Ian Paice fala sobre novo álbum de estúdio do Deep Purple
Por Thiago Coutinho
Fonte: The Highway Star
Postado em 20 de outubro de 2005
Ian Paice, baterista do DEEP PURPLE, falou com o website The Highway Star acerca do processo de gravação do novo álbum do grupo, "Rapture of the Deep", cujo lançamento rola no próximo dia 1º de novembro.
Veja, logo a seguir, os principais excertos do bate papo:
As gravações — "Obviamente, acho que o álbum é muito bom. Acho que umas quatro ou cinco faixas se tornarão clássicos do Deep Purple — mesmo porque não somos nós que decidimos isso, mas a audiência — mas há um material muito, muito bom lá. O álbum foi muito fácil e rápido de se fazer, e quando as gravações acontecem rapidamente e de forma fácil, isso normalmente significa que as músicas estão corretas, que você não está tentando criar, tentando encontrar algo que não está na música.
A coisa toda — composição, arranjos e gravação — levou três semanas, o que é bem rápido. Foi do mesmo jeito em ‘In Rock’ e no ‘Machine Head’. Esses álbuns tendem a ter um sentimento e uma comunicação imediata com as pessoas que o ouvem. Com alguns outros álbuns que levam muito tempo para ficarem prontos você até consegue chegar a canções perfeitas, mas você perde um pouco da alma e do coração que você tinha ao iniciar as gravações"
Um take basta — "Por conta de um take, dois ou três você ainda consegue algum excitamento ao tocar o material novo. Mas uma vez que você toque isso quinze, vinte vezes você pode acabar com cinco minutos do mais chato ‘nonsense’, e ocorre o oposto quando você pega o primeiro take que é pura mágica, mas que talvez não saia perfeito. Então, tudo que mantemos quando ainda estamos fisicamente excitados ao tocar ao novo, e quando o primeiro take não sai bom o suficiente, é bom você ir lá e consertar um pouquinho ao invés de ficar tocando de novo e de novo algo que não está lá."
Opinião pessoal — "E, para mim, este álbum foi muito rápido, e como disse, quatro ou cinco faixas você irá direto nelas, assim que vocês as ouvirem, elas não sairão da sua cabeça. Mas fazer um álbum hoje em dia é, você sabe, depende de sorte, se será ou não aceito pelas pessoas, porque fazer música não é forçar ao público. Havia coisas que se faziam aos jovens há, sei lá, trinta anos, para aqueles jovens música era tudo. Você sabe, esperar pelo próximo trabalho, esperar pela próxima grande banda que iria a sua cidade. Hoje, as pessoas viajam, elas têm a Internet e gastam mais dinheiros em ‘ring tones’ do que em álbuns. Então, é tudo diferente, mas tudo que você pode fazer é fazer o melhor álbum que puder e tentar se conectar com as pessoas. E se álbum gerar interesse suficiente então as coisas começam a crescer e você será capaz de continuar. Há álbuns que você espera que sejam ‘ok’. Este eu sei que está ‘ok’."
Para ler a entrevista na íntegra, em inglês, clique aqui.
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