Deluqui e Schiavon do RPM processam Paulo Ricardo
Postado em 17 de dezembro de 2003
Em nota oficial postada no site oficial do grupo RPM (www.rpm.art.br), o guitarrista Fernando Deluqui e o tecladista Luiz Schiavon tornaram pública uma grave crise no grupo. Segue a nota:
Em Junho/Julho do corrente, quando a banda estava em plena turnê, o vocalista da banda RPM, Paulo Ricardo, registrou as marcas RPM, Revoluções Por Minuto e Rádio Pirata em seu próprio nome, sem avisar nenhum dos membros do grupo. Em seguida, também em segredo, iniciou a montagem de uma empresa, denominada RPM Entretenimento, com atribuições de gravadora e agência de empresariamento, sempre em seu próprio nome e sem participação dos membros da banda RPM.
Concluída esta preparação, a cerca de dois meses ele deu um ultimato aos membros do grupo. Ou assinaríamos um contrato com a empresa dele, que lhe daria poderes para decidir TUDO, inclusive repertório, capa, venda de shows, licenciamentos, propriedade sobre os fonogramas, etc, ou seríamos "excluídos" da banda. Todo o lucro destas operações ficariam para a "RPM S/A", da qual são sócios o próprio Paulo e três ou quatro "investidores', entre eles sua mulher e alguns amigos de ambos.
O repertório que durante meses foi elaborado pela banda, foi descartado. Era exigido que tanto o guitarrista Deluqui quanto o tecladista Schiavon "encaixassem" seus trabalhos nos arranjos de um novo repertório, apenas executando ou complementando partes previamente criadas por terceiros e pelo próprio Paulo. Também era exigido que Fernando Deluqui rescindisse seu contrato individual com a Universal Music, podendo desta maneira ser contratado (assim como os outros membros) como "artista exclusivo" desta nova empresa. Diga-se de passagem, contrariamente às obras anteriores, este "novo repertório" só tem composições do próprio Paulo, o que permite que obtenha um considerável rendimento adicional com direitos autorais.
Diante da recusa de Fernando e Luiz em aceitarem estas e outras imposições absurdas, ambos foram primeiramente pressionados a "abandonar a banda" que construíram juntos através de anos de trabalho árduo e, finalmente, comunicados por terceiros que ambos seriam "desligados" do grupo, uma vez que a marca RPM agora pertence à PRM Artes (PRM quer dizer Paulo Ricardo Medeiros).
Esta não é a forma de uma banda de rock trabalhar, especialmente o RPM, onde sempre houve espaço para que TODOS os seus integrantes criassem juntos, o que resultou numa sonoridade característica e reconhecida por milhões de fãs ao longo de duas gerações.
Tentamos nos últimos dois meses demovê-lo deste intento, mas isso não foi possível. Amparado no fato de haver registrado a marca e certo da força do poder econômico sobre a Justiça, Paulo segue em frente, atropelando quem se opõe à suas decisões despóticas.
Cai por terra a aura romântica da "independência" do Sr. Paulo Ricardo e seu posicionamento "contra a indústria fonográfica". O que o move, é simplesmente a ganância, o lucro e a determinação de controlar a tudo e a todos, mesmo que isso signifique enormes prejuízos morais e materiais a seus companheiros (atualmente ex-companheiros) de banda.
Em resumo - Este "novo" RPM, como está sendo apresentado, não passa de um engodo para disfarçar um projeto individual do Sr. Paulo Ricardo, que não tem a hombridade de fazê-lo com seu próprio nome, temeroso de uma possível rejeição do público e usa a marca da banda para garantir seus lucros. Usa-a também para confundir o público, profissionais do meio e promotores de shows, misturando o nome da banda RPM a uma nebulosa empresa "RPM Entretenimento", artifício este que permitirá que ele (ou seus funcionários) venda(m) gato por lebre.
Evidentemente não poderíamos concordar com isso. Esgotadas as possibilidades amigáveis, somos forçados a comunicar à imprensa, aos fãs e ao público em geral, que estamos entrando com as medidas judiciais cabíveis para proteger o patrimônio maior de um artista que é SEU NOME e SUA CREDIBILIDADE.
Fernando Deluqui e Luiz Schiavon
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