Bêbados Habilidosos em terceira temporada paulistana
Fonte: Bêbados Habilidosos website
Postado em 11 de dezembro de 2003
(Press-release)
"Há tempos eu ando trocando a noite pelo dia/ eu ando bebendo bem mais do que devia/ eu ando me sentindo como uma mosca de bar/ que voa e que vive nas migalhas/ só bebo em espelunca, sempre na penumbra/ eu encho a cara com whisky de segunda/ e pela manhã a ressaca é um ridículo final..."
Se você estava com saudades de ouvir essa levada, a boa notícia é que os BÊBADOS HABILIDOSOS estão chegando de novo para diversos shows em São Paulo.
A crescente visibilidade nacional está levando esses bluesmen viscerais cada vez mais para estradas que passam longe de Mato Grosso do Sul.
Sorte nossa que teremos várias oportunidades de ver esses músicos de primeira nos próximos dias.
Neste domingo (dia 14), o programa é duplo. Começa com o pessoal tocando ao vivo na Kiss FM e segue com show às 22 horas no Cemitério de Automóveis, teatro do dramaturgo cult Mário Bortolotto.
Na terça-feira (dia 16), os Bêbados voltam ao Cemitério para mais um show às 21 horas.
Essas duas apresentações no teatro de Bortolotto duram no mínimo duas horas, têm diferentes set lists e integram a programação que marca o fim desse espaço marcante no cenário cultural paulistano.
Na sexta-feira (dia 19), eles levarão seu blues para a Zona Norte, onde se apresentarão na Terra Nova Bar e Cachaçaria, ponto conhecido pela variedade de cachaças.
Em sua terceira temporada paulista neste ano, Renato Fernandes (vocalista e compositor), Fábio Brum (guitarra), Marcelo Rezende (baixo) e Edney Costa (bateria) mostram um trabalho amadurecido que começou há mais de uma década em Campo Grande. O núcleo inicial foi a lendária Blues Band que virou celeiro de outras formações, como o Bando do Velho Jack, e desaguou nos Bêbados Habilidosos.
O primeiro CD dos Bêbados, apropriadamente intitulado de "Envelhecido 12 Anos", se esgotou num zás-trás e composições como "Whisky e Blues", "B.V.C." e "Rio de Whisky" grudaram feito chiclete na memória dos blueseiros mais exigentes. Isso sem contar a antológica recriação de "A Volta do Boêmio", de Adelino Moreira, que Nelson Gonçalves eternizou.
No próximo ano, sai o segundo CD cobrado pelos fãs de todo o Brasil que lotam o site dos Bêbados de e-mails entusiasmados.
Para quem ainda não ouviu a banda, aí vão alguns de seus diferenciais: 90% do repertório é composto pelo vocalista Renato Fernandes, um tipo introspectivo cuja voz rascante equivale a uma reencarnação masculina de Janis Joplin e provoca arrepios em qualquer alma sensível. Fábio Brum, que tem todas as ferramentas para dar uma de galã da banda, não dorme nessa cama-de-gato e por isso mesmo é que se tornou um virtuose da guitarra cuja referência máxima é Eric Clapton. Marcelo Rezende (ou Marc Blues), tem o maior jeitão de Bukowski, mas toca um baixo que trai influências de rockabilly. Com sua cara de eterno garoto, Edney Costa manda ver na bateria como pouca gente grande dá conta.
Ah, e mais um ponto da maior importância: apesar de toda essa bagagem, os rapazes passam longe de qualquer afetação, pois o que mais querem é se divertir com seu blues, seus amigos, uma boa birita e uma mulher boa.
Ou como Fábio costuma dizer: "O negócio é rir enquanto ainda tenho dentes e tocar as músicas que me fazem bem
Cemitério de Automóveis
Rua Conselheiro Ramalho, 673 – Bela Vista
Tel. 3285-2850
Ingresso: R$ 5,00
Terra Nova Bar e Cachaçaria
Rua Amália Lopes de Azevedo, 550 – Tremembé
Reservas: 6996-7000
Taxas: R$ 7,00 (consumação) e R$ 3,00 (couvert artístico).
(Thaïs Costa)
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