Filme mostra John Lennon como Superman
Fonte: Terra Música
Postado em 14 de setembro de 2006
Um filme novo sobre a campanha pacifista de John Lennon e as tentativas do governo dos EUA de silenciá-lo mostra o ex-Beatle como um Superman que combate o mal, mas não o santifica, diz a viúva do músico, Yoko Ono.
The U.S. vs John Lennon, que será lançado em Nova York e Los Angeles na sexta-feira, é um documentário composto de imagens de noticiários antigos de TV e vídeos caseiros raramente vistos.
O filme documenta a espionagem do FBI sobre Lennon e a batalha do músico contra as autoridades de imigração que tentaram deportá-lo nos anos 1970, em um esforço, segundo o filme, para sufocar o ativismo de Lennon contra a Guerra do Vietnã.
O crítico da revista Variety Phil Gallo disse que o filme faz a crônica convincente de "um artista que se manteve fiel a seus princípios por meio do ativismo", mas apontou falhas.
"Ao conseguir que Yoko Ono cooperasse e abrisse seus arquivos, a trama segue a biografia aprovada por Ono que mostra Lennon como um santo, excluindo do filme seus períodos sombrios e os anos em que os dois estiveram separados, que poderiam ter tornado o retrato mais profundo", comentou Gallo.
"Não acho que ele seja mostrado como santo", disse Yoko em entrevista à imprensa, citando cenas em que Lennon aparece irado ou impaciente. "A luta que ele travou contra esses grandes poderes é quase como uma atitude muito interessante de Superman - o mal contra o bem", disse ela.
The US vs. John Lennon traz entrevistas inéditas com George McGovern, o candidato presidencial democrata que perdeu para Richard Nixon em 1972, com o jornalista Carl Bernstein, que ajudou a divulgar o caso Watergate responsável pela queda de Nixon, com o ex-assessor de Nixon G. Gordon Libby e com ex-agentes do FBI.
John Scheinfeld, que escreveu e dirigiu o filme em parceria com David Leaf, disse: "No cerne de nossa história está um presidente que extrapolou os limites da ação permissível a ele, estão vigilância e escuta telefônicas ilegais e a idéia de que quem criticasse tudo isso era antipatriota. É uma idéia que nos soa familiar".
Paralelo entre Nixon e Bush
O filme traça paralelos claros entre a administração Nixon e a do presidente George W. Bush e também entre as guerras do Vietnã e do Iraque.
Yoko Ono disse em entrevista à Reuters que os cineastas passaram dois anos trabalhando no filme, "de modo que o timing (do lançamento) é apenas algo como um milagre que nos foi concedido".
O crítico Kirk Honeycutt, do The Hollywood Reporter, disse que o acesso incomum aos arquivos de Ono permite que o filme faça o ex-Beatle reviver diante do espectador.
"Seu senso de humor juvenil e sua inteligência ágil são uma lufada de ar fresco nesta nossa era de vozes estridentes de todos os setores do espectro político. John Lennon é alguém que nos faz falta", escreveu Honeycutt.
John Lennon foi assassinado por um fã desequilibrado em dezembro de 1980 diante do edifício Dakota, em frente ao Central Park em Nova York, onde Yoko vive até hoje.
O filme inclui imagens extensas do famoso "Bed-in" encenado por Lennon e Ono em 1969, quando eles passaram a semana de sua lua-de-mel numa cama de hotel em Amsterdã, convidando a imprensa a filmar e entrevistá-los sobre sua campanha pela paz.
Yoko disse que, se Lennon estivesse vivo, ele ainda estaria se manifestando publicamente, se bem que provavelmente "de uma maneira diferente."
"Estaríamos fazendo um 'bed-in' todos os dias de qualquer maneira, mas isso não vem ao caso", disse ela.
Reuters
Receba novidades do Whiplash.NetWhatsAppTelegramFacebookInstagramTwitterYouTubeGoogle NewsE-MailApps



Ripper Owens: "Há uma razão pro Iron Maiden tocar pra 20 mil e o Judas pra 5 mil"
20 bandas que nunca lançaram um disco ruim, de acordo com a Metal Hammer
Rhapsody se despedirá com formação clássica ao lado do Epica na América do Sul
Por que Iron Maiden nunca será grande como Metallica, segundo Bruce Dickinson
Steve Harris conta o que Brian May disse sobre o show do Iron Maiden no Rock in Rio I
Rush é parado na fronteira dos Estados Unidos com o México e precisa adiar show
Dave Lombardo comenta lenda dos 33 minutos de "Reign in Blood"
A melhor música de rock progressivo de todos os tempos, segundo os leitores da Prog
A cantora que conquistou James Hetfield com sua voz "de cheiro de cigarro"
Classic Rock ranqueia discografia do Bon Jovi do pior ao melhor álbum
O show em que o Iron Maiden tocou Van Halen, de acordo com Adrian Smith
O clássico do Angra de Andre Matos que parece com faixa do "MI'RAJ", segundo Edu Falaschi
O guitarrista que Keith Richards não queria que entrasse nos Stones, apesar de tocar muito
Dave Lombardo conta que "névoa mental" o fez usar anotações nos shows
Deep Purple lança "Guilt Trippin'", faixa de seu próximo disco de estúdio
O hit de Raul Seixas inspirado em visita de E.T, mas confundido com mensagem marxista
Heavy metal: cinco grandes formações que nunca mais se reunirão
Site americano aponta banda que é a maior piada do metal de todos os tempos


A virada de bateria com base nos Beatles que impressionou Jimi Hendrix
As únicas três canções dos Beatles que Frank Zappa curtia; "apenas um bom grupo comercial"
A separação de banda que deixou Jimmy Page arrasado; "Ficamos tristes quando eles terminaram"
O álbum do Radiohead que Thom Yorke comparou aos Beatles; "podemos fazer o que quisermos"
Por que Nina Simone dizia que os Beatles tiveram sorte; "não são excepcionalmente talentosos"
A canção dos Beatles que pirou a cabeça de Mick Jagger quando ele a ouviu
O dia que John Lennon explicou o que ninguém entendia sobre George Martin e os Beatles
O músico que Freddie Mercury considerava o maior de todos os tempos
O show de 1973 em que o Led Zeppelin tirou dos Beatles um recorde de 8 anos
10 músicas lançadas há mais de meio século que superaram 1 bilhão de plays no Spotify
A banda que para o ator Tom Hanks superava os Beatles; "muito melhor"
Eric Clapton relembra como conheceu seu melhor amigo George Harrison em show com Yardbirds



