Ghost: por que toda a atenção sobre a banda?
Por Alan Afonso
Fonte: Ghost B.C. Official
Postado em 12 de abril de 2013
Desde que a trupe do então Papa Emeritus surgiu, e lançou sua demo e seu primeiro play em 2010, uma galera do naipe de Phil Anselmo, James Hetfield entre outros famosos andou trajando camisas da referida banda, o que deu bastante visibilidade à esta. Muitos chiavam dizendo que não tem nada de genial no som da banda, ou que era apenas uma cópia barata do Blue Oyster Cult, Mercyful Fate, Black Sabbath, outros diziam que era genial, inovador e nostálgico.
Eu gostei bastante do som da banda, achei variado, ótimos riffs (Con Clavi, Con Dio, Ritual, Satan Prayer, Year Zero, Secular Haze, etc.), enfim, a MINHA opinião é que a banda Ghost (Ghost B.C. nos USA) é uma boa banda e tudo mais, não é genial mas tem dois plays muito bons de se ouvir.
Ocorre que, grande parte do sucesso deles vem do mistério envolvendo os integrantes da banda, sem tirar o mérito da qualidade das músicas, outra parte vem do marketing (e creio que seus produtores serão eternamente gratos à Bento XVI vossas senhorias sabem muito bem o porquê), outra parte da exposição que ícones do metal lhes deu divulgando a banda com suas camisas, mas o que me intriga é:
Será que eles fariam todo esse sucesso se tocassem descaracterizados?
Sinceramente, creio que não, estariam no nível de Rival Sons e outras promessas musicais, mas o diferencial do Ghost é justamente esse, não há artistas de renome pra alavancar ou não o nome da banda (mesmo eles tendo tocado com Dave Grohl), o que, no meu ponto de vista, atrapalharia bastante o trabalho da banda.
O que eles tem feito é manter seus nomes em segredo, e consequentemente, o som deles pula pro primeiro plano, e não o renome de um ou alguns integrantes.
Temos aí os exemplos dos projetos solo de artistas renomados que muitas vezes vão por água abaixo já que esperam que o cidadão reproduza o mesmo som de sua "banda original" nesse trabalho solo, e muitos acabam os lançando aos leões por não aceitarem que seu músico predileto quis mostrar outras influências e outras formas de expressar sua musicalidade.
Ou seja, os holofotes permanecem na figura do atual Papa Emeritus II (que muitos supõem ser interpretado por Tobias Forge, basta digitar ghost e este nome no google que tudo se explica) e na sonoridade dos caras, que na minha opinião, se tiver que rotular, rotularia como rock, e não como metal como muitos enxergam, basta ouvir Infestissumam e notar que eles vão do metal à surf music sem perder o pique.
Penso no Ghost como o título de outro artigo aqui do whiplash: "Ghost: ame ou odeie."
Aos que curtem música, ouçam Opus Eponymous e Infestissumam, dá pra notar que mudaram um pouco o rumo da musicalidade, o que não me assusta, mas que mostra q ue é uma boa banda sim, não é genial, não é inovadora, mas fez músicas que agradou à bastante headbanger mundo afora.
E como andam dizendo por aí, os caras não chamaram a atenção porque estão na line-up do Rock in Rio 2013, pra quem acompanha a banda, e o trabalho dos caras, é perceptível que ocorreu o contrário, o Ghost chamou a atenção do Sr Medina, que resolveu trazê-los ao RIR 2013, onde lá estarei.
Repito a pergunta do título desta matéria: Porquê? Porquê gostar ou não do Ghost?
Pra mim, porque o que criaram até agora tem me agradado, pra outros, não sei, talvez pela caracterização? Musicalidade? Papa Emeritus II com cara de mal? Porque falam do capiroto e assustam velhinhas? Porque é diferente do que se cria atualmente? Porque dá pra pagar de tr00 ouvindo versos citando Satã e outras entidades pra lá de duvidosas? Porque dá pra pagar de hipster ouvindo a banda do momento?
Genial ou não, os caras andam fazendo um barulho tremendo no meio musical, e pelo visto, vão continuar movimentando fóruns de metal mundo afora, vão continuar tocando em tudo que é canto.
Gostemos ou não.
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