Dave Mustaine: Não há solos no Nü Metal porque os guitarristas não sabem tocar

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Por Ivison Poleto dos Santos, Fonte: Cry Of The Wolf, Tradução
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Entrevista realizada pelo Blog Cry of The Wolf.

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Dave Mustaine é um ícone do metal. Seu gênio musical e maestria na guitarra mantiveram o Megadeth vivo por mais de 30 anos. Além disso, Mustaine foi um dos membros fundadores do Metallica. A turnê mundial do novo álbum Dystopia, que se iniciou em 20 de setembro, inclui Amon Amarth, Butcher Babies, Metal Church e Suicidal Tendencies. A entrevista foi realizada enquanto Mustaine se preparava para turnê. Conversamos sobre a vida na estrada, cerveja, bandas e, é claro, música.

Cry of The Wolf – As bandas de apoio da turnê são sensacionais! Como você as escolhe?

Mustaine – Ao contrário do que dizem os nossos detratores, as bandas que excursionam conosco se divertem muito. A lista de quem excursionou conosco e se deu muito bem, comercialmente falando, é bem grande. Só para citar: Stone Temple Pilots, Pantera, Korn, White Zombie. O nosso público é muito receptivo e aberto em relação a bandas novas. O Alice In Chains foi outra banda que excursionou conosco.

Mustaine – É um negócio muito difícil. Nem todos conseguem as oportunidades que merecem. É muito legal quando alguém como eu diz: Vou te contratar não porque vocês vendem bem, mas porque são bons. Eu escolho o talento que queremos na estrada como algo que eu quero ouvir porque ficaremos um bom tempo na estrada e vamos escutá-los noite após noite. Eu quero gostar do que escuto tanto quanto os fãs.

Mustaine – Durante aquela época que ninguém fazia solos, eu tive que despedir várias bandas. Foi algo que tive que fazer! A pior época da minha carreira foi o auge do chamado Nü Metal! Você sabia que a causa de não haver solos nas músicas era porque eles realmente não conseguiam solar?

Cry of The Wolf – As letras do Dystopia estão mais obscuras, é uma influência dos tempos em que vivemos? Como o Bob Dylan diz: The times they are a changing (Os tempos estão mudando)?

Mustaine – Definitivamente uma reflexão sobre os tempos em que vivemos. Eu olhei para a sociedade e o que vemos nos noticiários no dia-a-dia: alguém é esfaqueado, ou toma um tiro ou está explodindo uma escola ou um policial. Quando eu era jovem ainda havia alguma honra entre as pessoas contra quem lutei. Agora eles fazem tudo sem nenhum remorso. Eu vejo o combate como uma luta marcial quando você toca as luvas antes de lutar. Não se faz isso agora! Há muita animosidade! Estamos nadando em uma era de ódio. Eu tento me manter para cima e positivo. O meu Tweeter está cheio de coisas positivas. Eu acho que é porque eu não respondo imediatamente. Nós temos que levar em consideração que alguns dos nossos fãs internacionais não se comunicam da mesma maneira que nós.

Cry of The Wolf – Como você o crescimento da influência das mídias sociais?

Mustaine – Bem, as mídias sociais e a internet podem ser usadas em nosso favor. Muitas pessoas pensam assim, outras não. Veja o caso do Lars e o Metallica que processaram as pessoas que baixavam suas músicas. Volte vinte atrás e nós seríamos processados porque trocávamos fitas cassetes. Embora naquela época fazíamos isso somente por causa da música. Você se correspondia e trocava fitas cassetes. Atualmente você tem contato com todo o globo instantaneamente.

Mustaine – Eu me recordo que uma pessoa colocou os nossos primeiros álbuns para serem baixados gratuitamente. Ele nem era nosso fã. Era somente alguém que queria nos arruinar financeiramente.

Cry of The Wolf – Meus parabéns! Você acabou de completar 55 anos e está para lançar uma linha de cervejas. Como isso aconteceu?

Mustaine – Obrigado! Temos um fã no Canadá que resolveu lançar a nossa linha de cervejas. Nós a nomeamos “a tout le monde”. Esta música é um dos maiores clássicos do metal de todos os tempos! A minha família é originalmente do Canadá. Eu sempre tive um bom relacionamento com os canadenses e tivemos a chance de conversar com o Jerry. Ele lançou um outdoor enorme sobre o evento. Era o primeiro show do Kiko. Assim o público para o show foi de 80.000 pessoas em Quebec. Na realidade esta é uma boa maneira de fazer as pessoas que trabalham com você merecer o seu salário! Bom, o rapaz da cerveja apareceu logo cedo, provamos umas amostras e elas eram muito boas. Eu adoro beber cerveja! Temos também a nossa própria vinícola.

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