Baixista do Herege comenta novo álbum faixa a faixa

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Por Emanuel Seagal, Fonte: Herege, Press-Release
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A banda gaúcha HEREGE recentemente finalizou as gravações do seu primeiro álbum, gravado no estúdio Nitro Sound Solutions e contando com dez faixas do mais puro heavy metal tradicional.

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O CD é conceitual, abordando fatos marcantes da história no século XX e XXI, seguindo uma ordem cronológica, partindo do final da Segunda Guerra Mundial, passando pela Guerra Fria, ditaduras na América Latina, até a atualidade, com temas como globalização e terrorismo.

Sobre esta temática e proposta geral do cd o baixista Rodrigo Dantas comenta, confira:

"Volumes lacrados, muito peso, barulho e alfinetadas na sociedade ocidental através de um resgate histórico de alguns acontecimentos marcantes da segunda metade do século XX e início do XXI. Esses são os elementos que compõem o berço sobre o qual nosso primeiro disco foi parido. Tendo diante de nossos olhos uma cena metálica apática que parece ter esquecido o valor da "santíssima trindade" (Sexo, Drogas e Rock n' Roll) e que tem reproduzido por aí várias formas de caretagem e intolerância que nada têm a ver com a subversão e rebeldias originais dos derivados roqueiros (dentre eles o Heavy Metal); resolvemos instigar, através dos temas do disco, a reflexão dos bangers para a transgressão. Atitude, para nós, é isso: estar em constante estado de reflexão e transgressão; destruir toda velhacaria de valores que não nos servem mais e criarmos os nossos próprios, que nos possibilitem uma vida mais afirmativa e orientada pelo prazer. E esse disco pretende agir como uma boa dose de atitude na veia dos bangers por meio de uma seringa compartilhada, o Heavy Metal.

Mas uma coisa há de ser ressaltada: as letras foram escritas há uns dois anos, ou seja, de lá para cá muita coisa mudou em nossas cabeças. A subversão continua, só que de outras formas. Na época em que as escrevi eu ainda tinha um pé no marxismo, hoje, no entanto, caminho por vias mais tortas e intempestivas, inspirado por malditos como Nietzsche; Foucault; Deleuze, pela beat generation e pela intensificação dos torpores.

Enfim, chega de falar. O negócio é ouvir o disco e tirar suas próprias conclusões. Comento aqui um pouco sobre cada faixa, lembrando que, trata-se de um disco feito para ser ouvido no último volume:

- BLITZKRIEG: feche os olhos ao ouvir essa introdução feita pelo Dalton e imagine uma cidade que estava incluída no itinerário dos bombardeios da Segunda Guerra Mundial: ninguém pelas ruas devastadas, os poucos que continuam ali vivem em total tensão e, quando acham que tudo passou, eis que surge um novo ataque relâmpago.

- LAST DAY OF THE FÜHRER: trata da invasão de Berlim pelas tropas soviéticas. É mais ou menos o clima do filme "A Queda". Os nazistas encurralados no Bunker, com suas horas contadas.

- BEAR VERSUS EAGLE: a tensão em torno de um possível apocalipse nuclear desencadeado por alguma das duas principais potências protagonistas da Guerra Fria, EUA e URSS, é o foco dessa música.

- CONGRESS CELLARS: aborda a questão dos regimes militares implantados na América Latina com o apoio dos EUA. Os riffs tentam passar a atmosfera de se estar num porão, num calabouço, sendo torturados pelos agentes do governo. Vale lembrar aqui que muitos daqueles que mataram, torturaram e estupraram à serviço dos generais ainda estão soltos e impunes, pois, no Brasil, a maioria dos arquivos sobre os crimes cometidos pela ditadura permanecem fechados.

- WARFARE: durante o período ditatorial foram muitos os grupos que lutaram contra os governos autoritários. Essa letra aborda a questão da luta armada, uma das vias pela quais muitos buscaram resistir e/ou transformar a sociedade.

- TURN OFF THE TV: seu tema é o processo de estupidificação pelo qual passam aqueles que consomem de forma acrítica os produtos e as idéias lançadas pela mídia.

- PLASTIC FLOWERS: é a letra mais aberta a interpretações diversas. Simulacros; decadência dos valores ocidentais; niilismo e individualismo pós-moderno, dessubstancialização do sujeito... Todos esses são conceitos aos quais a letra pode remeter.

- FREE YOURSELF: é um verdadeiro elogio à transgressão; a trilha sonora de uma festa dionisíaca. Libertação sexual; relações permissivas; reconhecimento do múltiplo... Na minha opinião, a melhor música da banda.

- LIMIT: o stress da vida moderna; a poluição; as armas químicas, dentre outras pérolas da atualidade são o foco dessa letra que procura cuspir sobre a idéia de evolução em história.

- THE LETTER: a letra foi escrita como se fosse uma carta de um "terrorista", destinada ao presidente dos EUA. Ao final podemos nos perguntar qual dos dois é o verdadeiro terrorista, se é que o termo é pertinente."

Atualmente o grupo está em negociação para o lançamento do CD no Brasil e exterior. Amostras e capa podem ser conferidas na página da banda no MySpace através do endereço www.myspace.com/heregemetal e no website oficial da banda em www.herege.com



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Sobre Emanuel Seagal

Descobriu o metal com clássicos como Iron Maiden e Black Sabbath. Hoje em dia, entre outros gêneros musicais, e sem se limitar a rótulos, ouve principalmente doom, viking e folk metal. Sempre que possível está em busca de novas bandas que tenham algo a transmitir alem de clichês, e mesmo em meio a tantas novidades não dispensa pérolas como o bom e velho Candlemass. Acompanha o Whiplash! desde os primórdios, tendo iniciado sua vida de internauta no mesmo ano de criação do site (1996). Há algum tempo está envolvido com metal, seja trabalhando com eventos, bandas, gravadoras ou imprensa, na tentativa de contribuir de alguma forma para o crescimento desse que é um dos segmentos mais apaixonantes da música, o metal.

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