Kula Shaker: edição de 10 anos do "Peasants, Pigs..."

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Por Lester Benga, Fonte: Os Armênios
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Matéria de 30/01/10. Quer matérias recentes sobre Rock e Heavy Metal?

Um dos álbuns mais incríveis lançados nos anos 90 ganha agora uma edição de luxo em comemoração aos 10 anos de seu lançamento. É o espetacular "Peasants, Pigs & Astronauts", da banda britânica KULA SHAKER. O título é o clássico menos conhecido de seu tempo.

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A nova versão saiu em CD duplo no dia 20 de janeiro de 2010. Limitada (3000 exemplares) e numerada, a caixa traz novo design gráfico, 4 cards com as idéias originais de capa, além de entrevista e várias faixas demos e sobras inéditas.

Mas talvez o que mais tenha deixado os fãs empolgados é o fato do álbum aparecer agora com uma faixa a mais, resgatando a concepção original da obra. O “épico perdido” Strangefolk é agora acrescido na tracklist. A música seria a parte final de "Peasants, Pigs & Astronauts", e teve uma versão lançada no álbum seguinte do grupo, justamente intitulado "Strangefolk", de 2007.

A nova versão só pode ser comprada pelo site oficial da banda.

Confira o vídeo promocional do lançamento, seguido da tracklist e mais detalhes sobre esse lendário trabalho que passou despercebido pelo público, em seu lançamento original.

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10th Anniversary Limited Edition numbered 2 CD box set of Peasants Pigs and Astronauts

1. Great Hossanah
2. Mystical Machine Gun
3. SOS
4. I’m Still here
5. Radhe Radhe
6. Shower your love
7. 108 Battles (of the mind)
8. Sound of Drums
9. Timeworm
10. Last Farewell
11. Golden Avatar
12. Namami Nanda Nandanan
13. Strangefolk (a faixa título original)

Astronauts Anthology (CD2)

1. Sound of Love (sessão de estúdio com versão inicial de Sound of Drums)
2. Avalonia (single)
3. Golden Avatar (demo)
4. Strangefolk (demo)
5. Roger Morton entrevista Crispian e Alonza sobre o álbum (gravada em 13 de Novembro de 2009, em Londres)

O épico desconhecido

Quando surgiu no cenário do britpop em 1996, o Kula Shaker impressionou positivamente, enquanto destoava de um modo bastante original dos outros grupos do movimento. Lançaram um álbum de estréia forte — intitulada K —, com uma marcante influência da psicodelia sessentista, mantras em sânscrito — foram os melhores sucedidos nessa prática, sem cair em faixas xaropes e até emplacando dois singles com refrões indianos — e um combo instrumental pesado (cheio de wha whas e órgãos hammonds bufando) que os colocava entre os melhores de seu tempo.

Apenas em 1999 é que eles foram largar um segundo álbum. Inspirados e extremamente exigentes, levaram um bom tempo compondo uma obra conceitual, quase uma ópera rock, sobre uma era de decadência que conduzia a um horizonte apocalíptico. Esse era o plano de fundo do incrível Peasants, Pigs & Astronauts, um disco que resgatou de maneira extremamente bem realizada concepções oriundas do rock progressivo sem resultar num álbum cansativo ou chato. As gravações teriam ocorrido num “barco estúdio” do guitarrista do Pink Floyd, David Gilmour. Com parte do casco transparente, a banda ia admirando as profundezas enquanto compunha e registrava seu projeto mais audacioso. Para a produção, convocaram ninguém menos que Bob Ezrin, uma lenda do Rock, que já havia sido o encarregado de clássicos como Berlin de Lou Reed e The Wall do Pink Floyd. Para cuidar de toda a concepção gráfica, desde a capa e encartes dos singles, o Kula Shaker entregou as artes ao cargo de Storm Thorgerson, capista e diretor artístico do Pink Floyd.

Quando foi lançado, "Peasants, Pigs & Astronauts" foi recebido de maneira calorosa e emocionada pela crítica. Todos sabiam reconhecer que o título era uma obra de grandiosidade descomunal. Faziam comparações dizendo que “se o Deep Purple rejuvenescesse uns 30 anos” e se “George Harrison fosse uma banda” o resultado seria o alcançado naquele projeto. Não passaram despercebidos as porradas mais hards, que eram citadas como influenciadas pelas composições mais chumbadas das melhores fases do Iron Butterfly e Uriah Heep. Se a estréia havia sido psicodélica, em seu trabalho seguinte o Kula Shaker se movia de maneira consciente para o campo do hard rock e do progressivo, mais uma vez demonstrando dominar a tradição do Rock.

Apesar de tudo, o álbum não vendeu quase nada. O público não se interessou. A espera fora longa entre os dois títulos que o grupo havia lançado e o ânimo dos fãs esmoreceu. O investimento pesado de uma gigante como a Sony Music, aliado ao desânimo pela receptividade morna dos ouvintes, acabou levando o grupo “mais místico” de sua era ao cheque e o Kula Shaker se desestruturou. Resolveu “dar um tempo”. O líder Crispian Mills (guitarras e vocais) tentou um projeto solo um tanto experimental, mas foi acabar em Nova York formando o trio de rock alternativo The Jeevas. Jay Darlington (teclados) foi imediatamente requisitado pelo Oasis, que se reformulava e entrava numa fase incrível com o álbum Standing on the Shoulder of Giants. Permanece na banda como músico de turnê e estúdio (apesar de não ser creditado como integrante oficial) desde aquela época. O baixista Alonza Bevan foi recrutado pelo ex-Smiths Johnny Marr.

A banda iria se reunir uns sete anos depois — mas não iria recuperar Darlington, que apesar de se manter nas sombras, tem uma posição bastante estável e produtiva no Oasis — mas não experimentaria picos criativos e momentos tão grandiosos como os passados.

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