Syd Barrett assistiu e gostou de documentário
Fonte: AOL Música
Postado em 18 de dezembro de 2005
Rodrigo Coelho
Um dos maiores mitos do rock caiu por terra: o de que o ex-Pink Floyd Syd Barrett tinha perdido a sanidade a ponto de não poder mais ouvir falar de seu passado musical.
Barrett teria visto um documentário sobre ele, transmitido na TV britânica em 2001 e comentado com sua irmã que havia gostado do que viu, segundo o diretor John Edginton, responsável por Crazy Diamond.
"Sua irmã me disse que no dia seguinte à transmissão ela foi à casa dele", disse Edginton em entrevista publicada no site de outro ex-integrante da banda, Roger Waters.
"Syd disse a ela: 'passou um programa sobre mim na TV ontem à noite." "Foi bem interessante, gostei."
Ele teria gostado, em especial, de rever Mike Leonard, o dono da casa onde ele morava e de ouvir a canção See Emily Play, composta por ele e o maior sucesso comercial do início da carreira do Pink Floyd.
Edginton declarou que a irmã de Barrett disse que assistir ao programa ajudou o ex-Pink Floyd a melhorar o astral.
Gênio enlouquecido?
Syd Barrett é considerado uma das vítimas do consumo excessivo de ácido lisérgico dos anos 1960. Tido como gênio visionário por muitos, ele ajudou a definir a psicodelia do pop na metade da década.
O único álbum que gravou com o Pink Floyd, The Piper At The Gates Of Down, no qual compôs quase todas as músicas, é considerado um dos mais relevantes da década.
Pouco depois da gravação, Syd já consumia grandes quantidades diárias de ácido. Ao mesmo tempo em que parecia que a banda estava destinada a alcançar o sucesso de grupos como o The Who e Kinks o comportamento do cantor, líder, compositor e guitarrista se tornava cada vez um fardo para a banda.
Ele foi expulso do Pink Floyd no início de 68. Barrett tentou carreira solo mas seu processo de deterioração mental prosseguiu na virada da década.
Durante os anos setenta, o mito de Syd Barrett cresceu e virou tema central de um dos maiores sucessos do Pink Floyd, o álbum Whish You Were Here.
A idéia do gênio enlouquecido que poderia voltar a qualquer momento e revolucionar o pop nunca se materializou. No final da década, ele caminhou de Londres até a cidade de Cambridge, onde se refugiou com seus parentes e vive até hoje, tendo cortado completamente os vínculos com seu passado de celebridade.
Seus ex-colegas de Pink Floyd costumam dizer em entrevistas que não o procuram mais porque qualquer contato seria doloroso demais para ele, que depois passaria semanas até se recuperar.
Barrett vai completar 61 anos no início de janeiro.
A reunião do Pink Floyd para a apresentação no Live 8 foi outro acontecimento que, até então, era considerado improvável, devido a guerra judicial e o bate-boca via imprensa que se arrastava há cerca de vinte anos entre Roger Waters e o guitarrista David Gilmour.
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