Regis Tadeu explica por que shows do Metallica são melhores que shows do Iron e Kiss
Por Bruce William
Postado em 11 de maio de 2022
Durante uma live transmitida em seu canal do youtube, Regis Tadeu comentou, junto com Paulo Baron, o show realizado pelo Metallica em Curitiba, que contou com a presença de Paulo. Depois de falar das bandas de abertura, Ego Kill Talent e Greta Van Fleet, lá pelos catorze minutos do vídeo Regis explica por que os shows do Metallica são melhores que a maioria dos shows das outras bandas:
"O Metallica tem uma... eu diria uma vantagem em relação às outras bandas, porque o repertório não é 100% engessado como acontece nos shows do Kiss. O show do Kiss é aquele roteirinho que você já sabe, assistir show do Kiss é que nem assistir show do Roberto Carlos, você viu um você viu todos, os shows repetem o mesmo repertório, a mesma dinâmica, os mesmos truques, não há modificação nenhuma. E no caso do Metallica isso já não acontece, porque apesar de toda aquela rigidez de estrutura - e é realmente uma estrutura impressionante - o repertório do Metallica tem um esqueleto básico que vai mudando, vai tendo canções que vão entrando e vão saindo - claro que não pode ter um show do Metallica sem 'Enter Sandman', 'Sad But True', 'For Whom The Bell Tolls", sempre tem que ter isso. Mas o Metallica vai mudando algumas canções para justamente criar uma dinâmica nos shows".
Depois de fazer alguns comentários sobre outros aspectos do show do Metallica, Paulo Baron comenta o raciocínio desenvolvido por Regis: "Cara, uma situação muito interessante: você sentia realmente a vibração das pessoas, uma ansiedade, as pessoas não sabiam como ia começar e nem o que iria rolar no show(...) e o que mais me deixou orgulhoso em termos de ter sido aquele metaleiro que eu fui em 1984, 1985, foi sentir que o Metallica não entra pra agradar naquele sentido mais comercial da coisa. Os caras entram no show com 'Whiplash', eles entram sendo metaleiros, mostrando as raízes. Depois 'Ride The Lightning', 'The Memory Remains', 'Seek And Destroy', cara!"
Daí Regis emenda: "Não é uma típica sequência de quem está a fim de fazer um show mais comercial, né?", com Paulo concordando entusiasticamente: "Exatamente! A Greta Van Fleet é mais comercial - não é mainstream porque eles não tem tantos hits, mas são mais comerciais pois é um som que agrada mais". Paulo reforça então que o Metallica não tentou amenizar nada mas entrou já de sola com uma pancada atrás da outra, e isso lhe traz um sentimento de orgulho em relação à banda.
Mais adiante Paulo diz que a experiência do Metallica nos shows ao vivo é tão grande que eles vão conduzindo os fãs pelo caminho que eles querem, e ele acha inacreditável que o Metallica consegue nos shows fazer com que todos cantem os refrãos, mesmo das músicas mais pesadas, e Regis teoriza: "As canções do Metallica sempre tiveram como qualidade exatamente os refrãos".
Depois Paulo conta que no final do show o Metallica não fez como a maioria das bandas costuma fazer, de bater uma foto, agradecer e sair do palco, eles ficaram alguns minutos conversando com a plateia, interagindo com o público, jogando milhares de palhetas e coisas assim, que para ele comprovam a intensa química que o Metallica tem com seus fãs, e Regis comenta que o Metallica sempre teve uma maneira diferenciada de interagir com os fãs, a ponto de ter feito aquele documentário que nenhuma outra banda teria coragem de fazer, o "Some Kind of Monster", onde eles se expõe completamente. "Nem o Iron Maiden tem essa comunicação tão direta com os fãs que o Metallica tem, e isso explica muito da devoção que os fãs têm pela banda".
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ouça tributo ao Rainbow com verdadeira seleção de astros do rock e metal
"A banda de abertura mais difícil que já tivemos foi o Guns N' Roses", revela Bruce Dickinson
Judas Priest lança coletânea que abrange várias fases da discografia
A música do Queen que Freddie Mercury considerava melhor que "Bohemian Rhapsody"
Tributo a Syd Barrett une Pink Floyd, David Bowie, Violeta de Outono e John Paul Jones
O ex-jogador que ouvia heavy metal antes dos jogos para se motivar
Edguy esgota ingressos do primeiro show em mais de uma década
A letra que Ozzy Osbourne chamou de "a pior porcaria" que já ouviu
A banda southern que Steve Harris considera das melhores que abriu para o Iron Maiden
A banda que fez Phil Collins perceber que o tempo do Genesis havia passado
O álbum gravado sob intensa tristeza que se tornou um dos maiores do Queen, conforme Brian May
Geddy Lee e seu disco preferido do Pink Floyd; "me cativou e incendiou a imaginação"
Após mais de três décadas, vocalista e ex-guitarrista do Saxon fazem as pazes
Resenha e fotos do Sweden Rock Festival 2026 - Keep the Fire burning!
Keith Richards lembra soco na cara que levou de Chuck Berry


As músicas menos conhecidas do Metallica que você precisa ouvir, segundo a Kerrang!
A resposta do Metallica aos fãs após mudança misteriosa nas redes sociais
Metallica muda foto do perfil no Facebook e fãs especulam novidades
A música do Metallica que Jesse Leach (Killswitch Engage) adoraria regravar
Jason Newsted diz que Metallica é, na prática, uma dupla de James Hetfield e Lars Ulrich
O cantor que viu o Metallica ao vivo e achou que a banda não iria a lugar nenhum
Como o Metallica contribuiu para a criação de uma das maiores bandas de metal sinfônico
A origem de "Por Quem os Sinos Dobram", que une Raul Seixas e Metallica
Tom Araya diz que Slayer acabaria se expusesse conflitos como o Metallica fez
Classic Rock aponta a melhor música do Metallica nos anos 90 (e a escolha surpreende)
Kirk Hammett e Kiko Loureiro: "Não dá nem pra comparar", diz Bill Hudson, da NorthTale


