King Diamond diz que novo CD é cru
Por Thiago Coutinho
Fonte: Metaleater
Postado em 14 de outubro de 2004
Tony Antunovich, de site Metaleater.com, recentemente conduziu uma entrevista com o mestre do metal horror, também conhecido como KING DIAMOND. King falou sobre diversos assuntos: seu novo álbum ao vivo, sua amizade de longa data com o guitarrista Andy La Rocque e a participação da cantora Livia Zita em seu último trabalho de estúdio, "The Puppet Master".
A entrevista é bem longa, portanto, clique aqui para ler a íntegra do bate papo (em inglês) ou confira os principais excertos logo abaixo:
Antunovich — Seu novo álbum ao vivo cobre diversas músicas que foram registradas através dos anos e a qualidade sonora é excelente. Pessoalmente, acho que este é um dos melhores trabalhos ao vivo de todos os tempos.
King — Oh, cara, é ótimo ouvir isso! Há diversos e pequenos detalhes que fizemos neste álbum que o difere da maioria dos trabalhos ao vivo. Antes de tudo, há muito tempo queremos ter um registro que pudéssemos realmente chamar de ‘ao vivo’. Você sabe, tivemos aquele um em 1987, o ‘Abigail Live’, algo que realmente não tivemos controle. Aquelas músicas foram gravadas em 87 para nosso próprio prazer — da mesa de mixagem para uma mesa de cassete. Então, tínhamos apenas versões em cassete daquelas músicas. Mas desta vez foi algo como: ‘nossa, dessa vez nós finalmente podemos mixar o álbum — controlar o quanto queremos a altura do vocal e guitarras e todos os instrumentos entre eles. De repente, tínhamos algo ‘cru’ e ‘nu’ (risos).
Antunovich — A cantora húngara Livia Zita cantou na faixa-título de seu último trabalho de estúdio, ‘The Puppet Master’, e no novo álbum ao vivo também. Como você a descobriu?
King — Foi pura coincidência. Eu estava fazendo diversas entrevistas para promover o ‘Abigail II’. Ela é de Budapeste, Hungria, e estava estudando em Michigan, no Estados Unidos. Durante uma das entrevistas, ela mencionou que era cantora e que gostaria de me enviar uma demo se eu não me importasse. Eu lhe disse: ‘é claro, sem problemas’. Na verdade, ela foi até o estúdio e gravou uma balada do Nightwish, uma música que eu não tinha ouvido nem mesmo a versão original. Mas foi muito legal ouvir exatamente o que ela podia fazer e eu caí de costas quando ouvi sua voz.
Antunovich — No álbum ao vivo, pode-se ouvir claramente a voz dela junto à sua, em cada uma das canções. Livia vai aparecer em seu próximo álbum?
King — Nada foi decidido ainda, mas adoraria que isso acontecesse porque funcionou muito bem da última vez e me deu a oportunidade de ser mais teatral. Você poderia imaginar que eu teria feito ‘The Puppet Master’ e cantá-la inteiramente? A história não teria os efeitos que tem agora se eu tivesse cantado sua parte em ‘... and she couldn’t see me anymore’ ao invés de Livia cantar ‘I can’t see you anymore?’. É muito mais poderoso quando você ouve os vocais femininos porque é um personagem feminino. Adoraria que isso acontecesse na próxima história, definitivamente! Acho que foi algo único que aconteceu lá.
Antunovich — O que você faz para manter a voz?
King — Eu fumo diversos cigarros e bebe muito café (risos). Não faço nada específico. Nunca fiz. Mas quando estamos em turnê, fico longe do álcool. Então, se você me ver bebendo em turnê, será provavelmente em um dia de folga — uma cerveja durante um ótimo jantar. Se eu puder encontrar um bom restaurante, então me divirto com uma boa cerveja, mas serão no máximo duas cervejas durante a turnê inteira. Isso será o máximo que você me verá fazer na turnê inteira porque sei que isso não é bom para a voz. Isso não funciona. Pode funcionar para outros estilos vocais, mas não para o meu, sei por experiência própria que isso não funciona com minhas cordas vocais. Elas não recebem isso bem.
Antunovich — Andy La Rocque tem estado com você desde o começo e tem tocado e produzido a maioria de seus trabalhos desde então. Como é a relação de trabalho de vocês dois durante esses anos todos? Vocês dois certamente são muito amigos.
King — Oh, tem sido maravilhoso! Há um tipo de alto nível e respeito profissional e pessoal entre nós dois e é por isso que ainda tem funcionado. Quando terminamos de mixar o último álbum, foi o mesmo tipo de sentimento. Trabalhamos extremamente duro quando estamos juntos — 12 horas por dia. Isso é o que fazemos quando estamos mixando ou gravando. São doze horas diretas e vamos apenas ao supermercado para comprarmos alguma comida. Isso é o que sempre fizemos e continua sendo assim."
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