O rock clássico dos dias depois de amanhã

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Por Fábio Cavalcanti, Fonte: Rock em Análise
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O sempre fascinante "classic rock" já nos traz uma incrível variação musical, tanto ao nível de sonoridades quanto em termos de épocas que hoje se enquadram no estilo. Bandas que já foram bastante discutidas em suas respectivas fases de sucesso, hoje são respeitadas - inclusive entre aqueles que não apreciam realmente as suas obras.

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Um dos grandes males do universo roqueiro reside no fato de que a "música atual é uma merda" e "o rock está morto". Sempre! A música "atual" dos anos 50 já foi ruim, assim como a dos anos 60, 70, 80, 90, e agora... a dos anos '2000'. Claro que dificilmente teremos sons tão inovadores como os das décadas passadas, mas isso não significa que o rock esteja morto, como muita gente gosta de declarar.

Se considerarmos a "nova geração do rock" como sendo aquela iniciada entre o final dos anos 90 e toda a década seguinte, temos uma boa quantidade de bandas que, com toda a certeza do mundo, vão fazer parte do vasto catálogo do "classic rock" daqui a 10 ou 20 anos.

No universo que engloba estilos como "nu metal" e pós-grunge, já temos dois fortes candidatos ao rock clássico: Linkin Park e Evanescence. Querendo ou não, as duas bandas marcaram a infância, adolescência, e até a vida adulta de muita gente ao redor do mundo. Ainda estamos em 2012, mas seus inúmeros 'hit singles' já trazem uma sensação de nostalgia típica de clássicos do rock. Precisa de mais?

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E por falar em nostalgia precoce, outra banda que acumula grandes hits em seu catálogo é o Coldplay, maior representante "pop" da atual geração no rock clássico. O rótulo de "novo U2" não foi dado aos caras à toa...

O que falar então sobre o The Strokes, a banda que reciclou, com maestria, todo o "indie rock"? Eles podem não ter criado nada do zero, mas iniciaram uma tendência fortíssima no rock em geral, após uma época em que o estilo estava realmente "morto" a nível comercial. Por sinal, você já deve ter ouvido falar em milhares de novas bandas que "soam como um novo Strokes", de 2002 até o presente dia...

Ainda na área do "indie rock" com influências "retrô", temos o duo propositalmente tosco The White Stripes e o The Black Keys, ambos donos de ótimos hits de "blues rock" dos últimos anos. Já o Kings of Leon foi responsável por mostrar que o "indie" pode se misturar muito bem com o southern rock.

Mas, as grandes apostas ficam por conta do Radiohead e Muse, bandas sempre citadas como as favoritas de diversos músicos consagrados do rock. Tá certo que o Radiohead fez bastante sucesso nos anos 90, mas os seus álbuns lançados a partir de 2000 foram responsáveis por uma das últimas grandes mutações do rock. Já o Muse, com a sua megalomania e canções épicas, com certeza será responsável por alguns dos maiores shows de "revival" daqui a 20 anos ou mais...

E por falar em "revival", o retorno da banda System of a Down já possui um caráter quase messiânico, apesar de a banda ainda estar longe de ser realmente veterana. Responsável por uma das mais estranhas (no melhor sentido de todos) revoluções no mundo do heavy metal, o quarteto com certeza estará em qualquer "Top 5" de bandas de metal mais marcantes dos últimos anos.

Ainda não é possível precisar o papel da ainda recente "onda emo" no rock clássico, mas pode ter certeza que uma ou duas bandas do gênero também terão seu "pedaço da torta" no futuro. Eu apostaria no Avenged Sevenfold, banda que misturou bem o chamado metalcore com o emo, resultando em álbuns e singles de muito sucesso.

Posso ter esquecido algumas bandas, mas temos aqui uma previsão geral do que poderá se tornar clássico, em várias vertentes do rock. Então, sente-se na cadeira, e esteja preparado para aceitar a futura realidade dos artistas que você aprendeu a desprezar nos últimos anos...




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Sobre Fábio Cavalcanti

Baiano, sempre morou em Salvador. Trabalha na área de Informática e ¨brinca¨ na bateria em momentos vagos, sem maiores pretensões. Além disso, procura conhecer novas - e antigas - bandas dos mais variados subgêneros do rock. Por fim, luta para divulgar, sempre que possível, o pouco conhecido cenário rocker da tão sofrida ¨Terra do Axé¨.

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