Confira descrição faixa a faixa de "Dance Of Death", disco do Iron Maiden
Por Leandro Testa
Postado em 16 de julho de 2003
O profundamente aguardado novo opus do IRON MAIDEN, "Dance of Death" (esperado para setembro), mantém a tradição e deixa os fãs desesperados de curiosidade. Para matá-la um pouquinho, o website da banda liberou no último dia 15, um 'sneak preview' (comentários sobre uma obra antes de ser mostrada ao público oficialmente), que tentei traduzir aqui superficialmente. Resta saber se os boatos de este ser um álbum mais pesado, realmente virão a se confirmar, afinal, apenas tomando por base a já "revelada" "Wildest Dream" não foi possível ter uma noção disso (considero-a, em um primeiro momento, leve e previsível demais).
(Leandro Testa)
WILDEST DREAM
Teve sua apresentação prévia na recente turnê 'Give Me Ed... Til I'm Dead'. Essa é uma música dinâmica e roqueira que dá o pontapé inicial no álbum como um estrondo. A julgar pelo número de pessoas do público europeu que puderam cantar o refrão depois de uma única audição, ela certamente se tornará uma favorita para ser tocada 'ao vivo'.
RAINMAKER
Literalmente uma canção 'tempestuosa' (!), "Rainmaker" é outro rock vigoroso que mantém o ritmo galopante de sua abertura. E novamente, após tocar uma só vez, o refrão é instantaneamente memorável.
NO MORE LIES
O primeiro dos quatro épicos que ultrapassam a marca de 7 minutos no disco. Essa é uma obra inteiramente escrita por Steve Harris, com letras tipicamente pensativas/reflexivas. A entrada retraída dá lugar a vigorosos coros, com a bateria de Nicko quase que na linha "Bonham" [Led Zeppelin] em sua intensidade, e os '3 Amigos' [escrito propositadamente em português/espanhol] também brilham em um solo de três partes.
MONTSEGUR
Inspirada por um episódio infame na história dos Cavaleiros Templários em suas cruzadas e motorizada por riffs trovejantes, o arranjo ambicioso de "Montsegur" imita o horror e a confusão do histórico massacre.
DANCE OF DEATH
A peça decorativa do álbum, "Dance Of Death" é um conto sinistro apresentando letras poderosas/descritivas e "um som do demônio rápido e agradável" orientado pelas guitarras, que é melhorada pela banda toda à medida que ela solta a linha de um carretel demoníaco. A narração de histórias de Steve Harris em sua melhor e mais vívida forma.
GATES OF TOMORROW
Uma convocação imediata de guitarra se transforma em uma canção de passo incansavelmente rápido, estrelando um refrão de impacto e letras enigmáticas. E fique atento ao fervente solo na sua metade.
NEW FRONTIER
Só levou 20 anos, mas Nicko desfruta seu primeiro crédito como compositor com este conto que trata dos perigos de um homem tentando bancar Deus ao destruir a natureza. Mensagens aparte, é um ato 'up-tempo' exuberante que dá um pé legal na bunda do ouvinte.
PASCHENDALE
A segunda canção no álbum inspirada por batalhas históricas, desta vez pela Primeira Guerra Mundial. Depois de um começo cheio de tristeza, trazendo a figura de uma guitarra pontuda como uma agulha, a banda explode para dentro com um arranjo instrumental soando como uma barragem de fogo de artilharia. Outro épico memorável.
FACE IN THE SAND
Mais uma canção enigmática e atmosférica que exagera no drama enquanto ele cresce em intensidade, ela vem com uma grande melodia oscilante que é ecoada no solo de guitarra central. Cresce aos poucos no ouvinte, e de repente você verá a si mesmo cantarolando o refrão quando menos esperar!
THE AGE OF INNOCENCE
Depois de um começo enganador, suave e melódico, o humor muda de tristonho para rigoroso, à medida que Bruce cospe as letras de Steve sobre desilusão e injustiça e, semelhantemente, o refrão suave surpreendente contrasta com os riffs bate-estacas do verso.
JOURNEYMAN
Apesar de trazer guitarras acústicas e instrumentos de corda, não há nada de leve nesse encerramento do disco, que dão de mostruário belos vocais de Bruce. Seu coro truculento recusa em conceder ecos dos sentimentos presentes em "Wildest Dreams" e conclui/completa o álbum lindamente.
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