Guilherme Bryan: Videos que provocam e incomodam religiosos
Por Emanuel Seagal
Fonte: Yahoo!
Postado em 20 de abril de 2011
Guilherme Bryan, jornalista e doutorando pela Escola de Comunicação e Artes da USP, com tese sobre videoclipe brasileiro, escreve quinzenalmente sobre videoclipes para o Yahoo!. Leia alguns trechos do novo texto de sua coluna.
Nem estreou e o videoclipe "Judas", da cantora Lady Gaga, dirigido por Laurieann Gibson, já incomoda a igreja católica e reacendeu a velha polêmica entre videoclipes e religião. No vídeo, a cantora interpreta Maria Madalena ao lado do ator Norman Reedus que faz Judas."Existem as pessoas com talento e depois existe Lady Gaga. Acho ela cada vez mais irrelevante. É esta a única forma de se destacar? Isto não está sendo feito por acaso: estamos nos aproximando da Semana Santa e da Páscoa", declarou Bill Donahue, presidente da Liga Católica para Direitos Civis e Religiosos à agência Reuters.
Lady Gaga já havia irritado os católicos com a produção "Alejandro", dirigido por Steven Klein em 2010. Em oito minutos e quarenta e quatro segundos, essa superprodução mostra a artista vestida como viúva negra e freira, carregando um coração e uma metralhadora, e engolindo um crucifixo, numa espécie de conto de fadas pós-moderno, com várias coreografias, insinuações de sadomasoquismo e, para variar, muitas referências a Madonna. Na época, o videoclipe desagradou até a cantora Katy Perry, que escreveu no Twitter: "Usar a blasfêmia como entretenimento é tão baixo como um comediante que só solta gases".

Ao ser lançado em 1991, o videoclipe "Losing My Religion", dirigido por Tarsem Singh para o REM, também incomodou alguns religiosos e deixou de ser exibido na Irlanda, por trazer forte conotação religiosa com imagens de atores fantasiados de anjos para ilustrar a letra que declara: "That’s me in the corner / That’s me in the spot light / Losing my religion" ("Aquele sou eu no canto / Aquele sou eu sob os holofotes / Perdendo minha religião"). "Losing my religion" é uma expressão do norte dos Estados Unidos, que significa perder as esperanças.
Confira a matéria na íntegra no link abaixo.
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