A difícil missão do "metaller" brasileiro (The Sixth Sense)

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Por Di Lallo
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Dificílimo, é verdade... as bandas que adotam o heavy metal, entre todas as suas subdivisões, talvez gostem de sofrimento. É experiência própria. O "outside" existe e transforma-se em realidade! Me sinto protagonista do filme: O Sexto Sentido.

Como é difícil trabalhar com música neste país. Estamos em uma época que a crença está em evidência e eu considero o rock and roll mais que um simples estilo de música, é uma ideologia. Mas então por que não funciona? Não consigo imaginar o heavy metal exposto na mídia comum. Perderia a graça do efeito underground... Cadê a atitude? Transformou–se em competição. E continua o sofrimento. Mas e a mídia especializada? Continua marcando o elo entre o under e o mainstream. Acho que todos já pensaram em um dia poder tocar em uma banda, mas poucos assumem isso prioritariamente. Mas não culpo os que a utilizam como hobby. Moramos em um país que pouco investe na cultura e o resultado é claro: Muitas bandas têm que pagar para poder aparecer para a cena, infelizmente. É óbvio que eu não concordo com tal situação, mas posso entender o desespero de uma banda que batalha há anos, e ao surgimento da oportunidade, não a deixa escapar. Nem a lei à favor dos músicos é mais respeitada.

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Temos que implorar por um direito nosso. Isso é o mais desesperador. Existem mídias que realmente são exemplos em termos éticos e profissionais, mas não dá pra ajudar continuamente e em seguida falir.

Muita gente trabalha na área de produção cultural. É uma cadeia: o consumidor compra o produto porque não tem dinheiro, o trabalhador vende cd pirata, os músicos não recebem pela venda, que não repassam às gravadoras e agências de shows, que não tem condições de realizar eventos e acaba sobrando sempre para o ponto mais fraco, a banda.

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Não existem culpados neste sistema vicioso. Além de tudo isso, o músico tem que ter aquela sorte grande, que surge através do contato certo no momento certo. É uma missão complicadíssima para os músicos brasileiros e conseguida por poucos. Tantas bandas brasileiras e sem o valor merecido no cenário nacional. Pode até a culpa ser do governo, mas... de um lado o desperdício, do outro, economia desesperadora. Parece que as coisas estão tornando-se mais transparentes, a corrupção está vindo à tona em todos os meios. Está difícil até ter hobby atualmente, quem dirá ser músico profissional. Os gastos são enormes.

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O Brasill só tem 500 anos. Embora este texto pessimista, tenho esperanças que este país comece a entrar nos eixos em breve e que a cultura, principalmente dos headbangers seja tratada como uma forma de expressão e deixe se ser entendida como prejudicial e analisada com preconceito. Temos que nos mostrar desenvolvidos ao mundo, mas temos que ser realistas. É realmente o capitalismo selvagem sem saída, mas quero acreditar que a ética ainda exista.

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Di Lallo é Guitarrista da banda de thrash metal Andralls e fanático por palhetadas!!!

Oficial Website: www.andralls.com.br
E-Mail: [email protected]




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