A Cólera dos Deuses: como surgiu o Big 4, por eles mesmos
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 27 de agosto de 2011
O texto abaixo foi extraído de uma edição especial da revista estadunidense REVOLVER dedicada ao BIG FOUR. Essa seção recapitula os primórdios do Slayer e do Metallica, que tinha então em sua line-up o futuro líder do Megadeth, DAVE MUSTAINE, e traz entrevistas com Mustaine, Lars Ulrich do Metallica, Tom Araya, Dave Lombardo e Kerry King do Slayer. As fotos ilustrativas são de BILL HALE, que recentemente lançou um livro chamado Metallica: Club Dayz 1982 – 1984, que tem uma quantidade inacreditável de excelentes fotos desse período da música. Voltemos ao começo então.
O Slayer e o Metallica tocaram juntos no começo em Los Angeles, antes do Metallica se mudar para São Francisco. O que vocês se lembram de terem visto um ao show do outro?
TOM ARAYA: Nós tocamos com eles num clube chamado Woodstock em Anaheim no começo dos anos 80. Eu o achei demais. Tínhamos conseguido uma fita de ‘Hit The Lights’ deles, que era do caralho. Quando eu os vi, foi com Ron McGovney e Dave Mustaine tocando. Eu acho que vimos a formação original.
KERRY KING: Ver Dave tocar no Metallica foi a razão pela qual eu virei fã de Mustaine antes deu tocar no Megadeth. Quando isso aconteceu, fiquei lisonjeado por ele me querer na banda, para um garoto na minha idade, eu pensava, ‘Wow, eu devo estar mandando bem se esse cara me quer numa banda com ele. '
DAVE LOMBARDO: Pelo que eu me lembro do show do Metallica, era brutal. Era Metal, tipo Metal mais sombrio do que Judas Priest. Tinha mais pegada. Essa é a melhor maneira de descrever aquilo.
Lars, o que você achou do Slayer?
LARS ULRICH: Eu lembro que havia um cover do Deep Purple no repertório deles. Eu acho que era "Highway Star", que era muito bom. É 1982, você está em Los Angeles, e basicamente tudo que está rolando nessa altura tem um pique meio Mötley Crüe.
ARAYA: Nós inventamos nosso tipo de música, morando em Los Angeles, querendo ser contra a cena metálica de lá. Porque todo mundo estava se vestindo feito mulher e nós queríamos parecer homens «risos». Nós desenvolvemos um estilo de música que obviamente ofendia muita gente em LA «risos».
ULRICH: Quando nós assistimos ao Slayer, eles estavam claramente fazendo algo que era ainda mais diferente do que as outras bandas que ficavam no meio termo. E eles faziam tudo mais rápido e mais pesado.
O lugar no qual tocamos com eles era meio que um porão vagabundo no condado de Orange, nos arredores da cidade. Claro que naquela época eles não eram o Slayer de ‘Angel of Death’ ainda, mas estavam indo nesse rumo. E você com certeza conseguia sentir que essa era uma força musical para se respeitar.
Esta matéria pode ser lida na íntegra no site do LoKaos Rock Show:
http://lokaos.net/o-crepusculo-dos-falsos-como-surgiu-o-big-4-por-eles-mesmos/
Agradecimentos: Nathália Plá
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