Uma análise detalhada: Geoff Tate fora do Queensryche
Por Alexandre BSide, Fonte: Minuto HM, Press-Release
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Depois da saída de Mike Portnoy do Dream Theater, no fim de 2010, eu sinceramente achei que não haveria notícias envolvendo saídas de integrantes tradicionais que mais me surpreendessem. Pelo menos envolvendo bandas com tanta história e bagagem musical… me enganei redondamente …
Geoff Tate está fora do Queensryche! Depois de mais de 30 anos à frente da banda de Seatlle…
Enquanto me recupero do novo susto, menos de dois anos depois da saída de Portnoy, procuro entender os motivos que levaram essa grande mudança. Geoff Tate, pra quem não é muito familiarizado com a banda era tão ou mais importante no Queensryche quanto Portnoy no Dream Theater. Arrisco a dizer que ainda era mais importante… a separação, no entanto, traz tantas mágoas ou mais que o episódio envolvendo Portnoy e seus ex-companheiros: segundo o excelente blog Collector’s Room, na passagem da banda por São Paulo no mês passado, o ex-vocalista teria se desentendido com o guitarrista Michael Wilton, agredindo-o fisicamente, chegando a derrubá-lo durante a passagem de som e posteriormente partiu armado de uma faca em direção ao baterista Scott Rockenfield, quando foi contido por pessoas da equipe técnica que acompanhavam tal ensaio. O motivo seria que o restante da banda planejava seguir sem o vocalista, fato que ao que parece, foi confirmado ontem.
A banda segue com Todd LaTorre, vocalista da banda Crimson Glory, outra banda com menor repercussão formada no fim dos anos 70, início dos anos 80. Todd, no entanto, está à frente dessa banda desde 2010.
Inicialmente, a banda e Todd se reuniriam sob o nome Rising West para tocar única e exclusivamente canções dos 5 primeiros álbuns do Queensryche. Ainda conhecidos como Rising West (onde West tem as iniciais dos então 3 integrantes originais do Queensryche - Wilton, Eddie, Scott – e o próprio Todd), fizeram 2 shows no Hard Rock Café de Seatlle, em 08 e 09/06/12. O repertório, além de uma cover de Wratchild do Iron Maiden, só traz faixas dos 4 primeiros trabalhos da banda Queensryche EP, The Warning, Rage for Order e Operation:Mindcrime.
Setlist:
Queen of The Reich, Speak, Walk in the Shadows,En Force, Child of Fire,The Whisper,Warning, The Needle Lies, Take hold of the Flame, Prophecy, My Empty Room, Eyes of a Stranger, Wratchild, Roads to Madness.
Para o fã do Queensryche, nada melhor, pois os primeiros álbuns ficaram na memória daqueles que admiravam o trabalho do grupo. Na minha opinião, falta incluir canções do Empire e do Promised Land, os dois subsequentes na ordem cronológica da banda. Aí ficaria perfeito.
Ontem, o projeto que se chamava Rising West definitivamente tomou o nome Queensryche, oficialmente. E como está Tate nessa história?
O ex-vocalista ainda não se pronunciou oficialmente, aparentemente estudando a melhor forma de trazer à tona a sua versão do acontecido, enquanto isso, trabalha em seu segundo álbum-solo e recentemente fez versões acústicas de algumas músicas do próprio Queensryche, entre covers, como Wish You Were Here, do Pink Floyd:
A notícia lembra muito a saída de Rob Halford do Judas Priest nos anos 90, por esse também ser a figura principal da banda, além de pertencer ao seleto grupo de grandes vocalistas do gênero e ter sido substituído por alguém que buscava uma semelhança nos timbres das gravações originais. Alguém tem dúvida?
O fato é que a maioria dos fãs do Queensryche não estavam felizes com o material composto pela banda após a saída de Chris de Garmo, no fim da década de 90. Ao que parece, quase tudo composto desde então ficou sob a responsabilidade de Geoff Tate, o que não manteve o padrão dos primeiros 7 trabalhos da banda, ainda contando com Chris. Na minha opinião, apenas a continuação Operation: Mincrime 2 merece alguma menção desde então, os demais trabalhos apresentam algumas boas faixas que podem ser pinçadas de todo o restante. Essa é a minha opinião, sei que há fãs do Queensryche que gostam da fase mais recente da banda, mas entendo que também esses não constituem a maioria dos apreciadores do conjunto.
Resta o tempo para dirimir as lacunas que ficaram expostas com essa radical mudança: a versão de Tate, o caminho da banda com o novo vocalista (que aliás, acumulou o vocal das duas bandas, pois não saiu , a princípio, do Crimson Glory) que teoricamente aponta para um metal mais tradicional, o desenrolar da carreira-solo de Geoff, inegavelmente um dos maiores vocalistas que o gênero jamais ouviu, e quem sabe, uma reconciliação no futuro, eventualmente trazendo à tiracolo o outro músico original, Chris de Garmo.
Nos resta acompanhar.
Para ver mais vídeos e a matéria original, acesse o Minuto HM:
http://minutohm.com/2012/06/20/geoff-tate-fora-do-queensryche/
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