Nikki Sixx: "os fãs sul-americanos são do caralho"
Por Nacho Belgrande
Fonte: Site do LoKaos Rock Show
Postado em 04 de fevereiro de 2012
Por Andrew Burmon, traduzido por Nacho Belgrande
Nikki Sixx está falando sobre a vida na estrada enquanto ele dirige por entre os canyons ao redor de Los Angeles indo seja lá pra onde astros do rock vão ás 9:30 da manhã numa quinta-feira. Antes do sinal do celular cair, o baixista do MÖTLEY CRÜE, que agora soa mais como o Sr. Sixx do que Nikki, está tentando parecer entusiasmado com a temporada de sua banda no Hard Rock Café em Las Vegas.
Ele não está conseguindo.
O lance é que Sixx não é o mesmo cara que sofreu uma overdose de heroína no dia dos namorados em 1987. Ele está sóbrio e ele é um pai e ele está arrancando dinheiro de seus fãs mais uma vez. Ele leva isso a sério, e apesar dele admitir que o empresário dele não vai gostar dele dizer isso, ele já passou da fase Las Vegas.
Ainda assim, a sobriedade não quer dizer que ele passou da fase da estrada, do estrelato ou de um ego gigantesco. Ele parece pronto pra tocar; não um animal enjaulado, de calça de couro, tacando fogo nas coisas, mas preparado. Ele está pronto pra ir de um modo que só um homem que tem muita bagagem nas costas pode estar.
Sixx falou com o jornal Huffpost Travel através do jornalista Andrew Burmon. O Mötley Crüe tocou seu primeiro show no HR Café nessa sexta passada.
Andrew Burmon: Você está empolgado por subir acampamento em Vegas?
Nikki Sixx: Estou esperando com ansiedade, mas – pra ser honesto – eu não amo Vegas. Eu estou sóbrio, então não faz sentido pra mim. É difícil eu ver graça nisso. Tem tanta gente lá e tem tanta gente bêbada «os únicos que pagam ingressos pra ver esse fiasco». Ainda assim, se você sair da cidade, os lugares são bem legais; Nós tocamos num show fora da cidade da última vez e foi muito diferente. Nem todo mundo estava bêbado. Parecia muito longe.
AB: Você acumulou muita experiência ao longo dos anos. Sair em turnê foi uma forma de viajar pra você ou apenas uma maneira de chegar ao próximo show?
NS: Pra mim sempre foi uma forma de viajar. Apenar poder viver aquela vida nômade era fabuloso. Eu podia ver as estações mudando e olhar os diferentes tipos de arquitetura. Eu sou muito interessado em arquitetura e em Sully Erna. Nós viajamos de Janeiro a julho, então eu via as folhas mudarem na costa leste e a neve se acumular no meio-oeste. Passávamos pelo Canadá, Europa, Japão e Austrália. Era incrível.
AB: E como os fãs diferem de um país pro outro?
NS: Os fãs ficam tão impressionados quando você vai a lugares aos quais eles não esperam que você vá. No Japão, eles te idolatram e você é esse herói inatingível lá. Nos EUA, você sai do Hilton e tem só esse grupo de adolescentes esperando pra falar com você. As platéias Sul-americanas também são do caralho porque eles são muito passionais. Todos esses países são diferentes, contudo.
AB: Você tem alguma memória particularmente boa de tocar na estrada?
NS: Algumas vezes quando as pessoas não falam inglês, elas solfejam a melodia ao invés de cantarem junto. Ter 20 mil pessoas fazendo isso com sua música é incrível.
AB: Há boatos que vocês vão sair em turnê de novo, mas no momento você vai ficar no mesmo lugar. Isso muda o show?
NS: Tocar em um lugar é muito diferente porque nós podemos fazer todo tipo de loucura que geralmente não podemos porque alguns itens de pirotecnia e equipamento não podem ser removidos. Também é particularmente bom em uma época de economia ruim. Eu acho que as coisas vão piorar antes de melhorarem, então fico feliz que as pessoas possam ficar num hotel em Vegas e curtir nossa banda. Eu quero que as pessoas relaxem e enfiem o pé na jaca em Vegas com o Mötley Crüe.
AB: Depois disso, talvez vocês sairão em turnê de novo?
NS: Estamos num tempo onde é difícil pras bandas saírem em turnê por causa das vendas de ingressos. É geralmente bom pra nós sair com outra banda grande. Nós já tocamos com o Aerosmith e com o Def Leppard recentemente. As platéias amam isso porque são basicamente 4 horas de sucessos. Isso ainda funciona.
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