as pinturas de PICASSO, as invenções de LEONARDO DA VINCI, as obras de SHAKESPEARE ou um filme do CHAPLIN. O que esse disco proporciona é uma profusão de sensações mágicas e positivas em pouco mais de 42 minutos.

E você, qual sua lista de discos antológicos?

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Sobre Lincoln Melo

Paulistano de nascença, entretanto não é de nenhum lugar, é de lugar nenhum. Acha que o rock mudou o mundo, porém teve o seu mundo mudado por uma pedra preciosa chamada Jade. É eclético dentro do rock, mas cultua o rock britânico (Led, Beatles, Stones, Who, Purple, Clapton...) sem esquecer as origens (Presley, Holly, Lewis, Berry...). Tem uma filha de 4 patas rock and roll, que faz jus ao seu nome: Led (de Led Zeppelin). E tem a certeza de que a vida, como o rock, não acaba aqui.

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