A Evolução do Peso
Por José Cláudio Carvalho Reis
Postado em 07 de fevereiro de 2007
Do Rock´n´roll primário às pedradas do Black Metal, a trilha sonora da rebeldia evoluiu. Atualmente, muito se fala em bandas "de vanguarda" do Heavy Metal. Grupos como o Isis, numa tentativa de trazer algo novo ao estilo, acabam enfiando os pés pelas mãos. Isso pode ser interpretado como uma típica demonstração de conservadorismo headbanger. Longe disso, e eu explico.
Là pelos idos da década de 1970, havia uma efervescência musical viajandona, que elevou o Rock a um patamar até hoje insuperado (Sgt. Pepper's Lonely Hearts Club Band é hours concours, certo?). Grupos do naipe de Black Sabbath, Queen, Deep Purple e do todo-poderoso Led Zeppelin - considerado por muitos a MELHOR formação da história do rock - não apenas levaram o estilo adiante, mas influenciaram, para o bem, ou para o mal, uma parte do que veio depois.
Dito isso, vamos ao outro lado da referida década: na Nova Iorque de "Taxi Driver", o Rock chafurdou a lixeira de uma geração sem rumo, indo parar nas garagens e, logo após, a um clube pouco recomendado: o CBGB´s. Lá, os páreas suburbanos se misturavam a figurinhas como Andy Warhol, Mick Jagger e jornalistas musicais à procura de novidades. Dali surgiu o Punk. Vieram os New York Dolls, Ramones, Blondie...
Daí até Malcom McLaren forjar os Sex Pistols (antecipando "coisas" como os Backstreet Boys), foi um pulinho.
Aquela nova vertente se dividiu entre o Hardcore (agressivo e politizado) e o Pós-punk (de natureza gótica). Mas foi o primeiro - fundido ao Metal - que deu origem aos estilos extremos (Thrash, Death...). Depois disso, houve crossovers e reinvenções, que vão do odiado New Metal (rótulo controverso, que engloba porcarias como Linkin Park e maravilhas do porte do System Of A Down) ao Metal Sinfônico. Mas parece que a espontaneidade ficou por lá (em 1970, lembra?).
Atualmente há bandas muito boas, de todos os estilos. Mas veja, por exemplo, o caso do Mastodon. São músicos fodões, que fazem algo diferente. Só não conseguem ser espontâneos.
Pegue "a Night At The Opera" (do Queen), ou as viagens do Led, Purple e a magia negra do Sabbath. Tais bandas praticavam uma arte sem amarras; a música fluía e pronto. A balada "Hotel California" é assustadoramente sinistra e desprovida de peso!
Sendo eu fã de Slayer, Sepultura e recentemente, Lamb Of God, tais palavras soam suspeitas, vindas de meu teclado. Mas a pergunta que paira no ar é: algum dia a música pesada vai deixar de ser tão formulaica? Os grupos de Metal Melódico vão deixar de querer ser o Helloween ou o Iron Maiden? Os de Thrash deixariam de soar parecidos entre si? Aliás, alguma banda teria a coragem de misturar isso tudo e injetar novos elementos?
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